Exortação aos Jovens da “Zueira”

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Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira (Provérbios 26:18-19).

 

INTRODUÇÃO

O real significado da Palavra Zoeira

Zoeira é referente aquilo que é uma desordem, como uma gritaria ou um excesso de alvoroço e confusão. A palavra zoeira ainda pode ser utilizada para denominar algo que se faz com a intenção de ser engraçado. A zoeira pode ser um barulho que não consegue ser distinguido, como se fosse um zumbido, um ruído intenso ou uma gritaria, onde a mistura de vários sons e vozes faz com que não se entenda nada. Exemplo: “Os alunos pararam com a zoeira quando a professora entrou na sala de aula”. Outro significado para este substantivo está relacionado com o ato de fazer algo com o intuito que seja engraçado ou que provoque risos. A zoeira pode ser uma brincadeira ou uma piada, com sentido pejorativo ou não. Exemplo: “Você está de zoeira comigo?” Ou, “Os meninos estavam zoando com o novo aluno”. Não dá para acreditar em páginas de “zueira” cristã!

 

ARGUMENTAÇÃO

As prisões de Paulo já produziam crentes falsos, que pregavam o Evangelho não puramente, mas por “contenção” (eritheia) (Fp 1:16-17), uma palavra que antes significava trabalho honrado e passou a significar intriga desonrosa. Depois, a mesma palavra passou a descrever uma pessoa que só estava preocupada com o seu bem-estar, uma pessoa suscetível a ser subornada, uma pessoa ambiciosa e rebelde, procurando oportunidades de promoção. Deixe-me problematizar por um momento.

Será mesmo que as atuais posições apologéticas contribuirão para que o Reino de Deus avance sobre a atual cristandade e o mundo perdido?

Ah, Jovens da “zueira”, vocês vituperam! Lançam insultos contra Cristo constantemente! Acredito que se a “plenitude dos tempos” fosse o presente século, vocês seriam os primeiros a gritarem: Crucifica-o! Crucifica-o! E isso só por brincadeira. Vocês zombariam de Cristo, clamando em alta voz: Este filho de José e Maria é apenas um carpinteiro sujo e beberrão, que anda com publicanos e prostitutas! Vocês produziriam facilmente a coroa de espinho e ririam batendo com a cana, vendo os espinhos penetrando o escalpo. É nítido ver o mesmo espírito de zombaria que atuava naqueles soldados romanos atuar em vocês. Vocês prestam um desfavor ao genuíno Evangelho. Não consigo ver nada de “zueira” no sacrifício de Cristo e nem em pessoas sendo condenadas ao inferno por professarem uma fé falsa. Não é prazeroso ver pessoas caminharem por solos quebradiços, sabendo que esses lugares são apoiados pelas colunas do Inferno, e que a qualquer momento elas escorregarão, porque o chão será quebrado com o peso de suas culpas e pecados enquanto caminham; e para lá descerão e não mais caminharão, mas perecerão eternamente.

Vocês conseguem entender o quão terrível é o texto de Ezequiel 33:7-11?

Agora, homem mortal, eu estou pondo você como vigia de toda a nação de Israel. Você dará a eles os avisos que eu lhe der. Se eu disser que um homem mal vai morrer, mas você não o avisar para que mude o seu modo de agir e assim salve a sua vida, aí ele morrerá, sendo ainda pecador. Nesse caso, eu considerarei você como responsável pela morte dele. Porém, se você avisar o homem mal, e ele não parar de pecar, ele morrerá como pecador, mas você viverá. […] Diga-lhes que juro, pela minha vida, que eu, o Senhor Deus, não me alegro com a morte de um pecador. Eu gostaria que ele parasse de fazer o mal e vivesse.

Vocês conseguem transformar essa verdade em “zueira”, não é? Será que pecadores olham para vocês e conseguem enxergar: “[…] cheiro de morte para a morte, mas para aqueles outros, a boa fragrância de vida para vida?”

A resposta a essa pergunta deveria constranger vocês. Mas quem são os que estão capacitados para essas verdades?

Charles Spurgeon disse que, em certo tempo, “no lugar de pastores alimentando ovelhas, haveria palhaços entretendo bodes”. Eu faço uma leve adaptação para este momento: “Jovens palhaços (o que vocês são) entretendo bodes (os que seguem vocês)”. É isso o que vocês são. Apenas jovens débeis em suas palavras, mórbidos em suas produções, entorpecidos em seus pensamentos, combalidos na saúde espiritual.

