As Ramificações da Depravação Humana (Parte 3)

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Julgamos de tal importância o que foi abordado no final do nosso último capítulo, e que tão pouco o mesmo é apreendido e compreendido hoje, que agora adicionaremos mais algumas palavras a ele. A ideia popular que prevalece agora é que nada é pecado, exceto uma transgressão aberta e externa, mas tal conceito está muito aquém do exame e do ensino humilhante da Sagrada Escritura. Ela afirma que a fonte de toda a tentação está dentro do próprio homem caído, é a depravação de seu próprio coração que o induz a ouvir o Diabo ou ser influenciado pelo desregramento dos outros. Se assim não fosse, então as solicitações que induzem ao delito não teriam qualquer força, pois não haveria nada dentro dele para que fosse estimulado, nada a que essas solicitações correspondessem ou sobre as quais elas pudessem exercer qual poder. Um exemplo do mal seria rejeitado com horror se fôssemos interiormente puros. Deve haver um desejo insatisfeito para o qual a tentação recorra. Onde não há nenhum desejo por comida, uma mesa bem farta não possui poder de sedução. Se não há amor à aquisição, o ouro não pode atrair o coração. Em todos os casos a força da tentação está no poder que ela exerce sobre alguma propensão de nossa natureza caída.

Aqui reside a singularidade da Bíblia; a saber, a sua altíssima espiritualidade, insistindo que qualquer inclinação interior, a menor atração da alma para longe de Deus e de Sua vontade é pecaminoso e culpável, não importando se a ação é realizada ou não. Ela revela que a primeira aspiração do pecado em si é o de afastar a alma daquilo que ela deveria estar fixada, por meio de um desejo anormal por algum objeto estranho que parece prazeroso. Quando as nossas corrupções naturais são convidadas por algo externo que promete prazer ou lucro, e as paixões são atraídas pelo mesmo, então a tentação começa, e o coração é atraído após isto. Desde que o homem caído é mormente influenciado por seus desejos, estes imperaram tanto sobre a sua mente quanto sobre a sua vontade. Tão poderosos são que governam toda a sua alma; por isso é que o apóstolo disse: “vejo nos meus membros outra lei” (Romanos 7:23), pois tais desejos são imperiosos, dominando todo o homem. É pelo fato de que suas cobiças são tão violentas que os homens incorrem tão loucamente no pecado: “andam-se cansando em proceder perversamente” (Jeremias 9:5). Tiago 1:14-15 traça a origem de todo o nosso pecado, e é para esta passagem que agora nos voltamos.

“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”. Essas palavras mostram que o pecado invade o espírito gradualmente, e descreve as várias etapas dele ser consumado no ato exterior. Esta passagem revela que a causa da concepção de todos os pecados reside na alma de cada um, ou seja, em suas concupiscências, que ele tem dentro de si mesmo tanto a provisão quanto o estímulo para isso. Justamente sobre isto Goodwin declara: “Você nunca pode chegar a ver o quão profundamente e quão abominável criatura corrupta você é, até que Deus abra os seus olhos para que você veja as suas concupiscências”. O velho homem “se corrompe pelas concupiscências do engano” (Efésios 4:22).

A cobiça é tanto o útero quanto a raiz de toda a maldade que há sobre a terra. Diz o apóstolo ao povo de Deus “havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência que há no mundo” (2 Pedro 1:4) “A corrupção”, é a praga arruinando e destruindo toda a humanidade. “Que… há no mundo”, como veneno no copo, como a podridão na madeira, como uma peste que contamina o ar e a qual não se pode erradicar. Ela contamina todas as partes de um homem seja física, mental ou moral; e todos os relacionamentos de sua vida, sejam na família, sociedade ou país.

“Cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência”. Quando os homens são tentados eles procuram normalmente lançar o ônus sobre Deus, sobre o Diabo, ou sobre os seus companheiros; ao passo que a culpa recai inteiramente sobre si mesmos. Primeiro, suas afeições estão afastadas do que é bom e eles são incitados a uma conduta ilícita por suas inclinações corruptas, sendo atraídos por uma isca que Satanás ou o mundo chacoalhe diante dele. “Concupiscência” aqui significa um anseio ou desejo de obter alguma coisa, e é tão forte a ponto de atrair a alma para um objeto proibido. A palavra grega para “afastadas” significa forçosamente impelido, uma violência impetuosa do desejo que cobiça alguma coisa sensual ou mundana exigindo gratificação. Estas nada são senão uma espécie de vontade própria, um anseio por aquilo que Deus não concedeu, decorrente do descontentamento em relação à nossa presente condição ou porção. Mesmo que esse desejo seja passageiro e involuntário, sim, contra o nosso melhor julgamento, ainda assim, é pecaminoso, e quando consentido produz uma culpa ainda mais profunda.

“E engodado”. A atração pela irregularidade e veemência do desejo, a sedução acontece pela contemplação do objeto. Mas esse mesmo engodo é algo pelo qual nós somos culpados. É porque não conseguimos resistir, abominamos e rejeitamos a primeira investida do desejo ilícito, e em vez disso, o entretemos e o encorajamos, de forma que a isca pareça tão atrativa. As promessas tentadoras de prazer ou lucro, são o “o engano do pecado” (Hebreus 3:13) atuando no que nos seduz. Em seguida, o mal lhe é doce na boca, e ele o esconde debaixo da sua língua (Jó 20:12). “Depois, havendo a concupiscência concebido”: prazer antecipado é valorizado, e tendo em vista o mesmo a mente consente plenamente. O ato pecaminoso está presente em embrião, e os pensamentos estão envolvidos em maquinar formas e meios de gratificação. “Dá à luz o pecado” por um decreto da vontade, o que antes era contemplado agora é realmente perpetrado. Justamente sobre isto Thomas Manton diz: “O pecado não conhece outra mãe exceto o nosso próprio coração”. “E o pecado, sendo consumado, gera a morte”: assim o seu salário é pago e colhe-se o que foi semeado, a condenação sendo o resultado final. Tal é o progresso do pecado dentro de nós, e esses seus diversos graus de enormidade.

4. Consciência corrompida. Se há uma faculdade da alma do homem mais do que qualquer outra da qual poderia ser pensado ter retido a imagem original de Deus sobre ela, esta certamente é a consciência. Tal ponto de vista, de fato, foi amplamente difundido. Então eles decididamente eram desta opinião, não poucos dos filósofos mais renomados e moralistas afirmaram que a consciência não é nada menos do que a própria voz Divina falando na câmara interior do nosso ser. Mas, sem de forma alguma minimizar a grande importância e o valor deste monitor interno, seja no seu ofício ou em suas operações, deve ser declarado enfaticamente que tais teóricos erraram, que mesmo essa faculdade não escapou da ruína comum que atingiu todo o nosso ser. Isto é evidente a partir do claro ensino da Palavra de Deus sobre isto. Escritura fala de uma “fraca consciência” (1 Coríntios 8:12), dos homens “tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Timóteo 4:2), e é dito que a sua “consciência está contaminada” (Tito 1:15), que eles têm “má consciência” (Hebreus 10:22). A demonstração disto é feita no que se segue.

Aqueles que afirmam que há algo essencialmente bom no homem natural insistem que a sua consciência é uma inimiga para o mal e uma amiga para a santidade. Eles apontam e ressaltam o fato de que a consciência produz uma convicção interior contra ilegalidade, uma luta no coração contra o pecado, uma relutância este. Eles chamam a atenção para o fato de que faraó reconheceu seu pecado (Êxodo 10:16), e que Dario “ficou muito penalizado” por seu ato injusto de condenar Daniel a ser lançado na cova dos leões (6:14). Alguns têm mesmo ido tão longe a ponto de afirmar que a oposição aos maiores e mais grosseiros crimes se encontra a princípio em todos os homens diferindo pouco ou nada desse conflito entre a carne e o Espírito descrito em Romanos 7:21-23. Mas tal sofisma é facilmente refutado. Em primeiro lugar, embora seja verdade que o homem caído possui uma noção geral de certo e errado, e seja capaz, em alguns casos de discernir entre o bem e o mal, contudo enquanto ele permanece não-regenerado este instinto moral nunca faz com que ele se deleite cordialmente no bem ou realmente abomine o mal; e em qualquer medida que possa aprovar o bem ou reprovar o mal, isto não se deriva de nenhuma consideração por Deus que porventura ele possua.

