Alguém é Piedoso o Suficiente para Ser um Pastor?

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Alguém é digno de ser pastor?

Quando se trata de avaliar o chamado ao ministério pastoral, a primeira pergunta que um homem deve fazer é: eu sou piedoso?

Os requisitos morais para um pastor são destacados claramente em 1 Timóteo 1: 3-7, que diz:

Fiel é a palavra: se alguém deseja o episcopado, excelente obra almeja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, moderado, sensato, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, nem violento, porém cordial, inimigo de conflitos, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito. Pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus? Que o bispo não seja recém-convertido, para não acontecer que fique cheio de orgulho e incorra na condenação do diabo. É necessário, também, que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair na desonra e no laço do diabo.

Se você é como a maioria dos homens, esta lista de qualidades pode parecer longe de ser alcançada. À primeira vista, esta passagem, juntamente com Tito 1, sugere que o homem médio não tem chance alguma no ministério. Quem pode viver de acordo com esses requisitos?

Aqui estão duas coisas a serem consideradas quando lemos esta passagem. Primeiro, a maioria das qualificações listadas são realmente exigências para todos os crentes de alguma forma. Todo cristão é chamado a ser “sóbrio, equilibrado, respeitável, hospitaleiro; não ser ébrio, mas pacífico e gentil, não ser amante do dinheiro, que saiba gerir bem a sua própria família, com toda a dignidade, mantendo seus filhos submissos”. Essas qualificações não são apenas para pastores e mestres, ao passo que os demais cristãos estão livres para festejarem, beberem e se embriagarem.

Aqui está o meu ponto de vista: o homem chamado para o ministério não é um tipo de super-cristão que vive através de um código mais elevado. Ele simplesmente é um homem chamado com dons que o capacitam a liderar o povo de Deus e que possui uma graça que o capacita a ser um exemplo.

A segunda coisa sobre essas passagens é que o homem chamado pode entender essas passagens como um padrão inflexível que exige conformidade e punição ao desobediente. Se você se sente assim sobre essas passagens, você precisa entender algo muito importante: o chamado de Deus para o homem transmite graça necessária para a piedade requerida.

Permita-me elucidar isso um pouco mais. Em 1 Timóteo 3 e Tito 1, vemos evidências extraordinárias da atividade de Deus antes de qualquer sensação clara de chamado. Mas considere a frase “é necessário”, utilizada por Paulo em 1 Timóteo 3:2. O pastor (ou presbítero) deve ser irrepreensível, sóbrio, equilibrado, respeitável, etc.

O tempo presente perfaz toda a lista. Paulo não estabelece uma lista de metas a serem alcançadas. Pelo contrário, ele está falando de qualidades já presentes. São pré-condições para um pastor, e os resultados eventualmente esperados.

Então, o que isso quer dizer? Isso significa que a graça de Deus está agindo em certos homens para produzir um determinado tipo de vida. Identificar um chamado consiste na observação da graça já existente que trabalha na vida de um homem. A graça que brilha através de um homem é um indicador de que ele é chamado.

É possível alguém viver de acordo com as qualificações do ministério pastoral? Sim, porque o chamado de Deus transmite graça. Se você for chamado,  esteja convicto de que Deus já começou a trabalhar em você.

 

 

Autor: Dave Harvey

Fonte: Amicalled

Tradução: Leonardo Dâmaso

Divulgação: Reformados 21

 

 

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Leonardo Dâmaso
Leonardo Dâmaso

Mineiro, de Divinópolis. Criador e editor-chefe do Reformados 21. Servo de Cristo, músico, compositor, teólogo, escritor, apologista, tradutor e blogueiro. Faço parte da JET – Junta de Educação Teológica do IRSE – Instituto Reformado Santo Evangelho.