O Sola Scriptura e a Tradição Cristã

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Certa vez, Martinho Lutero disse: A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço.

Qual a nossa base de fé? Qual o nosso manual de vida cristã? O que deve ser nosso oráculo diário? E onde estará nosso conselheiro em horas de aflições?

O credo “Sola Scriptura” é um princípio doutrinário fundamental da Reforma Protestante. É um dos cinco ensinamentos sobre os quais o protestantismo foi edificado. Este princípio sustenta que as Sagradas Escrituras não necessitam de elementos interpretativos alheios, o que necessariamente contraria os ensinamentos da Igreja Ortodoxa, das Igrejas Orientais, da Igreja Copta, da Igreja Católica e do Anglo-Catolicismo, as quais pregam que as Divinas Letras só podem ser fielmente interpretadas por meio da Tradição Apostólica.

Sobre isso, Martinho Lutero, fundador do protestantismo, era enfático:

Um simples leigo armado com as Escrituras é maior que o mais poderoso papa sem elas.

MARTINHO LUTERO E A DISPUTA TEOLÓGICA DE LEIPZIG COM JOÃO MAIER – EM 14 DE JULHO DE 1519

A intenção dos reformadores era a de corrigir aquilo que julgava equivocado no catolicismo por meio da unicidade da autoridade da Bíblia, de modo a tentar abolir todos os dogmas proclamados pela Santa Sé “Sancta Sedes Apostolica” (especificamente para fazer referência à Sé de Roma e utilizado para destacar o papel do papa como sucessor de São Pedro) depois dos primeiros cinco concílios ecumênicos da Igreja. Para isso, os pensadores do Protestantismo se baseavam na afirmação paulina de que:

Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.

“πᾶσα γραφὴ θεόπνευστος καὶ ὠφέλιμος πρὸς διδασκαλίαν, πρὸς ἐλεγμόν πρὸς ἐπανόρθωσιν, πρὸς παιδείαν τὴν ἐν δικαιοσύνῃ” — Segunda Epístola a Timóteo 3.16.

Nos movimentos de inspiração “protestante”, considerados historicamente como fundamentalistas, como os anabatistas e puritanos, e outros surgidos durante o século XIX, esse princípio foi severamente condensado como “Nuda Scriptura¹”, de modo que a Bíblia deveria ser entendida ao pé da letra, adotando-se a ideia de que “A Escritura interpreta a própria Escritura”, e, como tal, seria “suficiente como única fonte de doutrina e práticas cristãs” em todos os aspectos. O dogma Sola Scriptura não descarta por completo aspectos relevantes da Tradição apostólica, no entanto, quando há divergências entre esta e a Escritura, a última deve ter a primazia. A base dessa doutrina é de que as escrituras são perfeitas, e que ninguém pode pôr outro fundamento além do que está proposto, o qual é Jesus Cristo, a Palavra (o logos) de Deus, e que qualquer que pregar outro evangelho, mesmo se for um anjo, ou o maior dos expoentes, seja anátema (maldito).

NOTA

(1) No decorrer do artigo de Matthew, aconteceu em um termo que eu não tinha visto antes, que ele usa para descrever a posição de muitos protestantes em se colocarem em uma posição de abandono total das tradições, mas não é isso o que as Escrituras ensinam: “Scriptura nuda – Escritura nua” – que, como eu, estou começando a pensar mais e mais, descreve mais apropriadamente sobre todo o conceito do Sola Scriptura: “a roupa nova do imperador que ninguém ousa admitir, não são roupas em tudo, mas a fina cobertura de sua própria autoconfiança”. Eu ainda tenho que ouvir quaisquer respostas oferecidas para o meu desafio: Se é suposto para manter toda a doutrina a palavra da Escritura, e rejeitar quaisquer coisas não encontradas lá, porque não é o ensino encontrado nas próprias Escrituras? Por que não encontramos os primeiros cristãos a seguir esse preceito? Se os Pais da Igreja eram tão fiéis seguidores do Sola Scriptura, por que cada um deles aceitava ensinar e passar sem contestação os muitos ensinamentos “não bíblicos” da tradição? Devemos pensar atualmente em alguns pontos.

