O Evangelho Segundo o Islamismo

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Desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o clima ecumênico na América tem alcançado novas dimensões. Em um esforço para distinguir entre os terroristas muçulmanos extremistas e a população muçulmana principal, a mídia tem chamado as pessoas para um nível ainda mais elevado do que o habitual de tolerância e aceitação da religião Islâmica.

Em uma edição da Newsweek 2002, por exemplo, o editor de religião, Kenneth Woodward, declarou que “a simples tolerância de outras religiões não é o suficiente, e que mesmo a aceitação de outras religiões como caminhos válidos para Deus é insuficiente” (Como devemos pensar sobre o Islã? Newsweek de 31 de Dezembro de 2001/07 de janeiro de 2002, p. 104).

Segundo Woodward, “a agenda teológica mais importante do novo milênio é para cristãos comprometidos, judeus e muçulmanos, encontrarem dentro de suas próprias tradições motivos teológicos inconcussos para avaliar outras crenças sem comprometer a sua própria” (Ibid., p. 104 -05).

Infelizmente, a influência deste sentimento pode ser visto até mesmo na igreja. De fato, em um período relativamente recente do artigo da revista Christianity Today [Cristianismo Hoje], o professor do Wheaton College, James Lewis, recomendou que os cristãos “busquem parceiros muçulmanos de oração, e juntos supliquem ao único e verdadeiro Deus para que tenha misericórdia de nós” (Deus ouve as orações dos muçulmanos? Christianity Today [Cristianismo Hoje], 04 de fevereiro de 2002, p. 31).

Quando os evangélicos cedem e tentam suavizar a ofensa do evangelho dessa forma, eles embaraçam as linhas entre o deus do Islamismo e o Deus da Bíblia. Entretanto, agora não é o momento para embaraçar as linhas; agora é o momento de desembaraçar as linhas – linhas entre a verdade e o erro, e entre o único caminho para o céu e os muitos caminhos para o inferno.

O Islamismo rejeita a Trindade e o Deus da Bíblia, insistindo que somente Deus é a verdadeira divindade.1 Ele nega que Jesus é Deus, que Ele morreu na cruz, e que Ele ressuscitou dos mortos. Em vez disso, alegam os muçulmanos, Jesus foi apenas um dos muitos profetas enviados por Deus, o maior deles sendo Maomé. Em outras palavras, Jesus foi apenas um homem.

O Islamismo rejeita a salvação do perdão através de Cristo, ensinando que apenas os muçulmanos podem ser salvos. De acordo com o Alcorão, se uma pessoa observa o Islamismo e faz boas ações suficientes para prevalecer sobre o mau, é possível que Alá permita-lhe entrar no paraíso; contudo, mesmo assim, ela não pode estar certa disso. O único caminho seguro para o céu é matando e sendo morto no jihad, a guerra santa.

O Islamismo trabalha com a Bíblia como um livro sagrado, porém ele embota e nega toda a doutrina fundamental acerca do pecado e da salvação ensinadas na Bíblia. Com efeito, o Islamismo hoje é o sistema mais poderoso do planeta para a destruição da verdade bíblica e do Cristianismo. Milhares de cristãos estão morrendo por conta da perseguição islâmica, especialmente no Oriente Médio, África, Indonésia e em outras partes da Ásia.

Obviamente, o Islamismo e o Cristianismo são mutuamente exclusivos. Ambos afirmam ser o único caminho verdadeiro para Deus, mas ambos não podem estar certos. Não há expiação no Islamismo, não há perdão, não há salvador e nenhuma certeza da vida eterna. O evangelho de Jesus Cristo é uma mensagem de esperança; o Islamismo, porém, é uma religião de desesperança.

Fazer esses tipos de distinções pode não ser politicamente correto, mas é necessário se a pureza do evangelho deve ser protegida. Simplificando, não há salvação fora de Cristo. Quando essa verdade é comprometida, o evangelho é abandonado, de modo que é a única esperança que podemos oferecer para aqueles que não são nossos inimigos, mas sim, o nosso campo de missão.

 

 

NOTA DO TRADUTOR:

  1. A primeira pessoa da Triunidade.

 

 

Autor: John MacArtur

Fonte: Grace to You

Tradução: Leonardo Dâmaso

Divulgação: Reformados 21

 

 

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