Masturbação: Um mundo de Fantasias

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Depoimentos

Meu nome é Luiza. Tenho 18 anos e sofro com o problema da masturbação e pornografia. Já não aguento mais. Eu desejo ser liberta. Sei que é pecado, mas quando surge a vontade, não consigo controlar. Preciso que me ajudem!

Não sei ao certo quando começou, mas eu devia ter uns 11 ou 12 anos, quando achei uma revista de sexo embaixo da cama do meu primo. Aquilo me chamou atenção e algo em mim foi despertado. Depois que descobri o que era masturbação, achei o máximo. Fazia todos os dias. O tempo passou e isso se tornou algo tão comum em minha vida que não percebi que estava viciado nesta prática.

Não havia um dia sequer que eu não me masturbasse. No trabalho, em casa, no banheiro do shopping. Minha mente era pervertida. Tudo me excitava. Não se espante, um dia cheguei a me masturbar o dia inteiro.

Foi quando percebi que não dava mais. Procurei ajuda. Hoje, com a ajuda de Deus e acompanhamento espiritual, tenho vencido. Confesso que tem dias que não é fácil, mas tenho me apegado na graça divina.

Apesar de a ciência incentivar e apoiar a masturbação, os males e a destruição que essa prática traz é infinitamente maior do que podemos imaginar. Da simples curiosidade, a masturbação pode se tornar algo compulsivo e grave.  Hoje, este mal tem atingido homens, mulheres, líderes, pastores, arruinado casamentos e distanciado as pessoas de relacionamentos.

A maioria das pessoas viciadas em pornografia tornam-se também viciadas em masturbação, pois traz uma sensação de prazer físico imediato.

Essa prática de sexo “solitário” tem aprisionado muitos no meio de nós, levando alguns a total dependência, tornando-se escravos do pecado, onde alguns necessitam até mesmo de terapias para serem libertos deste mal.

 

Hoje eu reconheço que necessito de ajuda. Não tem sido fácil lidar com isto, e confesso que foi difícil entender que sou um viciado em masturbação.

Comecei quando ainda era novo; devia ter uns 11 anos. Vi umas revistas de mulheres nuas, depois conheci os filmes, as conversas na escola. Mas era coisa de criança. Estava me descobrindo, conhecendo um mundo nunca visto antes. A sensação de prazer era algo muito bom.

O tempo passou e, com a revolução da internet, descobri um novo mundo que me atraiu, me envolveu e até algum tempo atrás não havia conseguido sair dele. Meus pensamentos viviam conectados. Ao andar na rua, meus olhos sempre estavam alertas para tudo que envolvesse sensualidade. Perdi o controle de mim mesmo!

Houve dias que me masturbava 6, 7 vezes ao dia. Eu mergulhava em minhas fantasias alimentadas pela pornografia. Sempre dava jeito de acessar algo para alimentar minha compulsão. Corria para o banheiro no trabalho, me saciava e voltava. Bastavam mais algumas horas, eu já estava lá de novo. Meus amigos do trabalho sempre me zoavam, dizendo que eu fugia por ser morcego e preguiçoso. Mal sabiam eles o que eu vivia fazendo.

Em casa eu me trancava no quarto e virava a noite nos vídeos mais sujos que você pode imaginar. Em estado normal, nunca que eu assistiria essas coisas.

Ao escrever isto, minhas mãos suam e minha mente começa a pensar novamente. Mas eu decidi romper com a masturbação. Minha vida parou por causa disso, perdi a comunhão com Deus e também com amigos, pois trocava os momentos de estar com Deus para estar mergulhado em meu mundo solitário de masturbação, ao passo que deixava de estar com os amigos para estar com meus vídeos.

Hoje, tenho sido acompanhado tanto por um líder quanto por um terapeuta, e as vitórias já tem sido grandes. Ainda continuo lutando, mas tenho certeza que Deus irá me ajudar a livrar-me da masturbação completamente.

 

Alguns dizem que a masturbação é como uma “válvula de escape”, um alívio para as tensões, pressões e sobrecargas do dia a dia. Afirmam ainda que a masturbação ajuda a compensar o tédio da rotina, das situações mal resolvidas, o estresse, a dor emocional, sentimentos de rejeição, ansiedade, entre outras coisas.