Calvino acreditava que a Sagrada Escritura é a Palavra de Deus e serve como a única regra infalível de fé e prática, e deve servir como a autoridade final para julgar a doutrina e prática cristã, mas não era o seu único recurso para a Teologia. Por isso, ele regularmente consultou e apelou aos documentos cristãos e às autoridades da igreja nomeadamente Agostiniana para obter uma visão teológica clara sobre as questões doutrinais em litígio. Ele reconheceu a importância estratégica de demonstrar a continuidade do ensino protestante com as convicções fundamentais da Igreja primitiva. Assim, o seu refrão comum era: “A antiga igreja está do nosso lado!”.

Sendo o Sola Scriptura uma doutrina que já se torna irrefutável por não haver na Bíblia nenhum versículo que a prove, seus adeptos hoje tentam usar-se de malabarismos exegéticos para poder explicá-la, negando assim a tradição oral, que é ensinada pela própria bíblia, colocando o valor desta como inútil para o Cristão. Mas não devemos pensar assim, pois uma boa tradição, em conformidade com a Escritura, faz bem a toda comunidade.

Também tentam fazer uma exegese barata das palavras de Paulo (2 Tessalonicenses 2.15; 3.6), dizendo que tal tradição oral que Paulo fala nada mais é que o próprio conteúdo da Bíblia. Ora, Paulo fala claramente “tradições que aprendestes, ou por nossas palavras, ou por nossa carta”, será que é difícil entender? Vejamos:

O significado da palavra grega paradoseis — παραδόσεις, usada para tradições, denota literalmente uma dádiva que é entregue pela palavra falada ou escrita, tradição pela instrução ou preceito, diferentemente do significado da palavra grega dikaiosynē — δικαιοσύνῃ, usada em 2 Timóteo 3.16 para “Escritura”, que significa a doutrina que trata do modo pelo qual o homem pode alcançar um estado aprovado por Deus; significa integridade, virtude, pureza de vida, justiça, pensamento, sentimento e ação correta. Num sentido restrito, significa justiça ou virtude que dá a cada um o que lhe é devido. Denota a ideia do Sola Scriptura. (v.17). “As tradições que vos foram ensinadas” descreve crenças estabelecidas emergentes e práticas que, por fim, formam o esboço de uma ortodoxia apostólica. Paulo se refere à mesma idéia quando, seis anos depois, ele comunica a tradição para igreja de Corinto (1 Coríntios 11.2, 17; 15.3) e cita a prática das igrejas como fonte de seu conselho pastoral (1 Coríntios 4.17; 7.17; 11.6; 14.33). Uma tradição da igreja como essa, já no início da missão paulina, foi violada pelos irmãos desordenados mencionados em (3.6), e as palavras de Paulo em (3.4) ilustram o nascimento da má tradição. Essa devemos rejeitar. A celebração da Festa do Amor ou Ágape pertence a mais autêntica tradição cristã, exemplo de uma boa tradição.

NOTA:

Ao que tudo indica, os cristãos do período apostólico, que participavam de uma mesma igreja local, tinham o costume de reunir-se pelo menos uma vez por semana para comerem juntos, e durante a refeição celebrarem a Ceia do Senhor. Esse costume teve sua origem no fato de que o Senhor Jesus instituiu o sacramento durante uma refeição com seus discípulos, (cf. Mateus 26.17 – 30; Marcos 14.22 – 24; Lucas 22.19, 20; João 13.1 – 4). Aparentemente, o alvo dos “ágapes” era a comunhão cristã, o compartilhar de alimentos entre os mais pobres e, especialmente, lembrar-se do Senhor Jesus e participar espiritualmente dee sua morte e ressurreição pelo pão e pelo vinho (elementos da Ceia).

