Desmascarando os Argumentos Gayzistas com a Lógica Simples (2/2)

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Diversidade

Diversidade é uma palavra código para a doutrina política do multiculturalismo. Por si só isso significa apenas “a variedade das coisas”, mas do jeito usado pelo movimento gayzista, “diversidade” é uma declaração moral sobre como a sociedade deve ser: um pluralismo social harmonioso, no qual todas as culturas são reverenciadas pela sua contribuição com o todo. Assim, o emocionalismo eufórico é aproveitado para obscurecer um raciocínio profundamente falho.

Multiculturalismo significa a igualdade das culturas em uma sociedade pluralística; é um conceito válido se a cultura é definida por um critério moralmente neutro. A sociedade deveria perseguir a igualdade cívica baseada em coisas como raça, herança étnica e religião. Mas, práticas culturais não são moralmente neutras. Poucos de nós concordamos que a cultura do nazismo alemão, do comunismo soviético, e do Afeganistão governado pelo Taliban sejam iguais à cultura americana.

A “cultura” da homossexualidade – um estilo de vida fundamentado na prática da sodomia – é diferente da cultura de base familiar herdada de Afro-americanos, Asiático-americanos, Árabe-americanos. A própria inclusão de critérios comportamentais na definição de cultura invalida a premissa de igualdade no multiculturalismo. Isso introduz a palavra acompanhante para a diversidade: inclusão.

Igrejas e outras instituições que foram vítimas da sofística gayzista felicitam-se abertamente por serem inclusivas. Este é o mesmo erro de uma forma diferente. Em ambos os casos, há uma falta de definição do padrão de aceitação pelo qual as pessoas são bem-vindas no círculo de inclusão. Sem nenhum padrão, não pode haver objetividade no processo, e decisões representam meramente a vontade arbitrária da pessoa ou pessoas responsáveis.

Resumidamente, a doutrina do multiculturalismo promove a igualdade das diversas culturas em nossa sociedade sob o código “diversidade.” A validade doutrinal depende da limitação da definição da cultura para um critério moralmente neutro. A inclusão da significância moral do comportamento sexual na definição rouba a validade do multiculturalismo por garantir legitimidade a práticas imorais. O esforço para consertar o problema, excluindo algumas culturas por causa de suas práticas (escravidão ou canibalismo, por exemplo), contradiz a premissa da equivalência das culturas. O fracasso de articular um padrão pelo qual se determine quais culturas devem ser inclusas, compõem o problema de se assumir uma autoridade arbitrária de quem quer que detenha o poder.

A resposta efetiva a um apologista da “diversidade” é focar-se na definição do multiculturalismo e demandar por uma definição do padrão de inclusão.

Discriminação

A discriminação é uma palavra cuja redefinição política teve origem no movimento dos direitos civis. No uso normal, a discriminação é sinônimo de discernimento, mas quando usado em um contexto de direitos civis, significa preconceito irracional contra uma pessoa. “Irracional” é o qualificador escondido no termo que distingue o discernimento apropriado de preconceito. Em uma sociedade esclarecida, não pode haver nenhuma base racional para a discriminação em critérios como raça, cor da pele ou etnia. No entanto, com o multiculturalismo, a introdução de critérios moralmente significativos altera a análise de discriminação. A discriminação contra os comportamentos prejudiciais é inteiramente racional, e em muitos casos necessária.

Discriminação é agora sinônimo de prejuízo racial na mente popular. Gayzistas exploram essa associação para legitimar suas próprias bandeiras ao se incluírem na lista de minorias dos estatutos antidiscriminatórios.

Resumidamente, a descriminação tem sido útil aos gayzistas porque o público está profundamente condicionado a associar esse termo apenas com preconceito, especialmente preconceito racial. A solução é adicionar o prefixo “racional” ou “irracional” para a discriminação onde quer que alguém use esse termo. No mínimo, essa tática faz com que o ouvinte considere a significância do prefixo. Isso também prepara o terreno para a discussão sobre os padrões para determinar o que é discriminação racional vs irracional.

Homofobia

Este termo é provavelmente a invenção mais ultrajante dos sofistas gayzistas. De certa forma, isso não deve nem mesmo ser considerado sofisma, uma vez que não tem qualquer indício de sutileza. Em contraste com a inteligência da maioria dos outros exemplos listados aqui, a falta de lógica da homofobia é flagrantemente ofensiva.

