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A questão que envolve o problema de Deus realizar milagres nos dias de hoje é complexa e frequentemente controversa. Se uma pessoa no campo evangélico declara que não crê nos milagres que acontecem hoje, ela frequentemente é vista com desconfiança. A suspeita se levanta porque a descrença nos milagres está associada ao naturalismo, ceticismo ou Liberalismo (Uso a letra L maiúscula para Liberal a fim de me referir a uma escola diferente de teologia e não a uma pessoa que, de algum modo, possa ser considerada liberal).

Uma vez que um ponto muito importante da disputa entre o Liberalismo e o protestantismo envolve milagres bíblicos, a disputa se estende à questão dos milagres atuais também. Há uma tendência aqui de atribuir culpa por associação; como o Liberalismo não crê que os milagres acontecem hoje, estamos propensos a pensar que qualquer pessoa que negue que os milagres acontecem hoje deva ser Liberal. A diferença fundamental entre evangélicos e Liberais na questão dos milagres não é se eles acontecem hoje, mas se eles aconteceram no passado, como afirma a Bíblia.

João Calvino, por exemplo, raramente é considerado um Liberal. Calvino e Lutero, na época da Reforma, foram repetidamente desafiados pela Igreja Católica Romana a realizarem milagres que autenticassem seus ensinamentos. Roma apelou para seus milagres documentados de santos como provas de que Deus estava falando por intermédio da Igreja Católica Romana e não por meio dos reformadores. De sua parte, os reformadores negaram que o ofício apostólico continuava na Igreja ou que a Igreja era a fonte de nova revelação divina.

A discussão sobre a revelação contínua era crítica à posição da Reforma de Sola Scriptura , a crença de que as Escrituras eram suficientes e a única fonte de revelação especial escrita. Roma alegava que uma segunda fonte de tal revelação especial acontecia na tradição da Igreja. Essa fonte dupla de revelação foi decretada no Concílio de Trento no século XVI e reafirmada pela encíclica papal de Pio XII, Humani Generis , no século XX. Roma, consciente da importância bíblica de comprovação e testemunho dos milagres aos agentes da revelação, podia apelar aos milagres da Igreja para sustentar sua declaração de que ele era a verdadeira Igreja e que os reformadores eram falsos profetas.

Esta questão da falta de milagres dos reformadores foi mencionada por Calvino em sua carta ao rei da França que introduz sua famosa obra As Institutas. Calvino diz:

Que de nós exigem milagres, agem de má fé. Ora, não estamos [nós] a forjar algum Evangelho novo, ao contrário, retemos aquele mesmo à confirmação de cuja verdade servem todos os milagres que outrora operaram assim Cristo como os Apóstolos. E isto de singular têm [eles] acima de nós, que podem confirmar a sua fé mediante constantes milagres até o presente dia! Contudo, [o fato é que] estão antes a invocar milagres que se prestam a perturbar o espírito doutra sorte inteiramente sereno, a tal ponto são [eles] ou frívolos ou ridículos, ou vão e mendazes (As Institutas – Editora Cultura Cristã, 1985, SP; vol. 1, p. 20).

Os reformadores magisteriais alegavam que a doutrina que seguiam era confirmada pela autoridade da Bíblia. Observamos nesses argumentos que nem Roma, nem os reformadores desafiaram a premissa de que os milagres funcionam como sinais que autenticam os agentes da revelação; eles concordavam sobre essa questão. O pomo da discórdia era se a revelação continuava além da era apostólica e com a revelação contínua, a autenticação contínua por meio do milagre. Calvino e Lutero desafiaram a autenticidade não só dos ensinamentos de Roma e de sua declaração de uma autoridade apostólica e revelação contínua, mas a autenticidade de seus milagres declarados. Os reformadores achavam que os milagres de Roma não eram apenas frívolos, mas falsos. Eles negavam que os milagres eram verdadeiros de fato.

Uma coisa está clara sobre esta disputa. A questão não era se Deus podia realizar milagres, mas se a Bíblia era a única fonte de revelação especial registrada. Essa questão é frequentemente ignorada na discussão atual sobre a continuidade de milagres. Dentro do cristianismo hoje, especialmente, mas não exclusivamente na facção carismática, vêm sendo feitas declarações da nova revelação de Deus e a presença abundante de novos milagres. A possibilidade de milagres atuais é considerada tão grande que cartazes são vendidos nas livrarias cristãs e adornam os gabinetes de muitos pastores com a frase “Espere por um Milagre!”. Nesses círculos, os milagres não são só considerados possíveis, mas são esperados. Os evangelistas prometem milagres em seus cultos de renovação e, até mesmo, declaram realizá-los em rede nacional de televisão.