A igreja apostólica em Jerusalém seguiu o exemplo, de forma que o “partir do pão” se dava num ambiente em que as refeições eram tomadas em comum (Atos 2.42 – 47; 20.7). Eventualmente, essas refeições comunais que vieram a ser conhecidas como “ágape”, da palavra grega para “amor”, se tornou uma prática regular nas igrejas cristãs espalhadas pelo mundo.

Judas se refere a elas em sua carta como “festas do amor (fraternidade)”, mas também identifica falsos crentes, libertinos participantes nestas festas como introdutores de comportamentos contrários à sã doutrina (Judas 12; 2 Pedro 2.13). Sempre devemos identificá-los à luz da Escritura.

Por causa de abusos, alguns dos quais mencionados no Novo Testamento (1 Coríntios 11.17 – 34; 2 Pedro 2.13), a festa do “ágape” foi separada da celebração da Ceia do Senhor a partir do século II. É provável que o que Paulo escreveu sobre esses abusos tenha sido o começo dessa separação. Pelo que sabemos, o “ágape” continuou ainda por alguns séculos, até desaparecer ao final do século VII da Igreja Cristã, ao ser proibido pelo Concílio de Cartago. Uma tradição nascida da Palavra de Cristo (como uma boa tradição expressada pelo amor solidário) e destruída pela deturpação e depravação do coração humano.

As boas tradições escritas e orais são bem-vindas a comunidade dos santos. Devemos nos atentar para suas riquezas. Por exemplo, estes livros podem ter sido usados como ajuda no processo de registro da Escritura. São exemplos bem claros disso os seguintes livros: O Livro das Guerras do SENHOR (Números 21.14). O Livro dos Justos (Josué 10.13; 2 Samuel 1.18). O Livro das Crônicas de Samuel, o vidente; Natã, o vidente; e Gade, o vidente (1 Crônicas 29.29). O Livro da História de Salomão (1 Reis 11.41). O Livro da História de Semaías, o profeta e de Ido, o vidente (2 Crônicas 12.15). Você já havia pensado a respeito desses livros citados? Não é interessante que os escritores bíblicos os tenham mencionado? Porém, eles não eram inspirados. Todos esses livros se perderam, e nenhum mais existe, mas foram úteis no registro da revelação de Deus. Excelente exemplo do uso de tradições escritas e orais para o entendimento do registro da revelação de Deus foram esses livros antigos. Se foram úteis para ajudar acerca da revelação de Deus, de Sua santa Palavra, quanto mais a nós, limitados e pobres acerca da revelação de Deus, devemos ser gratos com tradições piedosas, zelosas e devocionais. O Sola Scriptura não imprime uma posição legalista, mas piedosa.

A doutrina da Sola Scriptura é um dos cinco pilares fundamentais do pensamento da Reforma Protestante, conhecidos como “Quinque Solae” (Cinco Solas).

A expressão “Sola Scriptura” é do latim “Sola”, que tem a ideia de “somente”, “chão”, “base”; e a palavra “Scriptura” significa “escritos”, em referência às Escrituras. Sola Scriptura significa que somente as Escrituras são autoridade de fé e prática do cristão.

A Bíblia é completa, dotada de autoridade e verdade absoluta. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Timóteo 3.16). O Sola Scriptura foi o “grito de guerra” da Reforma Protestante. Durante séculos, a Igreja Católica Romana colocou suas tradições (más) em posição de autoridade superior a Bíblia, tal posição resultou em muitas práticas que foram, de fato, contraditórias a Bíblia. Alguns exemplos são: orações aos santos (ídolos – idolatria) e a Maria, a Imaculada Conceição (que afirma que Maria, mãe de Jesus, foi imune de toda a mancha do pecado original), a transubstanciação (mudança da substância do pão e do vinho na substância do Corpo e sangue de Jesus Cristo no ato da consagração. Isto significa que esta doutrina defende e acredita na presença real de Cristo nos elementos), indulgências (compra do perdão), simonia (favores) e autoridade papal através de suas bulas papais. Martinho Lutero, o fundador da Igreja Luterana e pai da Reforma Protestante, foi há público reprovar a Igreja Católica por seus ensinos não bíblicos, totalmente heréticos. A Igreja Católica ameaçou Martinho Lutero com a excomunhão (e morte) se ele não se retratasse formalmente. A resposta de Martinho Lutero foi:

Portanto, a menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou pelo mais claro raciocínio; a menos que eu seja persuadido por meio das passagens que citei; a menos que assim submetam minha consciência pela Palavra de Deus, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; Deus queira ajudar-me. Amém.

