4 de Outubro – Saia do Templo

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No monte da transfiguração, os discípulos ficaram estonteados com a ascensão deslumbrante glória de Cristo. O que antes era latente por sua humanidade, escondido da visão dos mortais, repentinamente explodiu através do véu em um brilho translúcido. Com apenas um vislumbre, os discípulos ficaram paralisados. Eles tinham apenas um desejo de consumo: permanecer naquele lugar, descansando para sempre à luz daquele semblante. Jesus não precisava de nada disso. Como o Senhor da igreja, Ele ordenou aos discípulos que deixassem de armar tendas e os enviou para o monte e para o mundo.

No dia em que Cristo morreu, esses mesmos discípulos se esconderam. Eles refugiaram-se numa sala, onde se comprimiam de medo. Quando Jesus quebrou os laços da morte, Ele foi até aquela sala. Em certo sentido, ele “quebrou a porta”; não para entrar, mas para tirar os discípulos de lá. A ordem de Jesus a eles foi para que esperassem o Espírito, depois saíssem daquele lugar e fossem para o mundo.

O termo do Novo Testamento para “mercado” é ágora. O mercado não era apenas o distrito comercial, mas também era o centro da vida cívica. O mercado estava cercado por edifícios públicos, lojas e colunatas. Neste lugar, as crianças brincavam, o ocioso vadiava, os processos judiciais eram ouvidos e os eventos públicos realizados. Era público, não privado; aberto, não secreto; perigoso, não seguro.

O berço da igreja era o mercado. Da pregação e do ministério público de Jesus aos atos cotidianos dos apóstolos, a cena central era o mercado.

Na presença de Deus

Você está se movendo ativamente para fora dos muros da igreja e levando sua fé ao mundo?

Passagens para estudo adicional

Atos 17:16-17; Atos 8:5

Leonardo Dâmaso
Leonardo Dâmaso

Mineiro, de Divinópolis. Criador e editor-chefe do Reformados 21. Servo de Cristo, músico, compositor, teólogo, escritor, apologista, tradutor e blogueiro. Faço parte da JET – Junta de Educação Teológica do IRSE – Instituto Reformado Santo Evangelho.