Pessoas adultas que seguem vocês não tem noção do que é errado, aceitável, ridículo e sadio. Indivíduos de compleição muito fraca se deixam levar por minutos de brincadeiras mórbidas. O ambiente de suas páginas é morbífico, pois servem apenas para deixar pessoas acomodadas em seus pecados. Elas pecam e riem ao mesmo tempo, e vocês serão responsáveis por essa falta de seriedade com o Evangelho de Jesus Cristo.

Orem até que Deus converta os seus pobres corações, meninos inconstantes! Imagino como é a vida de vocês em oculto, quando apenas os olhos de Deus e do diabo contemplam as suas obras! Os jovens foram os que mais sofreram em toda a história da Igreja. Se colocarmos o jovem José, o jovem Davi, o jovem Estevão (o primeiro mártir), o jovem Timóteo e muitos outros ao lado de vocês, simplesmente se envergonhariam e pediriam o mais profundo do inferno. É uma pena que a “zueira” arrancou de vocês o Temor e Tremor diante de Deus e de Sua Palavra.

Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e se aproximem os anos em que você dirá: Não tenho satisfação neles (Ec 12:1).

Será que vocês não leem as suas Bíblias? Se leem (o que duvido muito), são “feiticeiros” (1 Samuel 15:23), porquanto rejeitaram a Palavra do Senhor e Ele rejeitou vocês e os entregou a esse sentimento zombador (Rm 1:28–31)! Não vivem de acordo e se apoiam apenas no intelecto. O “engraçado” é que Satanás sabe mais das Escrituras do que vocês, e neste momento posso dizer: no caso de vocês, não apenas a mente é vazia, mas também é cheia a oficina do diabo, pois suas mentes estão repletas de instruções, porém sem força alguma para que essas instruções sejam obedecidas e vividas.

Se não leem (o que acredito), são crentes falsos, porquanto fazem “graça” da Graça de Deus! E um dia vocês verão que Deus concedeu-nos a Sua graça, mas nunca “zuou” com a humanidade, de modo a fazer que pessoas rissem de suas instruções; com toda certeza, esta é a pior geração de crentes de todos os tempos, e vocês contribuem muito para isso.

Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a Palavra de Deus. Mostre somente um texto, de algum personagem (autor) bíblico, fazendo “zueira” na proclamação do poder (evangelho) de Deus. Como não encontrarão, posso entender que as suas “defesas” do evangelho, baseados na “zueira”, não tem apoio bíblico. Logo, o que vocês são? Vocês poderiam pensar nas palavras de João por um momento: Jovens, eu escrevi a vocês, porque são fortes, e em vocês a Palavra de Deus permanece, e vocês venceram o Maligno. Não acredito que essa palavra se aplique a vocês. E agora, nas palavras de Paulo a Timóteo: Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza. Continuo afirmando que não aplica a vocês! Ao comparar a conduta de vocês (pelas páginas onde vocês atuam como editores e  administradores) com a Escritura e com a história da Igreja, é despudorado!

Vamos ver, à luz da Escritura, o que deve delimitar a alegria de um cristão.

Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento (Ec 11:9).

Julgamento! Julgamento! Julgamento! Mas vocês não dão importância, e o motivo é que “as suas vistas” estão cegas, e já não conseguem mais alcançar a verdadeira motivação da fé: piedade. Mas somos “reformados”, vocês dizem. Eu digo: Não existe reforma até que a Palavra de Deus penetre no fundo das suas almas e transforme todos os aspectos de suas vidas. É cabível a vocês a nomenclatura de “deformados”, ébrios insensatos, neófitos. Vocês são comparados com as mesmas pessoas que atacam doutrinariamente. Elas erram por falta, e vocês por excesso; falta conhecimento a elas, e a vocês conhecimento. Talvez essa parte vocês não entendam.

O ateísmo cristão é o mais perigoso, pois, mesmo acreditando em Deus, vive-se como se Deus não existisse, e se faz coisas que Deus abomina. Assim são vocês, tão malditos que duvidam de suas próprias posições. A fé acompanha a absoluta abstinência de dúvida pelo antagonismo inerente à natureza dos fenômenos psicológicos e da lógica conceitual. Ou seja, é impossível duvidar e ter fé ao mesmo tempo. É impossível sofrer pelo evangelho e se alegrar pelos erros cometidos por pessoas aparentemente condenadas. Ainda assim, são criaturas de Deus, que o próprio Criador diz: Não sinto prazer em suas mortes. Como vocês podem dizer ter fé?