O principal argumento católico contra o Sola Scriptura é que a Bíblia não ensina o Sola Scriptura explicitamente. Os católicos argumentam: “A Bíblia, em lugar algum, afirma que ela própria é o único guia dotado de autoridade para fé e prática”. Mesmo sendo isto verdadeiro, falha em reconhecer uma questão crucialmente importante. Sabemos que a Bíblia é a Palavra de Deus. A Bíblia se autoproclama inspirada por Deus, inerrante e dotada de autoridade.

Também sabemos que Deus não muda de ideia ou Se contradiz. Portanto, apesar do fato de que a Bíblia não se autointitula “Sola Scriptura”, ela, com certeza, não deixa espaço para tradições que possam contradizer sua mensagem. Sola Scriptura não é tanto um argumento contra a tradição, mais ainda, é um argumento contra doutrinas não bíblicas ou antibíblicas (tradições más). A única maneira de saber com certeza o que Deus espera de nós é permanecermos fiéis ao que sabemos que Ele revelou, a Bíblia.

“A igreja, longe de ter prioridade sobre a Escritura, é, na realidade, uma criação da Escritura, nascida do ventre da Escritura”. O lema de Calvino “Orare et Labutare” expressa a ideia. Portanto, todo aquele que medita na Palavra de Deus, a fim de ser devidamente alimentado, e evitar interpretações equivocadas, precisa fazer isto sob oração. O lema de Calvino empurra-nos para fora das falsas doutrinas e más tradições.

Podemos saber, além de qualquer sombra de dúvida, que as Escrituras são verdadeiras, dotadas de autoridade e confiáveis. O mesmo não se pode dizer da tradição. Os homens cometeram muitos erros em meio às tradições, como exemplo, os ágapes.

A Palavra de Deus é a única autoridade para a fé cristã. As tradições são válidas apenas quando são baseadas nas Escrituras e estão em total concordância com elas. As tradições que estão em contradição com a Bíblia não vêm de Deus e não constituem em um aspecto válido da fé cristã. O Sola Scriptura é a única forma de evitar que a subjetividade e a opinião pessoal tirem a prioridade dos ensinamentos da Bíblia. A essência do Sola Scriptura é basear sua vida espiritual somente na Bíblia e rejeitar qualquer tradição ou ensino que não esteja em completa concordância com ela. 2 Timóteo 2.15 declara:

Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.

O Sola Scriptura não torna nulo o conceito das tradições da igreja. Ao contrário, Sola Scriptura nos dá um sólido alicerce no qual podemos basear as tradições da igreja. Há muitas práticas, tanto na Igreja Católica quanto na Protestante, que são resultado de tradições, e não de ensinamentos explícitos das Escrituras. É bom, e mesmo necessário, que a igreja tenha tradições. As tradições têm um papel importante em tornar clara a doutrina cristã e organizar a prática cristã. Ao mesmo tempo, para que estas tradições sejam válidas, não poderão estar em desacordo com a Palavra de Deus.

Devem ser baseadas no sólido alicerce dos ensinamentos das Escrituras. O problema com a Igreja Católica Romana (e muitas das igrejas cristãs) é que ela baseia as tradições em tradições, que também se baseiam em tradições, também baseadas em tradições, e frequentemente a tradição inicial não estava em completa harmonia com as Escrituras. É por isso que os cristãos devem sempre consultar o Sola Scriptura, a excelente e confiável Palavra de Deus, como a única base sólida para fé e prática.