Partindo desse pressuposto, que a masturbação esteja sendo utilizada como válvula de escape, conforto emocional temporário, prazer físico e compensação, onde está a fonte de excitação para tal ato?

Ninguém se masturba pensando nas estrelas do céu. É necessário um estímulo para se chegar ao orgasmo, e a pessoa acaba buscando imagens e fantasias sexuais em suas mentes, onde esse ciclo tende a aumentar cada vez mais.

Em Filipenses 4:8, há uma advertência acerca dos nossos pensamentos: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”

Não há como separar o pensamento do ato da masturbação, pois estão conectados. Sem alimentar a mente, não há como este se concretizar. Seguindo esse ponto, é impossível a prática da masturbação aliada a um pensamento respeitável, de boa fama e principalmente puro. A masturbação é pecado!

Jesus disse: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela”.

Jesus está confrontando a intenção do nosso olhar, do nosso coração.

Quando vemos uma mulher bonita, com curvas que chamam a nossa atenção, olhamos, admiramos, chegamos até elogiar em nosso intimo e basta. Nesse processo podemos dizer que existe atração. Somos atraídos a querermos ir um pouco mais, a imaginar algo mais. Porém, se dermos espaço para a atração, entraremos no estágio da tentação, e o que passará a governar e nos conduzir ao pecado será a intenção do nosso coração. A intenção vai ceder à tentação e vai governar a atração. Por isso, o pecado passa a ser uma questão de intenção e não de atração.

O desejo sexual em si não é pecado. Não podemos ou devemos castrar nosso desejo. Se fizermos isso, viveremos frustrados e colocaremos em nós mesmos um fardo que agride nossa própria natureza. Atração sem uma intenção ilícita não tem nenhuma conotação pecaminosa. Podemos e devemos satisfazer nossa sexualidade dentro dos limites e propósitos estabelecidos por Deus.

Sejamos realistas, no processo da masturbação, danem-se os pensamentos, pois o que queremos naquele momento é satisfazer nossos desejos e nossa carne. Diante disso, o que importa não é o ato, mas a intenção do nosso coração, que é produzida em nossos pensamentos, cobiças, fantasias e imoralidade. Reproduzimos nos pensamentos aquilo que está no poço da nossa alma.

A masturbação é um sintoma de olhos não controlados e de pensamentos sem limites. No mundo sexual fantasioso, somos quem quisermos ser e fazemos aquilo que queremos sem que ninguém nos diga o que é certo ou errado sem termos que dar satisfação para ninguém daquilo que fazemos.

Em nossas fantasias, podemos ter quantas mulheres quisermos, realizar quantos fetiches desejarmos e o tipo de relação que quisermos. Para os que lutam contra os desejos homossexuais é a maneira de satisfazer a carne sem se expor. A verdade é apenas uma: mergulhamos em mundo secreto e podre onde não teríamos coragem de irmos na vida real.

Segue, abaixo, um trecho mais importante do depoimento de alguém viciado em masturbação e pornografia, o qual foi publicado em um fórum do site da Uol em junho de 2015:

 

Só me dei conta disso agora. Eu não conseguia parar. Desde que me tornei viciado em pornografia, tentei parar por três meses. O vicio avançou no decorrer dos anos de uma forma mais ou menos assim: modelos de biquíni, modelos nuas, pornografia de sexo normal, sexo oral, sexo anal, gang bangs, sexo hardcore (homens dominando fortemente as mulheres), femdom, pés, femdom com dor, etc. Depois eu comecei a procurar por fóruns de fetiche na internet/facebook. Desde os últimos 6 meses, em umas quatro ou cinco ocasiões, eu tenho passado a NOITE INTEIRA vendo pornografia, o que dá umas 12 horas. Eu acabei de terminar uma sessão de 5 horas e me sinto miserável. E, novamente, meu cérebro se sente exausto e abusado por isso. Estou ansioso e tenho vergonha de ter encontros sociais. Toda vez que eu abuso de pornografia é como se eu procurasse por coisas cada vez mais diferentes. Eu passei grande parte da minha ultima sessão fantasiando sobre atividades homossexuais forçadas num contexto femdom. Agora, após retornar ao normal, depois do orgasmo, eu me sinto completamente enojado. E isso é uma coisa que eu nunca me sentiria atraído no mundo real em minha mente normal.