Devemos também ter o cuidado de observar que muitos evangélicos estão convencidos de que a revelação não continua até hoje, mas que os milagres continuam. Eles separam os milagres da revelação na suposição de que podemos ter operadores de milagres sem revelação enquanto outros alegam que você pode ter a revelação sem os milagres. Uma vez que os milagres têm outras funções além de agentes que testificam a revelação, eles podem continuar sem qualquer revelação correspondente.

A posição clássica da Reforma sobre essa questão concorda que os milagres têm outras funções além de autenticar os agentes da revelação, como vimos. Isto é, os milagres podem fazer mais do que atestar os agentes da revelação. Contudo, a questão continua; Eles podem fazer menos? Nisto reside o problema. Se um não-agente da revelação é capaz de realizar milagres, como os milagres podem funcionar como provas do testemunho de um agente da revelação? Se agentes e não-agentes da revelação podem realizar milagres, que valor de testemunho pode existir em um milagre? Se um falso profeta pode realizar um milagre, o verdadeiro profeta não pode apelar aos milagres como provas de sua própria posição. O problema fica mais difícil quando vemos que o Novo Testamento apela aos milagres dos apóstolos como provas de sua autoridade, o que é claramente um apelo ilegítimo e um argumento falso se é verdade que os não-agentes da revelação podem realizar milagres.

Fui convidado certa vez para falar em uma reunião de livreiros cristãos na época em que o livro Bom Dia, Espírito Santo, de Benny Hinn, era o mais vendido no mercado cristão. Perguntei: se Hinn estava realizando os milagres que ele declarava realizar, por que ninguém estava defendendo que seu livro fosse acrescentado ao cânon do Novo Testamento? Hinn declarava ter recebido uma nova revelação, que Deus ainda falava audivelmente a ele; consequentemente, ele tinha todas as credenciais exigidas de um profeta da Bíblia.

Uma das coisas que está notavelmente ausente no repertório dos operadores de milagres modernos é o tipo de milagres que eram realizados por intermédio dos agentes bíblicos da revelação. Benny Hinn realiza seus milagres em um palco com um equipamento cênico que teria escandalizado os apóstolos. Ele não realiza milagres no cemitério. Quem é o operador de milagres hoje que é capaz de transformar água em vinho ou ressuscitar pessoas que morreram há quatro dias? Benny Hinn não pode separar o mar Vermelho ou fazer com que machados flutuem. Por que não? A qualidade do milagre que sobrevive até os dias de hoje é menor do que aquela dos realizados pelos agentes bíblicos da revelação? Será que o braço do Senhor está encolhido?

Está claro que, como quer que definamos um milagre, devemos colocar os pretensos milagres de hoje em uma classe ou categoria diferente daqueles registrados nas Escrituras. Ninguém está tirando algo do nada atualmente – exceto o dinheiro fabricado pelo governo federal!

Isto significa, então, que Deus, na sua providência, não está mais agindo? Deus suspendeu e desistiu de exercer seu poder sobrenatural em nosso meio? Deus não responde às orações de modos extraordinários ou concede pedidos de cura quando os médicos dizem que tal cura não pode acontecer? De maneira alguma. Deus ainda vive e age. Ele responde às orações do seu povo de maneiras notáveis. Sua graça sobrenatural está manifesta entre nós todos os dias. Se considerarmos estas coisas como milagres, então, devemos admitir que os milagres ainda estão acontecendo.

Distinguimos três categorias de questões levantadas pela função de milagres para testificar os agentes da revelação e autenticar sua Palavra escrita. Essas categorias incluem a providência comum de Deus, sua providência extraordinária e seus milagres (no sentido restrito já definido). Dentro dessas três categorias, afirmamos que Deus continua sua obra de providência comum e sua obra de providência extraordinária, mas não sua obra de autenticar os agentes da revelação especial com milagres no sentido restrito.

Milagres Satânicos

A questão continua: E os milagres de Satanás? A Bíblia não ensina que Satanás, o Grande Enganador, também pode realizar milagres? Observemos alguns dos textos relevantes da Bíblia que levantam esta questão:

Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma (Dt 13.1-3).