Vocês fazem de tudo para provar a fé, mas a todo tempo, a fé acaba provando o inverso, pois a verdadeira fé nasce do ventre das Escrituras. Como posso afirmar que uma fé “zueira” nasce das Escrituras? Vocês tratam o pecado de forma errada. O pecado é muito pior do que vocês pensam. As pessoas não estão doentes, elas estão mortas (inclusive muitos ditos cristãos), e por causa desta morte, elas estão surdas, cegas e insensíveis, presas em uma realidade terrível. Vocês tratam o pecado como uma comida gordurosa, em que você está com um colesterol alto e o médico proíbe, mas mesmo assim você come por trás da ordenança de saúde, ou como se fosse aquela amizade (amigos “doidos”, delinquentes) proibida pelos pais, e que você insiste em tê-los por perto. Mas o pecado não é uma comida gordurosa nem uma amizade proibida pelos pais: o pecado é pior que um amigo delinquente ou uma comida gordurosa; o pecado é um assassino, um psicopata em série.

“Ele (o pecado) não faz amigos, mas faz cativos. Ele não somente entope veias e leva a morte física, mas faz parecer leve um psicopata em série ou um infarto cardíaco. O pecado levará para sempre o homem para longe de Deus. O pecado não quer alguma coisa de você; ele quer tudo de você.

Quando nos deparamos com a morte, sentimos tristeza, desespero, impotência, angústia. Vocês sentem a necessidade de desenvolverem “zueira”. O que vocês estão fazendo? O evangelho é cheiro de vida para a vida, e cheiro de morte para a morte. Se não podes entender, creiam para que entendam. A fé precede, o intelecto segue. Não criam raízes. São árvores que não suportarão vendavais. São pequenas embarcações que não suportarão tormentas. São fracos e superficiais. Se Deus permitisse um câncer terminal em vocês, o que seriam de suas confissões de fé? E, se alguns familiares morressem em um acidente? E se um filho ou uma esposa desse uma parada cardíaca e viesse ao óbito? Cessaria a “zueira”? Deixe-me piorar a situação. E, se essas pessoas as quais vocês amam, fossem ímpias? Vocês sofreriam duplamente pela morte física e pela condenação ao inferno? O que vocês têm feito por eles? “Zueira” na internet? Sabemos que uma árvore que não cria raízes profundas será possivelmente uma árvore fraca e infrutífera. O diabo sabe fazer isso bem, criar uma “teologia” para conduzir a destruição e a morte. Lembro-me da “teologia” de Satanás no jardim do Éden:

Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo do bem e do mal (Gn 3.5).

Deparo-me com “verdades” que não transformam a vida de ninguém em suas páginas. “Verdades” sectárias, uma sabedoria tão maldita, tão terrena, tão diabólica que não pode vim do céu, e certamente não vem de Deus (Tg 3:14-16). Pois, a sabedoria que vem de Deus, é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera (Tg 3:17). Penso que, devemos ser perseguidos por uma verdade que não pode ser achada, nem encontrada por livros, muito menos pode ser compreendida intelectualmente. Essa verdade é uma Pessoa: Jesus Cristo, o Filho de Deus. Não é o homem que encontra a verdade, é a verdade que encontra o homem. Enquanto você não for encontrado, você estará sempre na condição adâmica – completamente perdido.

Acham que são ricos de entendimento, mas são tão desgraçados, pobres e nus que não conseguem ver nem a sua própria nudez, e lutam com lentidão e fraqueza para tirar o cisco dos olhos alheios, mas estão cegos, sem nenhuma visão. Seus próprios olhos que os impedem de ver e filtrar aquilo que é, e o que importa para a vida e glória de Deus.

Provérbios é um livro que apresenta conselhos importantíssimos para uma vida sábia. Em Provérbios 26:18-19, é dito:

Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira.

Este conselho nos ajuda a zelarmos por relacionamentos sadios. Ele apresenta uma pessoa que promove desordem social por meio do engano e o compara com um louco. O personagem ilustrado, em tudo o que faz, o faz de forma velada, com má intenção, mas a oculta, dizendo que fez tal ação “por brincadeira”.