A consciência só é capaz de trabalhar de acordo com a luz que tem, e uma vez que o homem natural não pode discernir as coisas espirituais (1 Coríntios 2:14), isso é inútil em relação a elas. Quão fraca é a sua luz! É mais parecida com a de uma vela brilhando do que com os raios do sol, apenas suficiente para fazer a escuridão visível. Devido à estultícia que se encontra em seu entendimento, a sua consciência é terrivelmente ignorante. E quando ela o faz descobrir o que lhe é hostil, fá-lo débil e ineficazmente. Em vez de esclarecer, na maioria das vezes confunde. Como isso é manifesto no caso das nações! A consciência dá-lhes um sentimento de culpa e, em seguida, os leva a praticar os ritos mais abomináveis ​​e muitas vezes desumanos. Ela os induz a inventar e propagar as deturpações mais ímpias da Divindade. Como um bálsamo para a sua consciência, eles muitas vezes fazem os próprios objetos de sua adoração os precedentes e patronos de seus vícios favoritos. O fato é que a consciência é tão tristemente deficiente a ponto de ser incapaz de cumprir o seu dever até que Deus a ilumine, desperte e renove.

Suas operações são igualmente defeituosas. A consciência não é defeituosa apenas na visão, mas a sua voz também é muito fraca. Quão fortemente ela deveria censurar-nos por nossa surpreendente ingratidão para com o nosso grande Benfeitor! Quão alta deveria ser a voz para opor-se contra a negligência estúpida de nossos interesses espirituais e bem-estar eterno. No entanto, ela não faz nem uma coisa nem outra. Embora ela ofereça alguns avisos sobre inocorrências grosseiras no pecado, não faz resistência aos trabalhos mais sutis e secretos da corrupção que em nós habita. Se ela demanda o cumprimento do dever, ignora a parte mais importante e espiritual do mesmo. Pode ser desconfortável se não conseguirmos passar a mesma quantidade de tempo todos os dias na oração secreta, mas está pouco preocupada com a nossa reverência, humildade, fé e fervor nela. Aqueles que viviam nos dias do profeta eram culpados de oferecer a Deus sacrifícios defeituosos, ainda assim suas consciências nunca lhes perturbaram em relação a isto (Malaquias 1:7-8). A consciência pode ser muito escrupulosa no cumprimento dos preceitos dos homens ou nossas predileções pessoais, e ainda totalmente negligente naquelas coisas que o Senhor ordenou, como os Fariseus que não comiam enquanto suas mãos permanecessem cerimonialmente impuras, porém, desconsideravam o que Deus havia ordenado (Marcos 7:6-9).