 

Richard Exley, trabalhando a diferença entre tentação e pecado, comenta que, às vezes, resistimos à tentação não porque odiamos o pecado, mas simplesmente porque não temos coragem ou oportunidade de agir de acordo com nossos desejos pecaminosos.

Sendo esse o caso, podemos desenvolver uma vida imaginaria elaborada, na qual abrigamos nossas fantasias pecaminosas. Na tela de nossa imaginação, concordamos com todos os modos do mal. Logo estamos vivendo uma vida dupla. Por fora parecemos pessoas espirituais, mas em nossa vida imaginária, somos bem diferentes. O detalhe é que como Provérbios 23:7 adverte: “o homem é assim como imagina sua alma.”

Conclusão

É necessário escolher qual caminho quer seguir. Não se pode servir a dois senhores. Muitas pessoas, tanto homens como mulheres, líderes e pastores, têm elevado a sensualidade à condição de ídolo no coração. Peça a Deus para lhe mostrar a verdade sobre idolatria. A idolatria é a adoração a alguém ou algo diferente de Deus, colocando o objeto da idolatria no lugar de Deus. E quantas vezes esses sentimentos e desejos desenfreados por satisfação da carne tem tomado o lugar de Deus em nossa vida?

A Bíblia exorta a adorar a Deus em espírito e em verdade. A pornografia e a masturbação viola esse principio, pois leva a adorar a carne ou a imagem da carne de outra pessoa, buscando através dela satisfazer as necessidades.

Escolha o caminho do Senhor, tome postura de renunciar tudo o que alimenta a idolatria e a sensualidade. Renuncie materiais pornográficos, relacionamentos que incentivam isso, hábitos e respeite os limites. Não de provisão à carne. Exercite a obediência e a renuncia, e Deus te honrará!

Restaure sua vida de oração, leitura da palavra, comunhão com Deus e com a igreja. Jejue, arrependa-se, confesse, busque ajuda. (Tiago 5:16). Identifique seus gatilhos de tentação: solidão, estresse, tédio, sentimentos de rejeição, pressão, ferida não tratada, baixa estima, ansiedade… Peça a Deus que lhe mostre o que seu “vicio” ou comportamento pecaminoso revela sobre você.

Reconheça e busque lidar com essas situações de maneira madura. Leve a serio suas lutas, responsabilize-se por sua vida, suas atitudes. Não fuja, não negue e não se conforme.

Fuja da carne. Não se permita iniciar. Conte com Deus. É possível vencer!

Deus nos criou com propósitos. Ele tem propósito em nossa identidade e atividade sexual. Cada parte de nossa anatomia e fisiologia foi projetada por Deus, inclusive nossos órgãos genitais. (Gênesis 1:27)

A relação sexual é um privilégio exclusivo para o casamento e não uma pratica solitária de autoerotismo. A relação sexual é uma troca de fidelidade por toda a vida em que o casal desfruta, entre outras coisas, de unidade, comunicação, companheirismo, prazer, procriação, etc.

Deus quer o nosso bem e a nossa felicidade. Se vivermos pelos princípios de Deus, experimentaremos felicidade e paz, mas se vivermos alheios a esses princípios, viveremos aprisionados e confusos (Salmo 128:1; Provérbios 5:21-23).

Como Igreja de Cristo, o tema da Pureza Sexual não pode deixar de fazer parte de nossas pregações. Não podemos falar do céu sem anunciar que temos princípios que precisamos viver aqui na terra, e um desses princípios é o da pureza.

Precisamos, de maneira saudável, anunciar a verdade que liberta o homem por inteiro, e não apenas áreas de sua vida. Muitas vezes falta em nossos lábios essa palavra, porque estamos em falha nesse quesito. No entanto, como líderes e pastores, precisamos nos avaliar e por que não dizer, confessar e buscar o perdão de Deus?, pois nossa vida e testemunho serão capazes de trazer incentivo e cura aos que estão aprisionados.

Que o Senhor faça de nós instrumentos para a sua glória!

 

 

Autor: Elder Rangel

Fonte: Gospel Prime

Leonardo Dâmaso
Leonardo Dâmaso
Mineiro, de Divinópolis. Criador e editor-chefe do Reformados 21. Servo de Cristo, músico, compositor, teólogo, escritor, apologista, tradutor e blogueiro. Faço parte da JET - Junta de Educação Teológica do IRSE - Instituto Reformado Santo Evangelho.