Bruce K. Waltke chama a atenção para o fato de que o texto fala de alguém que se diverte em meio a uma “distorção inesperada”, e que o verbo enganar mostra que o brincalhão tem a intenção de “prejudicar o seu vizinho”. Vocês, jovens da “zueira”, fazem isso. Para o brincalhão, o praticar a maldade é divertimento, tornando-se assim um insensato (Pv 10:23).

Este versículo sempre cativou a minha atenção, pois sempre que eu fazia alguma coisa e dizia “foi brincadeira”, ele vinha em meu pensamento, e imediatamente eu refletia sobre tal ação ou palavra que havia dito, pois às vezes, minhas brincadeiras, sem que eu percebesse, acabavam por maltratar alguma pessoa. Portanto, tome cuidado com brincadeiras que enganam o próximo e o prejudica. Pense como está o seu “fiz por brincadeira”.

Não brinquem com o nome de Deus! Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão (Êx 20:7). Se vocês quebram esse mandamento, quebram o maior de todos. Muitas vezes, vocês, “jovens da zueira”, não atentam para a preciosidade desse texto. Mesmo sendo um mandamento atrelado ao Antigo Testamento, o princípio extraído desta passagem contínua válido. No terceiro mandamento, não tomar o nome do Senhor em vão, é não banalizá-lo, não torná-lo vulgar, pois, o que está em questão não é apenas o Seu nome, mas sim, a sua natureza e atributos. Por isso, ao usar o nome de Deus, temos que ter certeza de que o que iremos falar dá o devido reconhecimento de Deus em todo seu Ser. Sendo assim, devemos fazer conforme Jesus nos ensina na oração do Pai–Nosso, e orar santificado seja o teu nome (Mt 6:9). Isso quer dizer que “nós santificamos Seu nome quando honramos algum aspecto de Seu caráter”. Será que vocês têm honrado a Deus, por meio de seus comportamentos, de suas palavras, de suas produções ridículas? Lembrem-se que o nome de Deus não é motivo para piada e deve ser honrado em atitudes e palavras.

Uma das causas que tem levado muitos a rirem e brincarem dentre o povo cristão são os erros e heresias na Igreja de Cristo. Conquanto para muitos pareça algo engraçado, Jesus não acharia graça. Houve uma ocasião que Jesus, passando pela cidade, chorou sobre Jerusalém. A bíblia diz que, quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: “Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! (Lc 19:42). Ele, quando observou a incredulidade do povo de Jerusalém, não achou nisso motivo para “graça”, mas sim, para choro. Se ao menos eles compreendessem, lamentou Jesus. Isto porque aquelas pessoas não davam ouvidos à sua mensagem. Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes eu quis juntar o teu povo como uma galinha junta os seus pintinhos debaixo das suas asas e você não quis!, disse Ele.

Jesus não foi o único a ter dor no coração ao se preocupar com a incredulidade dos outros. Paulo, em certa ocasião, disse que possuía grande tristeza e incessante dor no coração por causa da incredulidade dos judeus (Rm 9:2). Aos gálatas, ele diz que sentia dores de parto (Gl 4:19) pelos irmãos que haviam se desviado do caminho. Aos coríntios, ele expressa preocupação, possuído de angústia no coração (2 Co 2:4). Aos colossenses, ele menciona a grande luta em sua alma por causa dos irmãos (Cl 2:1) que estavam expostos a falsos ensinos (Cl 2:8). O exemplo que a Bíblia nos ensina diante do falso ensino e de heresia na Igreja não é fazer disso motivo de riso e chacota, mas sim, de choro e preocupação; cabe rogos e súplicas. Afinal de contas, a Igreja de Cristo vale o Seu sangue e a ordenança à obediência, pois Jesus ordenou que amássemos até os nossos inimigos, e a Sua Palavra enfatizou que a nossa luta não é contra carne e sangue.

Mais uma vez, digo-lhes: Palhaços! Vocês não são nada além disso! Através de suas “zueiras”, vocês não estão ajudando a operar a salvação de nenhum crente, apenas deixa-os em seus pecados de uma forma mais confortável. Nossa realidade nasce da Bíblia. Nossa vida e obra deve orientar-se por ela. Nutri-se dela. Reformula-se por ela, estrutura-se, repensa-se e desenvolve-se, tendo-a como a sua fonte para todos os seus seguimentos, considerando-a como revelação absoluta, proposicional, inerrante, infalível, eterna e universal — a Palavra de Deus.