A consciência é terrivelmente parcial: desconsiderando pecados favoritos e desculpando aqueles que mais de mais perto nos rodeiam. Todas essas tentativas de atenuar as nossas faltas são fundadas na ignorância de Deus, de nós mesmos e do nosso dever; caso contrário, a consciência nos daria o veredito de culpados. A consciência muitas vezes se junta às nossas concupiscências para incentivar um ato perverso. Saul disse que ele não ofereceria o sacrifício até que Samuel chegasse, mas para agradar as pessoas e impedir que elas o abandonassem, ele o fez. E quando esse servo de Deus o repreendeu o rei procurou justificar seu crime dizendo que os filisteus estavam reunidos contra Israel, e que ele não se atreveu a atacá-los antes de fazer súplicas a Deus, e acrescentou: “constrangi-me, e ofereci holocausto” (1 Samuel 13:8-12). A consciência se esforçará para encontrar alguma consideração com a qual apaziguar-se e, em seguida, aprovar o ato de maldade. Mesmo quando repreende certos pecados, ela encontrará motivos e arranjará incentivos para praticá-lo. Assim, quando Herodes estava prestes a cometer o assassinato covarde de João Batista, que era contra as suas convicções, a sua própria consciência veio em seu auxílio, e pediu-lhe para seguir em frente, instando que ele não deveria violar o juramento que ele havia feito diante de outros (Marcos 6:26).

A consciência frequentemente ignora grandes pecados enquanto condena outros menores, como Saul era severo com os israelitas em relação à violação da lei cerimonial (1 Samuel 14:33), mas não teve nenhum escrúpulo de matar oitenta e cinco sacerdotes do Senhor. A consciência ainda inventará argumentos que favorecem — sim, até mesmo autorizam — os atos mais ultrajantes e, portanto, ela não é apenas um advogado corrupto pleiteando a causa do mal, mas um juiz corrupto que justifica o ímpio. Assim, aqueles que clamavam pela crucificação de Cristo o fizeram sob o pretexto de que era lícita e necessária: “Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus” (João 19:7). Não é de admirar que o Senhor diz a respeito dos homens que “ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas” (Isaías 5:20). A consciência nunca move o homem natural a reder ações de graças e reconhecimento a Deus; nunca o convence da culpa pesada da ofensa de Adão, que jaz sobre a sua alma, nem de sua falta de fé em Cristo; e assim a consciência permite que os pecadores durmam em paz em meio a sua terrível incredulidade, mas estes não são um sono e paz sólidos, pois não há razão ou motivo para isso: é, antes, uma segurança falsa e estúpida. Deus a seu respeito: “Eles não dizem no seu coração que eu me lembro de toda a sua maldade” (Oseias 7:2).

Suas acusações são ineficazes, pois não produzem bons frutos, não produzem mansidão e humildade, nem arrependimento genuíno, mas sim um medo sensível de Deus como um juiz severo ou um ódio como inimigo inexorável. As suas acusações não são apenas ineficazes, mas muitas vezes elas são muito errôneas. Por causa da escuridão que está sobre sua compreensão, a percepção moral do homem natural erra muito. Como Thomas Boston disse da consciência corrupta: “Por isso, ela é frequentemente como um cavalo louco e furioso, que violentamente derruba, o seu cavaleiro, e todos que entram em seu caminho”. Um terrível exemplo disto aparece na previsão de nosso Senhor em João 16:2, que recebeu cumprimento repetido em Atos: “Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus”. Da mesma maneira Saulo de Tarso, depois de sua conversão, reconheceu: “Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus Nazareno devia eu praticar muitos atos” (Atos 26:9). Aqui fazer do “amargo, doce e do doce, amargo” foi o caso! O guia menos confiável é a consciência não-renovada.

Mesmo quando a consciência do não-regenerado é despertada pela mão imediata de Deus e é ferida com convicções profundas e dolorosas de pecado, tão longe está a alma de mover-se em busca da misericórdia de Deus através do Mediador, antes enche-se de tremor e consternação. Como Jó 6:4, declara, quando as flechas do Todo-Poderoso estão cavadas nele, o veneno delas embebe seu espírito, e os terrores de Deus o assaltam. Até então tal pessoa tinha feito um grande esforço para abafar as acusações de seu juiz interior, e agora ele iria fazê-lo de bom grado, mas não pode. Em vez disso, a consciência se enfurece e murmura, colocando todo o homem em uma consternação terrível, à medida que é aterrorizado por um senso da ira de um Deus santo e está com medo do ardor do fogo que há de devorar os Seus adversários. Isso o enche de tal horror e desespero que, em vez de se voltar para o Senhor que ele se esforça para fugir dEle. Assim foi o caso de Judas, que, quando foi levado a perceber a gravidade de sua terrível e vil ação, saiu e enforcou-se. Que esta violência do pecado dentro do homem natural o leva a desviar-se de Cristo ao invés de para Cristo, foi demonstrada pelos Fariseus em João 8:9, que, “redarguidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos”.