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade (Mt 7.22,23).

Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; eis que ele está no interior da casa, não acrediteis (Mt 24.23-26).

A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniquidade (2Ts 2.9-12).

Esta amostra de textos bíblicos chama a atenção para a sóbria admoestação acerca dos poderes e do engano de Satanás. Sua primeira aparição como serpente no Éden foi marcada pela malícia e astúcia, e ele continua a ser um adversário formidável para o povo de Deus. Como Lutero disse: “astuto e mui rebelde” e, uma vez que está unido ao “ânimo cruel”, ele se torna ainda mais perigoso. Satanás é tão habilidoso na arte de enganar que ele é capaz de nos aparecer sub species boni , ou sob os auspícios do bem. Ele pode se transformar em anjo de luz, e ele busca enganar até “os escolhidos” (Mt 24.24 e Mc 13.22).

As Escrituras retratam Satanás como um ser superior a nós. Ele é um ser angelical, embora seja um anjo caído. Como tal, estritamente falando, ele não é um ser sobrenatural. Ele pode ser superior ao que esperamos ver na “natureza” comum, mas ele ainda pertence à ordem natural no sentido de que ele é uma criatura e parte da ordem de criaturas da natureza. Ele não está no nível de Deus e não possui atributos divinos incomunicáveis. Ele é um ser espiritual, porém um espírito finito. Ele não é infinito, eterno, imutável, onisciente ou onipresente. Ele pode ter mais conhecimento do que temos e um poder maior, mas ele não tem o poder divino.

Quando a Bíblia fala de pretensos “milagres” de Satanás, suas obras são chamadas de “sinais e prodígios de mentira” (2Ts 2.9). A questão é a seguinte: o que quer dizer o termo mentira? Isto significa que Satanás pode realizar milagres verdadeiros em favor de uma causa mentirosa? Ou significa que os sinais e prodígios que ele realiza são mentiras na medida em que são truques fraudulentos e não milagres verdadeiros? Os teólogos se dividem nesta questão.

Alguns creem que Satanás pode realizar milagres verdadeiros no sentido de que ele pode fazer obras que são contra naturam, e alegam que essas obras não são contra peccatum, ou “contra o pecado”. Esta distinção técnica tem o objetivo de mostrar que, embora Satanás possa agir contra a natureza, ele nunca pode, ou pelo menos não poderá, agir contra seus próprios propósitos do mal, que são “a favor do pecado” em vez de “contra o pecado” . O raciocínio é que uma casa dividida contra si mesma não permanece e Satanás nunca agirá contra seus próprios objetivos fazendo milagres. Seus milagres sempre são direcionados contra o bem e a verdade de Cristo. Sabemos, por defensores dessa opinião, que podemos discernir a diferença entre os milagres de Satanás e os milagres de Deus, sujeitando-os à prova da Escritura.

Esse argumento sofre de uma falácia fatal, a falácia do raciocínio circular. Antes de podermos testar os milagres de Satanás pelo contexto da Escritura, devemos, primeiro, ter uma Escritura pela qual testá-los. Lembramos que a Escritura é atestada pelos milagres realizados pelos agentes da revelação que certificam que são porta-vozes de Deus. Contudo, como sabemos que os milagres que os atestaram não foram satânicos? Talvez Nicodemos devesse ter corrigido sua afirmação para, “Bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus ou de Satanás; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele”. Na verdade, foi essa a acusação que os fariseus fizeram contra Jesus, que ele estava realizando milagres pelo poder de Satanás. Neste ponto, sua teologia foi inferior àquela de Nicodemos, que foi mais restritiva na sua visão de milagre.

O mesmo problema que encontramos com a questão dos milagres realizados por não agentes da revelação está exagerado pelo problema dos milagres satânicos. Se Satanás pode realizar milagres verdadeiros, então o apelo bíblico aos milagres como certificação de que os operadores de milagres vêm de Deus é um apelo ilegítimo.

Penso que faz mais sentido concluir que a “mentira” que descreve os sinais e prodígios de Satanás não só descreve seu objetivo, mas seu caráter. Eles são sinais mentirosos por serem fraudulentos e falsos. Seus sinais se assemelham aos truques espantosos realizados pelos magos do Egito que buscavam ter os mesmos poderes de Moisés:

E o Senhor falou a Moisés e a Arão, dizendo: Quando Faraó vos falar, dizendo: Fazei por vós algum milagre; dirás a Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó, e se tornará em serpente. Então Moisés e Arão entraram a Faraó, e fizeram assim como o Senhor ordenara; e lançou Arão e sua vara diante de Faraó, e diante dos seus servos, e tornou-se em serpente.