Ainda, em seus conflitos internos, talvez sintam medo quando a noite escura da alma se aproximar, mas ao mesmo tempo estão camuflados em seus risos secos que mostram a secura de suas almas vazias. Que ninguém procure somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros (Fp 2:4).

Jovens debatedores! Os corações de vocês não ardem pelo genuíno leite espiritual, antes, almejam popularidade, um orgulho espiritual, algo que certamente levará vocês a apostasia e a frieza espiritual. Este clamor se aplica a vocês: Arrependei-vos e crede no Evangelho! Ainda há tempo!

Vocês são cristãos? Se sim, porque acham isso? Por favor, não se comparem com crentes de sua Igreja, com seus pais, com “irmãos” de internet, com o seu líder, nem com ninguém do meio evangélico, apenas com Jesus Cristo e com a Escritura Sagrada. Nada garante que essas pessoas sejam verdadeiramente cristãs ou salvas.

O que garante que tais pessoas sejam verdadeiras cristãs? Por que elas falam que são? Por que elas têm muitos anos de “conversão”? Por que elas têm títulos acadêmicos? Ou por que elas são parecidas com a maioria das pessoas de sua Igreja? Mas, se elas se compararam com crentes que não eram cristãos, que se compararam com outros crentes que não eram, e assim por diante? Devemos apenas nos comparar com o padrão da Escritura e com a Pessoa de Cristo Jesus. Se Cristo estivesse fisicamente ao seu lado, você se parece com Ele? Ou você se parece com a maioria dos “cristãos” a sua volta? Você age como Cristo? Fala como Cristo? Pensa como Cristo? Você realmente é nascido de Deus? Você é irrepreensível? (2 Cr 5:17; Ef 1:4; 2 Tm 1:9).

Por exemplo, se neste exato momento surgisse um convite para vocês embarcarem em viagens missionárias em países longínquos, distantes de tudo e de todos – e se fosse para fazer exposições bíblicas em uma praça pública, e se o convite tratasse de um programa voluntário para cuidar de pessoas doentes e refugiadas de um país em guerra –, sabendo que ali haveria oportunidade de se pregar o evangelho, e se fosse para ensinar o evangelho a presidiários e doentes de sua cidade, o que vocês fariam? Sejam sinceros!

Acredito que muitos de vocês não sairiam de suas casas, não sairiam de seus computadores nem dos seus Smartphones; não conseguiriam ao menos levantar de suas cadeiras estofadas confortáveis. Acredito que muitos de vocês irão ler este texto e continuar com suas vidas miseráveis, enganando a si mesmo e sendo enganados por outros discursos miseráveis.

Acredito que muitos de vocês não falaram sequer do evangelho para os vizinhos, colegas de escolas e colegas de trabalho. Acabei de descrever 99% dos jovens da “zueira”. Falam de jogos de futebol, de times, de livros, de autores, de política, de filmes, e o restinho que sobra é dado realmente para o evangelho da glória de Cristo! “Mas tudo que faço é para glória de Deus!”, vocês dizem. E eu digo: sim, continuem. A juventude logo passará, e vocês se arrependerão por não terem feito aquilo que deveria ser feito.

“A melhor garantia para conhecer a vontade de Deus no futuro é estar dentro da sua vontade no presente” (T. B. Maston).

Quer ser um defensor da Palavra de Deus? Respeite-a. Reverencie-a. Tema e trema diante do poder de Deus! (Rm 1:16).

“A Palavra de Deus não precisa de defesa, ela é como um leão faminto preso em uma jaula. Abra somente a porta da jaula, e deixe-a livre. Mas respeite-a, caso contrário, será despedaçado (a)”.

 

CONCLUSÃO

Pelo simples fato de somente abrir esta jaula, prepare-se para viver sozinho, perder amigos e irmãos que, na maioria das vezes, você ajudou-o. Prepare-se para passar por momentos de depressão e de tristezas profundas em que os elogios não serão suficientes. Prepare-se para perder o sono durante toda a sua vida. Prepare-se para dormir mal e ter muitos pesadelos. Prepare-se para acordar sem ânimo. Prepare-se para perder o humor. Prepare-se para estudar horas e mais horas de sua vida, ao ponto de perder a noção de dias, meses e anos, vivendo como se já estivesse na eternidade. Prepare-se para ter os seus joelhos ensanguentados e calejados. Prepare-se para retirar o pano de saco e cinzas escondidos debaixo de sua cama, em que você disse certa vez: Não preciso! Digo: Irá precisar. Prepare-se para muitas noites de choro sozinho na cabeceira de sua cama. Prepare-se para gemer muitas vezes no chão do banheiro em silêncio, com vergonha das suas covardias; elas serão suas mestras de Teologia.