Para os reformadores, a Bíblia não era um livro de doutrinas e proposições a serem aceitas intelectualmente ou mediante a autoridade da igreja, mas uma revelação direta, viva e pessoal de Deus, acessível a qualquer pessoa.

Na prática, uma objeção frequente ao conceito do Sola Scriptura é o fato de que o cânon da Bíblia não foi oficialmente acordado por pelo menos 250 anos após a fundação da igreja. Além disso, as Escrituras não estavam disponíveis em quantidades significativas por mais de 1500 anos após a fundação da igreja. Como, então, poderiam os cristãos primitivos usar o Sola Scriptura, quando nem ao menos possuíam as Escrituras por completo? Como, então, os cristãos que viveram antes da invenção da imprensa (Em 1455, pelo alemão Johannes Gutemberg) poderiam basear sua fé e prática nas Escrituras somente, se não havia um jeito de possuírem uma cópia completa das Escrituras? Esta questão se faz ainda mais complicada devido aos altos índices de analfabetismo através da história. Como o conceito do Sola Scriptura lida com estas questões? Simples!

O problema com esta discussão é que ela está essencialmente dizendo que a autoridade das Escrituras está baseada na disponibilidade. Esse não é o caso. A autoridade das Escrituras é universal, pois é a Palavra de Deus, é Sua autoridade. O fato de que as Escrituras não estavam prontamente disponíveis, ou até mesmo o fato de que as pessoas não pudessem lê-las, não muda o fato de que as Escrituras são a Palavra de Deus. Além disso, ao invés de isto ser um argumento contra o Sola Scriptura, é, na verdade, uma questão a respeito do que a igreja deveria ter feito, ao invés do que o que ela fez. A igreja primitiva deveria ter dado alta prioridade à produção de cópias das Escrituras. Apesar de ser fora da realidade que cada cristão possuísse uma cópia completa da Bíblia, era possível que cada igreja pudesse ter um pouco, a maioria ou todas as Escrituras prontamente disponíveis. Os líderes da igreja primitiva deveriam ter feito do estudo das Escrituras sua mais alta prioridade, para que pudessem ensiná-las com precisão. Mesmo que as Escrituras não pudessem ser disponibilizadas para as massas, pelo menos os líderes da igreja poderiam ter sido bem treinados na Palavra de Deus. Ao invés de construir tradições em cima de tradições, e passá-las de geração em geração, a igreja deveria ter copiado as Escrituras e as ensinado (2 Timóteo 2.4).

Mais uma vez repito, as tradições não são problemas. Tradições não-bíblicas são o problema. A disponibilidade das Escrituras através dos séculos não é o fator determinante. As próprias Escrituras são o fator determinante. Agora temos as Escrituras prontamente disponíveis a nós. Estudando a Palavra de Deus, fica claro que muitas tradições da igreja que se desenvolveram através dos séculos são, de fato, contraditórias à Palavra de Deus. Isto é onde o Sola Scriptura se aplica. As tradições que são baseadas e estão em concordância com a Palavra de Deus podem ser mantidas. As tradições que não estão baseadas ou estão em desacordo com a Palavra de Deus devem ser rejeitadas. O Sola Scriptura resgata o que Deus nos revelou em Sua Palavra. O Sola Scriptura, definitivamente, nos mostra Deus que sempre fala a verdade, nunca Se contradiz e sempre demonstra ser de confiança.

Voltemos às Escrituras, voltemos ao grito de guerra da reforma protestante: “Sola Scriptura”! Somente as Escrituras! E voltemos a “guerra” pelas verdades bíblicas de forma piedosa!

 

 

Autor: Plínio Sousa

Citações extraídas do site gotquestions?

 

 

 

 

Plinio Sousa
Plinio Sousa
Soteropolitano. Fundador do Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE. Atuo como Diretor e Professor do mesmo. Pastor Reformado, Bacharel em Teologia, Mestre em Teologia do Novo Testamento. Psicólogo Cristão, Juiz de Paz Eclesiástico, Capelão Cristão, Missionário, Palestrante e Escritor.