E Faraó também chamou os sábios e encantadores e os magos do Egito fizeram também o mesmo com os seus encantamentos. Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles (Êx 7.8-12).

Os magos do Egito não tinham mais mágicas do que os mágicos têm hoje. A diferença é que a maioria dos mágicos modernos no mundo ocidental realmente não declara fazer mágica, contudo, está muito disposta a se chamar de “ilusionista”, ou mestre do truque de mão. Existem muitas lojas de magia onde aqueles interessados nessa forma moderna de entretenimento podem aprender muitos truques da arte. Certa vez, tive um vizinho que era marceneiro. Sua especialidade era fazer gabinetes especiais para a realização de mágicas. Eles tinham mecanismos inteligentes de dobradiças, fundos falsos, painéis secretos e freqüentemente espelhos. Os mágicos de hoje não têm problemas para esconder um coelho em uma cartola ou mesmo uma cobra em um tubo desmontável. Quando Moisés e Arão realizaram seus milagres, os magos do Egito acharam que podiam fazer igual. Contudo, não só suas serpentes foram tragadas no processo, eles ficaram aflitos quando logo se esgotou seu saco de truques e não puderam realizar os feitos dos verdadeiros operadores de milagres.

Alguns dos truques realizados pelos mágicos modernos são verdadeiramente espantosos para aqueles que os assistem. A ironia é que, embora muitos deles exijam grande habilidade e anos de uma cuidadosa prática, alguns dos feitos mais magníficos que eles realizam são, ao mesmo tempo, alguns dos mais simples de se executar.

Lou Costello ganhava muito dinheiro em apostas quando mostrava uma pilha normal de cartas e pedia a um “trouxa” para selecionar qualquer carta do monte. Então, Lou lhe dizia que conhecia alguém em uma cidade distante que era um confiável telepata. Lou apostava que se o homem ligasse para o telepata e pedisse para falar com o mago, esse mago lhe contaria, por meio de telepatia, qual carta ele tinha selecionado. Quando o tolo fazia a aposta (como Jackie Gleason admitiu ter feito uma vez), ele discava o número e chamava o mago. O mago pedia que o homem pensasse na carta que tinha selecionado e, então, prontamente, lhe dizia a carta pelo telefone… Este truque funcionava todas as vezes.

Como Costello ou o mago faziam isso? Era um trambique simples. Costello tinha cinquenta e dois “magos” espalhados por todo o país. Cada um era responsável por uma carta em particular. Costello memorizava o mago e seu número de telefone para todas as cinquentas e duas cartas do monte. Quando o trouxa escolhia uma carta, Costello simplesmente lhe dava o nome do mago responsável pela carta em questão. Toda vez que aquela pessoa recebia um telefonema de alguém pedindo um mago, ela sabia qual era a carta que devia identificar.

Os truques de Satanás são bem mais sofisticados do que isso, contudo não deixam de ser truques. Seu ilusionismo pode exceder o de Houdini, mas de maneira alguma se aproxima do poder miraculoso de Deus, que sozinho pode tirar algo do nada e a vida da morte.

Os agentes de Satanás perderam a disputa com Moisés e Arão. Eles foram derrotados por Elias no monte Carmelo. E eles não foram páreo para Cristo no deserto ou durante seu ministério na terra. Satanás buscou induzir Jesus a usar seu verdadeiro poder miraculoso a serviço de Satanás, um poder que Satanás cobiçava. Simão, o mágico, buscou em vão comprar o poder do Espírito Santo (At 8.9).

A providência de Deus é servida pelo poder de Deus. Os milagres são parte do governo soberano de Deus sobre a criação e sobre a história. Sua Palavra é soberanamente autenticada por aquele poder que ele não está disposto a conceder aos poderes das trevas. Os truques de Satanás são expostos pela Palavra, cuja verdade foi confirmada e comprovada pelo testemunho miraculoso de Deus.

 

 

Autor: R.C. Sproul

Extraído de A Mão InvisívelTodas as Coisas Realmente Cooperam para o Bem? 1ª Edição. Editora: Bom pastor

 

Via: Monergismo

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