80 Razões porque o cristão não pode perder a salvação (4/4)

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61) João 10.26 – O crente é “ovelha” e não “porca” lavada (2 Pedro 2.20 – 22).

Jesus, então, dá vida eterna para suas próprias ovelhas. Em termos da metáfora das ovelhas, Jesus já disse que Ele dá para elas vida plena (v.10); agora, Ele afirma claramente que essa vida é sua própria vida eterna, frequentemente oculta no evangelho sob as figuras de água, pão, luz, bom pastor. A consequência de ele conhecer suas ovelhas e de lhes dar vida eterna é que elas jamais perecerão.

62) João 13.10 – O crente já está limpo do seu pecado (João 15.3).

Pedro precisava saber que a virtude do lavar não era quantitativa, pois o ato era simbólico da purificação interior. Banhou (λελουμένος – leloumenos) indica um banho completo. “Lavar pés”. Aqui, a palavra é νίψασθαι – nipsasthai, apropriada para a lavagem de porções individuais do corpo, tal como na narrativa anterior. A lavagem da regeneração torna uma pessoa limpa à vista de Deus. Isto está simbolizado no batismo cristão, que só se administra uma única vez. Purificação posterior das manchas de impureza não substitui a purificação inicial, mas só tem significado à luz dela (1 João 1.9). Estais limpos, mas não todos. A referência é a Judas. Jesus sabia o que havia no seu coração e quais eram seus planos (6.70, 71). Com referência a limpos (cf. 15.3), Judas não era um homem regenerado.

63) 1 Coríntios 1.30 – Cristo é a justiça do crente.

“É, porém, por iniciativa dele que vocês estão em Cristo Jesus, o qual se tornou sabedoria de Deus para nós, isto é, justiça, santidade e redenção” – 1 Coríntios 1.30.

A palavra grega usada para “justiça” é δικαιοσύνη – dikaiosynē, que significa num sentido amplo “estado daquele que é como deve ser”, justiça, condição aceitável para Deus.

64) 1 Coríntios 1.30 – Cristo é a santificação do crente.

A palavra grega usada para “santificação” é “ἁγιασμὸς – hagiasmos, que significa num sentido moral, puro, sem pecado, justo e santo, algo muito santo; um santo Jesus Cristo.

É a palavra mais comum para santo no grego clássico, e expressa sua concepção usual de santidade, mas é rara no N.T. porque não é adequada para expressar a plenitude da concepção do N.T.

65) 1 Coríntios 1.30 – Cristo é a redenção do crente.

A palavra grega usada para “redenção” é ἀπολύτρωσις – apolytrōsis, que significa uma libertação efetuada pelo pagamento de resgate, realizado no Calvário por Jesus Cristo definitivamente.

66) Salmos 25.20 – Deus é o refúgio do crente (Hebreus 6.18).

67) 1 João 2.22, 23 – O crente não pode negar o filho (Mateus 10.33; 2 Timóteo 2.12).

68) Romanos 8.37 – O crente sempre será vencedor (João 16.33; Apocalipse 2.7, 11, 17, 26; 3.5,12, 21).

69) 1 João 5.4 – O crente vence o mundo.

“O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” – 1 João 5.4.

A palavra grega para descrever essa vitória sobre o mundo é νικᾷ – nika, que significa de cristãos, que permanecem firmes na sua fé até a morte diante do poder de seus inimigos, tentações e perseguições.

70) 1 João 2.14 – O crente vence o diabo (1 João 4.4; Apocalipse 12.11).

71) Romanos 6.14 – O crente vence o pecado (a carne).

A abundância da graça é de natureza tal que o pecado não terá domínio sobre os crentes. Não estamos debaixo da lei, mas da graça. Aqueles que estão em Cristo não estão sob o regime da lei mosaica para obtenção da salvação. Estamos sob a graça de Deus e de Cristo. Todo o A.T. – a Lei, os Profetas e os Escritos (os Salmos, por exemplo) – certamente revelam o pecado (Romanos 3.20; 5.20) quando compreendidos à luz dos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos depois da morte e ressurreição dEle. O Antigo Testamento também ensina as grandes verdades cristãs sobre Deus. Paulo encarava Cristo e seus ensinamentos como sendo a própria lei. “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gálatas 6.2). “Aos sem lei, (eu me fiz) como se eu mesmo o fosse sem lei (para os gentios como gentio), não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. (os gentios)” (1 Coríntios 9.21).

2) O Sofisma de que se deve pecar, porque os crentes estão debaixo da graça e não da lei 6.15 – 7.6.

