Duas características da grande apostasia

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  1. Uma falsa segurança e um materialismo vulgar, seguidos pela rápida e súbita destruição.

Esta é a essência de Lucas 17.26-33. Este parágrafo ilustra as pessoas deste período final. Fala-nos que eles comerão e beberão, casarão e se darão em casamento, comprarão e venderão, plantarão e edificarão, da mesma maneira que aconteceu nos dias de Noé e da mesma maneira que aconteceu nos dias de Ló. Como foi então, assim será nos últimos dias: a destruição será tão rápida e súbita que o homem que estiver no terraço não deve supor que terá qualquer oportunidade de voltar para casa para salvar seus bens. O homem que estiver no campo não deve voltar para casa para salvar quaisquer de suas posses. Deve-se deixar o exemplo da esposa de Ló, que se virou para trás, sirva como uma advertência!

É possível que você pergunte, surpreso: “Mas o que há de tão mau em comer e beber, casar-se e dar-se em casamento, comprar e vender, plantar e edificar?” A resposta é: embora coisas deste caráter não estejam erradas em si, e ainda que, por meio delas nós possamos até mesmo glorificar a Deus (1Co 10.31), entretanto, quando a alma é completamente envolvida por tais coisas, de forma que elas se tornem fins em si mesmas, e as necessidades espirituais sejam abandonadas, tais coisas se tornam uma maldição e não são mais uma bênção.

  1. Uma profunda divisão entre aqueles que caíram, de um lado, e os verdadeiros crentes, no outro.

Claro que muitos desses que final e completamente abandonaram a fé dos pais, ainda desejarão se passar por cristãos (pense nos crentes nominais de nossos dias). Mas seu verdadeiro modo de vida mostrará que eles não são verdadeiros crentes. Lucas 17.34-37 mostra isto muito claramente. Estes versículos significam que quando Jesus voltar gloriosamente, duas pessoas podem estar fazendo a mesma coisa: elas estarão dormindo em uma cama.

Ou novamente, duas mulheres podem estar fazendo a mesma coisa: moendo juntas. Porém, em cada caso, um (o verdadeiro crente) será tomado, para encontrar o Senhor no ar, enquanto o outro (o crente meramente nominal, o que “apostatou”) permanecerá para seu terrível destino: a destruição eterna. E isto não acontecerá em um lugar particular, aqui ou lá. Pelo contrário, onde quer que sejam encontra­dos os apóstatas, a destruição os colherá. Vistos coletivamente, estes apóstatas são comparados aqui a uma carcaça, um corpo que se deteriora (veja Mateus 24.28). Esta é uma metáfora, uma figura de linguagem. Bem, águias e abutres não são muito exigentes a respeito do lugar onde uma carcaça é encontrada. Onde quer que esteja, eles a devorarão.

 

 

Autor: William Hendriksen

Trecho extraído do livro A Vida Futura Segundo a Bíblia, pág 148-149.

Leonardo Dâmaso
Leonardo Dâmaso

Mineiro, de Divinópolis. Criador e editor-chefe do Reformados 21. Servo de Cristo, músico, compositor, teólogo, escritor, apologista, tradutor e blogueiro. Faço parte da JET – Junta de Educação Teológica do IRSE – Instituto Reformado Santo Evangelho.