Originalmente, homofobia era o jargão psiquiátrico inventado para descrever o medo de alguém em possuir inclinações homossexuais. Os gayzistas simplesmente roubaram o termo e redefiniram como “ódio e/ou medo de homossexuais.”

Como arma retórica, a homofobia é inigualável. Serve primeiramente para definir qualquer um que se oponha a legitimação do homossexualismo como um fanático cheio de ódio. A inclusão universal de todos os oponentes como homofóbicos, obviamente, não é enfatizada. Gayzistas associam publicamente esse rótulo com os violentos “espancadores de gays” e fanáticos/fundamentalistas cheios de ódio. Quando usam esse termo, eles querem que as pessoas pensem nos assassinos de Mathew Shepard, mas na prática convencional eles incluem todos os homens, mulheres e crianças que acreditam que o homossexualismo é anormal ou errado. O jeito de expor esse fato é reivindicar que o apologista do gayzismo declare a diferença entre a oposição homofóbica e a oposição não-homofóbica ao homossexualismo. Eles irão revelar que não aceitam oposição à sua agenda como algo legítimo.

Em segundo lugar, o termo define a oposição ao homossexualismo como uma doença mental. Ativistas “gays” adquiriram um prazer especial nisto, já que há poucas décadas atrás o homossexualismo era listado como um transtorno mental no Manual Diagnóstico e Estatístico de Psiquiatria (removido por ativistas homossexuais usando manobras políticas em uma votação dos membros da Associação Americana de Psiquiatria de 1973). Em terceiro lugar, o termo serve como equivalente semântico de “racista”, ajudando o movimento gayzista a doutrinar ainda mais o povo com a noção de que a oposição ao homossexualismo é equivalente ao preconceito contra as minorias raciais.

Coletivamente, esses aspectos da homofobia servem para intimidar os adversários ao silêncio. Quando qualquer oposição ao homossexualismo leva a acusação de que se é um doente mental fanático, equivalente a um racista, poucas pessoas se atrevem a opor-se abertamente. Aqueles que tendem a ficar na defensiva, dando a desculpa de que não são cheios de ódio (implicitamente validam o ódio como a regra geral).

O uso do termo em si é uma discriminação religiosa, porque implicitamente deprecia e declara ilegítimos os ensinamentos religiosos de várias grandes religiões do mundo. A adoção do termo por parte do governo constitui uma violação prima facie da Cláusula de Estabelecimento da Primeira Emenda, que proíbe o endosso ou a inibição da religião.

Em resumo, a homofobia é uma palavra sem sentido, inventada por sofistas do gayzismo como uma arma retórica contra os seus adversários. Agrupando todos os adversários como doentes mentais “espancadores de gays”, e ao fazê-lo, declaram as doutrinas religiosas tradicionais como algo prejudicial e ilegítimo. A solução é rejeitar o próprio termo homofobia como algo prejudicial e ilegítimo. A sua ilegitimidade pode ser exposta, fazendo os apologistas do gayzismo definirem o termo e a distinção entre a homofobia e a oposição não-homofóbica ao homossexualismo.

Tolerância

Tolerância significa suportar alguém ou algo que você não gosta, a fim de servir ao bem maior de preservar a civilidade. A tolerância é, portanto, uma virtude essencial em uma sociedade diversificada. No léxico gayzista, entretanto, a tolerância significa aceitação incondicional da homossexualidade. Qualquer um que desaprova a conduta homossexual é rotulado como intolerante, até mesmo aqueles que tratam “gays” assumidos com a maior cortesia e respeito.

Abuso de linguagem é uma coisa perigosa. O mau uso do termo tolerância é um bom exemplo. Para cada pessoa que cede ao politicamente correto para evitar ser considerada intolerante, existe outra forte desaprovação do homossexualismo a torna disposta a ser considerada intolerante. Este último pode até começar a ver a intolerância como uma virtude, uma vez que parece necessário ser intolerante para impedir a legitimação da perversão sexual. Isto promove um clima em que a intolerância contra as minorias legítimas podem ser mais facilmente justificada. Como os gayzistas tem comprovado, muitas pessoas simplesmente não pensam com clareza suficiente para entender por que a intolerância racial e a intolerância da perversão são diferentes. Esta confusão serve aos racistas tão facilmente quanto serve aos gayzistas.