Quando estamos sob a graça, temos um novo proprietário. Este fato muda toda a conduta do crente. Nosso “status” sob a graça é como o de uma mulher casada com outro homem depois da morte do marido. Envolve toda uma nova maneira de vida. Assim, por analogia, Paulo mostra que estar sob a graça, não permite nunca que o crente seja indiferente ao pecado.

a) Fidelidade, Fruto, Destino (6.15 – 23). Aqui, Paulo apela para o que seus leitores já conhecem. Ele os faz lembrar de suas vidas passadas e do fruto que produziam. Ele lhes fala do resultado de sua nova dedicação. Ele apresenta o contraste dos resultados eternos das duas diferentes formas de fidelidade.

72) Romanos 11.29 – O dom de Deus é irrevogável.

Paulo ensina a fidelidade de Deus quando diz: os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. Dons. Os privilégios desfrutados por Israel (9.4,5). Vocação. A declaração divina a Israel ou Jacó que eles eram o Seu povo (Isaías 48.12). Os gentios, que foram desobedientes a Deus, obtiveram a misericórdia por causa da, ou por meio da, desobediência de Israel.

73) João 19.30 – Todo o pecado do crente está consumado.

A fortíssima palavra grega para “consumado” é Τετέλεσται – Tetelestai, que descreve a obra de Cristo da seguinte forma. “Está consumado” (João 19.30). Cristo satisfez a justiça de Deus pela morte por todos para pagar pelos pecados do eleito. Estes pecados nunca poderão ser punidos outra vez, já que isto violaria a justiça de Deus. Os pecados podem ser punidos apenas uma vez, seja por um substituto ou por você mesmo.

74) Gálatas 3.13 – O crente foi resgatado para sempre da maldição da Lei.

“Cristo nos redimiu da maldição da lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro” – Gálatas 3.13.

75) Apocalipse 5.9 – O crente foi comprado com sangue (1 Coríntios 6.20; 7.23; 1 Pedro 1.18, 19).

76) Salmos 90:17 – É Deus quem efetua a obra no crente (João 3:21; Efésios 3:20; Isaías 26:12; 64:4; Filipenses 2:13).

“Esteja sobre nós à bondade do nosso Deus Soberano. Consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida a obra de nossas mãos!” – Salmos 90.17.

77) João 17.20 – Cristo intercedeu pelos crentes e continua intercedendo (Hebreus 7.25; 1 João 2.1; Romanos 8.34).

“Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles” – João 17.20.

78) Romanos 8.26, 27 – O Espírito Santo intercede pelo crente.

Semelhantemente, o Espírito ajuda em nossa fraqueza. A fraqueza mencionada é a nossa incapacidade de analisar situações e orar inteligentemente sobre elas. Sabemos que esta é a fraqueza mencionada por causa da frase seguinte. Dá-se que o Espírito intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis. Às vezes não conseguimos orar porque as palavras não podem expressar a necessidade que sentimos. A ação do Espírito, com gemidos inexprimíveis, mostra como Deus penetra em nossa experiência através do Seu Espírito. Deus Pai que investiga os corações (dos homens) sabe qual é a mente do Espírito. Deus conhece toda a reação do Espírito a qualquer situação ou questão. A intercessão que Ele faz em favor dos santos é segundo a vontade de Deus. Estas palavras certamente declaram que a comunicação do pensamento e conhecimento de cada um é partilhada por dois membros da Divindade – Pai e Espírito (isto é, o Espírito Santo).

79) 2 Coríntios 1.20 – Jesus é o “Amém” das promessas de Deus (João 6.47).

“Pois, quantas forem às promessas feitas por Deus, tantas têm em Cristo o “sim”. Por isso, por meio dele, o “Amém” é pronunciado por nós para a glória de Deus” – 2 Coríntios 1.20.

A palavra grega para “sim” é Ναί – Nai, que literalmente significa sim, de verdade, seguramente, verdadeiramente, certamente. Assim, o crente tem verdadeiramente segurança na salvação confiada na Pessoa de Jesus, e Seu sacrifício vicário ou sacrifício expiatório, o qual Cristo foi o substituto pelo pecado do homem na cruz do Calvário. A expiação do pecado por meio de uma vida dada em substituição. Aleluia!

80) 1 Pedro 4.1 – O crente já cessou do pecado (Romanos 6.14; 1 João 3.9).

 

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80 Razões porque o cristão não pode perder a salvação (2/4)

80 Razões porque o cristão não pode perder a salvação (3/4)

 

Autor: Plínio Sousa

Divulgação: Reformados 21

Plinio Sousa
Plinio Sousa
Soteropolitano. Fundador do Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE. Atuo como Diretor e Professor do mesmo. Pastor Reformado, Bacharel em Teologia, Mestre em Teologia do Novo Testamento. Psicólogo Cristão, Juiz de Paz Eclesiástico, Capelão Cristão, Missionário, Palestrante e Escritor.