9 Coisas Que Você Deve Saber Acerca Do Transgênero

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O “transgenerismo” tem sido um assunto frequentemente discutido. O Conselho de Revisão do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA determinou que a Medicare pode pagar a cirurgia de “reatribuição” procurada pelo transgênero. Falando sobre o ponto de “inflexão do transgênero”, a revista Time declarou que o movimento social está “preparado para desafiar as crenças culturais profundamente mantidas”. A Convenção Batista do Sul, a maior denominação protestante dos Estados Unidos, aprovou uma esmagadora resolução intitulada de “On Transgender Identity” [Sobre a Identidade de Gênero]. Enquanto isso, aqui estão nove coisas que você deve saber sobre o transgênerismo.

1. O transgenerismo é um termo para identificar ou expressar a condição de um gênero que não coincide com o sexo físico/genético de uma pessoa. O transgênero é independente da orientação sexual, e aqueles que se autoidentificam como transgêneros podem se considerar heterossexuais, homossexuais, bissexuais, pansexuais ou assexuados. Aproximadamente 700.000 indivíduos nos EUA se identificam como transexuais.

2. O transgenerismo difere da intersexualidade, que é uma variação nas características do sexo, incluindo cromossomos e genitais que não permitem que um indivíduo seja identificado distintamente como masculino ou feminino. O intersexualismo é uma condição física, ao passo que o transgenerismo é uma condição psicológica. A grande maioria das pessoas com condições intersexuais identificam-se como homem ou mulher, em vez de transgênero ou transexual. (O termo “hermafrodita” é considerado agora desatualizado, impreciso e ofensivo para se referir a pessoas intersexuais.)

3. Os termos transgênero, transexual e travesti não são sinônimos. O transexual é um termo mais limitado para se referir a pessoas que se identificam como o oposto de sua designação de gênero de nascimento, independentemente de terem sofrido ou pretendem sofrer na terapia de reposição hormonal e/ou na cirurgia de reatribuição do sexo. Um travesti é uma pessoa que se veste com roupas do sexo oposto, embora não se identifique ou deseje ser do gênero oposto. Todos os transexuais são transgêneros, mas os travestis não se enquadram necessariamente em nenhuma das outras categorias.

4. A comunidade LGBT considera que o gênero é uma característica que existe ao longo do tempo. Os transgêneros podem, com efeito, terem dois gêneros (mover-se entre o comportamento feminino e masculino tipificado dependendo do contexto), três gêneros (mudança entre masculino, feminino e um terceiro gênero), mais gêneros (todos os gêneros ao mesmo tempo) e várias expressões de gênero (um atrativo para as pessoas que se enquadram no subconjunto de transexuais ou mais gêneros).

5. O termo cisgênero é usado para se referir a indivíduos que correspondem entre o gênero que lhes foi atribuído no nascimento, seus corpos e identidade pessoal. O cisgênero é frequentemente usado na comunidade LGBT para se referir a pessoas que não são transgêneros.

6. Na década de 1960, a Universidade Johns Hopkins tornou-se o primeiro centro médico americano a oferecer a “cirurgia de reatribuição do sexo”. Mas eles cessaram de realizar o procedimento depois de um estudo sobre pessoas transgêneras na década de 1970. O estudo comparou os resultados de transgêneros que tiveram a cirurgia com os resultados daqueles que não a fizeram. A maioria dos pacientes tratados cirurgicamente se descreveu como “satisfeito” pelos resultados, mas suas adaptações psicossociais subsequentes não foram melhores que aqueles que não realizaram a cirurgia. Como o Dr. McHugh, ex-psiquiatra e chefe do Hospital Johns Hopkins explica: “na Hopkins paramos de fazer a cirurgia de reatribuição do sexo, pois produzir um paciente “satisfeito”, mas ainda preocupado, pareceu uma razão inadequada para amputar cirurgicamente os órgãos normais”.

7. Quando as crianças que relataram sentimentos transgêneros foram constatadas sem tratamento médico ou cirúrgico, tanto na Universidade Vanderbilt quanto na Clínica Portman, de Londres, 70 a 80% delas perderam espontaneamente esses sentimentos. Cerca de 25% tiveram sentimentos que persistiram, observa o Dr. McHugh, mas o que diferencia esses indivíduos continua a ser distinguido. Apesar de tais estudos e vários estados – incluindo a Califórnia, Nova Jersey e Massachusetts –, aprovaram leis que impedem os psiquiatras, mesmo com a permissão dos pais, de se esforçar para restaurar os sentimentos naturais de gênero para um menor transgênero.

8. Um estudo de 2011, no Instituto Karolinska, na Suécia, observou 324 pessoas que fizeram a cirurgia de reatribuição sexual (191 homens e mulheres, 133 do sexo feminino) de 1973 a 2003. A taxa global de morte foi maior do que o esperado, com o suicídio sendo a principal causa. Aqueles que fizeram a cirurgia de mudança de sexo foram quase 20 vezes mais propensos a tirar suas próprias vidas do que a população não transgênera. Eles também eram mais propensos a buscar tratamento interno para condições psiquiátricas.

9. No cerne do problema está a confusão sobre a natureza do transgênero, diz McHugh. “A mudança de sexo” é biologicamente impossível”, acrescenta. “As pessoas que se submetem a uma cirurgia de reatribuição do sexo não mudam de homens para mulheres ou vice-versa. Em vez disso, elas se tornam homens feminizados ou mulheres masculinizadas. Afirmar que isso é uma questão de direitos civis e incentivar a intervenção cirúrgica é, na realidade, colaborar e promover uma desordem mental”.

 

 

Autor: Joe Carter

Fonte: The Gospel Coalition

Tradução: Leonardo Dâmaso

Divulgação: Reformados 21

 

 

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Leonardo Dâmaso
Leonardo Dâmaso
Mineiro, de Divinópolis. Criador e editor-chefe do Reformados 21. Servo de Cristo, músico, compositor, teólogo, escritor, apologista, tradutor e blogueiro. Faço parte da JET - Junta de Educação Teológica do IRSE - Instituto Reformado Santo Evangelho.