Para reafirmar o verdadeiro sentido da tolerância em face de sofismas gayzistas, aponte que a tolerância é relativa. Algumas coisas merecem tolerância absoluta e algumas coisas merecem tolerância zero, mas a maioria cai em algum lugar no meio. Por exemplo, a nossa sociedade deve ter alta tolerância para a liberdade de expressão (ou seja, o direito de dizer “eu sou gay”), mas baixa tolerância para o comportamento danoso (isto é, sodomia). A tolerância que uma coisa merece é relativa ao grau de benefício ou dano que vai produzir.

Conclusão

O coração da sofística gayzista é a redefinição da homossexualidade como um estado de ser e não uma forma de comportamento sexual. Isso permite que o movimento gayzista defina os homossexuais como uma minoria no direito civil comparável aos afro-americanos e outros grupos cujo status de minoria é baseado em características verdadeiramente imutáveis. Por sua vez, isso permite ao movimento gayzista herdar e explorar todos os ganhos legais, políticos e sociais [do movimento dos direitos civis] para os seus próprios fins.

A teoria da orientação sexual é o veículo para “vender” a ideia do homossexualismo como algo normal e imutável. Ela cria um contexto em que a sexualidade pode ser dissociada da fisiologia. Somente fazendo o propósito e a função do corpo humano irrelevantes, os estrategistas do movimento “gay” podem evitar, em circunstancias diferentes da considerada, verdades auto-evidentes sobre a homossexualidade.

Todos os termos analisados neste artigo, quando aplicado aos homossexuais, dependem para sua validade da teoria da orientação sexual, o que por sua vez depende da redefinição da homossexualidade.

No final, esta batalha está ganha afirmando o óbvio. A verdade sobre o homossexualismo é auto-evidente. Verdades evidentes não são ensinadas, são reveladas. Ajudar as pessoas a desmascarar a sofística do gayzismo não requer ensinar-lhes novos fatos e números, ou aumentar o seu nível de sofisticação intelectual. Pelo contrário, exige uma remoção da desinformação que obscurece a realidade das coisas simples.

Na verdade, se você se encontra dependente de estudos e estatísticas para convencer alguém da incorreção do homossexualismo e que isso não deve ser legitimado na sociedade, você já perdeu o debate. Considere o seguinte: uma pessoa que permaneça não persuadida por um lembrete da verdade óbvia se revela ser um desonesto intelectual para quem os fatos são em última instância sem sentido. No entanto, se você recorrer a provas secundárias, confere a verdade óbvia uma insuficiência para provar o seu caso, colocando-se voluntariamente em um contexto no qual o debate favorece aqueles que estão dispostos a enganar e mentir para ganhar.

Derrotar argumentos gayzistas, portanto, consiste em afirmar a pura verdade sobre a homossexualidade desde o início. Se você não conseguir desafiar os pressupostos da posição gayzista, você sempre estará em desvantagem e em oposição a muitos objetivos da agenda gayzista. Permaneçam firmes na verdade de que o homossexualismo é uma condição desordenada que merece objetivamente a reprovação social, porque esta espalha doenças e disfunções.

Você será atacado agressivamente por esta posição, porque seus adversários sabem que é a única posição a partir da qual você pode derrotar com sucesso todos os seus argumentos. Você terá menos trabalho para a procura de algum ponto de concordância, mas você vai manter continuamente a maior parte de sua autoridade moral e persuasiva no processo.

Se você se recusar a permanecer firme em seus pressupostos pró-família, as ideias apresentadas neste artigo não serão de muito valor para você. Mas se você permanecer firme, elas vão servir como armas potentes contra toda forma de sofística gayzista e a sua defesa corajosa da verdade será justificada.

 

 

Desmascarando os Argumentos Gayzistas com a Lógica Simples (1/2)

 

 

Autor: Scott Lively

Fonte: Direta Realista

Tradução: Direita Realista

Via: Direita Realista

Leonardo Dâmaso
Leonardo Dâmaso
Mineiro, de Divinópolis. Criador e editor-chefe do Reformados 21. Servo de Cristo, músico, compositor, teólogo, escritor, apologista, tradutor e blogueiro. Faço parte da JET - Junta de Educação Teológica do IRSE - Instituto Reformado Santo Evangelho.