Os Pactos Sumarizados

Share

Cremos que temos mostrado, a partir da Escritura, que os diferentes pactos mencionados  não são pactos separados, mas revelações diferentes de um único pacto eterno de Deus. Desejamos resumir agora o que escrevemos anteriormente listando os diferentes pactos e o que cada um deles mostra como uma revelação desse único pacto.

A primeira revelação do pacto foi a Adão no paraíso. Esse pacto poderia ser chamado de O Pacto da Vida, visto que relevou o caráter essencial do pacto. Ele mostrou o que era o pacto, revelou Deus como o Senhor soberano do pacto e claramente delineou o lugar do homem no mesmo (Gn 1; 2; Os 6:7).

A segunda grande revelação do pacto foi a Adão após a queda. Esse pacto poderia ser chamado de O Pacto da Promessa. Ele revelou Deus como o Deus fiel e guardador do pacto, que mantém o seu pacto com o seu povo pelo poder da graça soberana e redentora (Gn 3, especialmente o v. 15). Nele, Cristo é revelado como a Semente prometida e o grande Sacrifício (vv. 15,21).

A terceira revelação importante foi a Noé. O pacto é melhor lembrado como O Pacto da Criação. Nele, Deus revelou o caráter universal do seu pacto, incluindo não todos os homens, mas toda a criação (Gn 9:1-17). Nele, Cristo é revelado como o Reconciliador e Senhor de toda a criação (Gn 9:15,16; Cl 1:20).

A quarta revelação foi a Abraão. Esse pacto poderia ser chamado também de O Pacto da Família, visto que mostrou mais claramente do que qualquer coisa anterior que o pacto de Deus é um pacto absolutamente familiar (Gn 15; Gn 17). O Pai revelou a Abraão através do seu Filho que ele, Deus, seria o Deus dos crentes e dos seus filhos.

A quinta grande revelação foi a Israel. Visto que a entrega da lei foi a característica principal dessa revelação, esse pacto poderia ser chamado de O Pacto da Lei. Nele, Deus revelou que a lei e o pacto não são opostos, mas andam juntos (Êx 19; Êx 20; Gl 3; Gl 4). Ele mostrou a Israel o que era a lei de Deus.

A sexta e última revelação no Antigo Testamento foi aquela a Davi, e poderia também ser lembrada como O Pacto do Reino. Nele, Deus revelou especificamente a estrutura ordenada do seu pacto (2Sm. 7; Sl. 89), bem como o lugar único de Cristo como Cabeça e Senhor soberano do pacto.

Ainda, o próprio Novo Testamento, como um todo, é chamado de o novo pacto, não porque nele há um pacto inteiramente diferente, mas porque existe uma nova revelação do pacto, não de tipos e sombras, mas das realidades às quais esses tipos apontavam (Hb 8). Aqui, finalmente, Cristo vem com todas as suas bênçãos e cumpre os tipos e sombras.

Agora nós, ainda, esperamos o dia da consumação do pacto, quando o mesmo será realizado em toda a sua plenitude. Então, o tabernáculo de Deus estará com os homens; ele habitará com eles e estará com eles como o seu Deus, e eles serão o seu povo (Ap 21:3).

 

 

Autor: Ronald Hanko

Tradução: Felipe Sabino

FonteDoctrine according to Godliness

Via: Monergismo

Leonardo Dâmaso
Leonardo Dâmaso
Mineiro, de Divinópolis. Criador e editor-chefe do Reformados 21. Servo de Cristo, músico, compositor, teólogo, escritor, apologista, tradutor e blogueiro. Faço parte da JET - Junta de Educação Teológica do IRSE - Instituto Reformado Santo Evangelho.