5. Incapacidade da Vontade. Deixamos isso por último, porque a vontade não é o senhor, mas o servo das outras faculdades, executando a convicção mais forte da mente ou o comando mais imperioso de nossas paixões, pois pode haver apenas uma influência dominante na vontade em um e mesmo tempo. A excelência da vontade do homem consistia, originalmente, em seguir a orientação da reta razão e submeter-se à influência de autoridade apropriada. Mas no Éden a vontade do homem rejeitou a primeira, e se rebelou contra a última, e em consequência da Queda sua vontade tem estado desde então sob o controle de um entendimento que prefere antes as trevas do que a luz e de afeições que desejam mais o mal do que o bem. E assim é que os prazeres fugazes do bom senso e os interesses mesquinhos do tempo excitam nossos desejos, enquanto os deleites duradouros da piedade e as riquezas da imortalidade recebem pouca ou nenhuma atenção. A vontade do homem natural é influenciada por suas corrupções, pois suas inclinações gravitam na direção oposta ao seu dever e, portanto, ele está completamente cativo ao pecado, impelido por suas paixões. Não é apenas que os não-regenerados não estão dispostos a buscar a santidade, eles inveteradamente a odeiam.

Desde que a vontade transformou-se em uma traidora de Deus e apresentou-se ao serviço de Satanás, ela foi completamente incapacitada para fazer o bem. Disse o Salvador: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer” (João 6:44). E por que ele não pode vir a Cristo por suas próprias forças naturais? Porque ele não somente tem inclinação para fazer isso, mas porque o Salvador é um objeto que o repele, Seu jugo não é bem-vindo, Seu cetro é repulsivo. Em relação às coisas espirituais a condição da vontade é como a da mulher em Lucas 13:11, ela “andava curvada, e não podia de modo algum endireitar-se”. Se tal for o caso, então como pode ser dito que o homem é capaz de agir voluntariamente? Pois ele escolhe livremente o mal, e isso porque “a alma do ímpio deseja o mal” (Provérbios 21:10), e ele sempre realiza esse desejo, exceto quando impedido pelo governo Divino. O homem é o escravo de suas corrupções, nascido como um potro selvagem, desde a mais tenra infância ele é avesso à restrição. A vontade do homem é uniformemente rebelde para com Deus; quando a providência frustra seus esforços, em vez de se curvar em humilde resignação, ele se aborrece com inquietação e age como um touro selvagem em uma rede. Somente o Filho pode “libertá-lo” (João 8:36), e há “liberdade” somente onde está o Espírito do Senhor. (2 Coríntios 3:17).

Aqui, então, estão as ramificações da depravação humana. A Queda cegou a mente do homem, endureceu o seu coração, desordenou as suas afeições, corrompeu a sua consciência, mitigou a capacidade de sua vontade, e deste modo não há “coisa sã” nele (Isaías 1:6), “não habita bem algum” em sua carne (Romanos 7:18).

 

 

As Ramificações da Depravação Humana (Parte 1)

As Ramificações da Depravação Humana (Parte 2)

 

 

Autor: A. W. Pink

Trecho extraído do Capítulo 10 do Livro The Total Depravity of Man. 

Tradução: O Estandarte de Cristo

Marcos Frade
Marcos Frade
Mineiro, de Belo Horizonte. Profissional de TI por paixão, estudante de Teologia por chamado. Criador e editor da página Suprema Graça, no Facebook. Atuo como editor e na área de manutenção no Reformados 21. Faço parte da JET - Junta de Educação Teológica do IRSE - Instituto Reformado Santo Evangelho.