Prepare-se para não ser compreendido pelos próprios irmãos em Cristo. Aconselho-te que grave este versículo em sua mente: “Fiz-me acaso, vosso inimigo, dizendo a verdade? (Gl 4:16). Vai precisar. Prepare-se por não ser compreendido por muitas vezes por sua própria família, ela será sua cruz por muito tempo. Prepare-se para não ser aceito e muito menos compreendido pela sociedade, pois você é luz em meio à densas trevas. Prepare-se para amar os inimigos, pois serão muitos. Prepare-se para dividir aquilo que na maioria das vezes você não tem. Prepare-se para consolar as pessoas, mesmo não estando consolado.

Prepare-se para animar as pessoas, mesmo estando desanimado. Prepare-se para não ser aceito pelo próprio meio “evangélico”. Prepare-se para as críticas, pois serão muitas. Prepare-se para ser odiado, maltratado e humilhado. Prepare-se para viver as maiores guerras íntimas e pessoais de sua vida. Prepare-se para ter sua mente sendo atacada diariamente pelos seus piores desejos e pensamentos, e claro, por nosso adversário, Satanás. Prepare-se para perder o apetite e, consequentemente, emagrecer sem nenhuma saúde, e nessa situação a enfermidade pode ser sua aliada. Prepare-se para ser abatido pelas aflições deste mundo, pois são muitas. Prepare-se para enfrentar lutas ferrenhas contra a carne e o pecado. Prepare-se para as derrotas, pois serão muitas Prepare-se para as vitórias, que serão poucas, mas elas poderão lhe corromper. Prepare-se para os elogios, pois, eles tentarão sua vaidade e o seu orgulho espiritual.

Prepare-se para ser perseguido. Prepare-se para uma guerra diária e constante, onde a sua única e suficiente arma será a Escritura Sagrada, e será nela e somente nela que se manifestará a graça de Deus na revelação de seu Filho Jesus Cristo em consolação pelo Espírito Santo. Prepare-se para a solidão, mesmo tendo muitos a sua volta.

Mas, acima de tudo, prepare-se para o porvir. Prepare-se para ser consolado e recebido pelo Deus–Homem, o Cristo ressurreto, com uma coroa incorruptível, com uma glória que mui excede a todas as nossas tribulações. Aleluia!

VIDA ETERNA

Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus. (Ap 2:7b).

NÃO SOFRER O DANO DA SEGUNDA MORTE (LAGO DE FOGO)

O que vencer não receberá o dano da segunda morte (Apocalipse 2:11b).

NOVO NOME

Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe (Apocalipse 2:17b).

JULGAR AS NAÇÕES

E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai (Apocalipse 2:26-27).

VESTES BRANCAS, NÃO RISCAR O NOME DO LIVRO DA VIDA E TER O NOME CONFESSADO DIANTE DE DEUS E DOS SEUS ANJOS

O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos (Apocalipse 3:5-6).

UMA COLUNA NO TEMPLO DE DEUS, COM O NOME DE DEUS O NOME DA CIDADE: A NOVA JERUSALÉM E O SEU NOVO NOME

A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome (Apocalipse 3:12).

ASSENTAR COM JESUS NO SEU TRONO

Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono (Apocalipse 3:21).

Se um cristão não está tendo tribulação do mundo, há algo errado! Não somos chamados para sermos aceitos, somos chamados para glorificar a Deus.

A SUA SANTA E VERDADEIRA PALAVRA HÁ DE NOS CONSOLAR ATÉ A SUA VOLTA

Da mesma maneira, encoraje os jovens a serem prudentes. […] Pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho (Tito 2:6; Hebreus 12:6).

Foi isso que tentei fazer neste artigo — Deus os abençoe.

Paz e graça.

 

 

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Autor: Plínio Sousa

Divulgação: Reformados 21

Plinio Sousa
Plinio Sousa
Soteropolitano. Fundador do Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE. Atuo como Diretor e Professor do mesmo. Pastor Reformado, Bacharel em Teologia, Mestre em Teologia do Novo Testamento. Psicólogo Cristão, Juiz de Paz Eclesiástico, Capelão Cristão, Missionário, Palestrante e Escritor.