A “Suposta” Vontade Permissiva de Deus

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Com respeito aos atos pecaminosos dos homens e demônios, devemos falar não somente da permissão de Deus, mas também de sua determinação. A Sagrada Escritura usa uma linguagem bem mais positiva. Devemos entender que o motivo para se falar da permissão de Deus, e não de sua vontade determinada com respeito ao pecado e os atos maldosos dos homens, é que Deus nunca pode ser apresentado como o autor do pecado. Mas, esse propósito não é alcançado falando-se da permissão de Deus ou de sua vontade permissiva: se o Todo-poderoso permite o que poderia igualmente ter impedido, é a mesma coisa do ponto de vista ético se tivesse ele mesmo assegurado. Dessa forma, perdemos a Deus e sua soberania: permissão pressupõe a ideia que existe um poder fora de Deus, que pode produzir e fazer algo à parte dele, mas que recebe a mera permissão por Deus para agir e operar.

Isso é dualismo, e aniquila a soberania completa e absoluta de Deus. Devemos manter que o pecado também, e todos os atos perversos dos homens e anjos, tem um lugar no conselho de Deus, no conselho de sua vontade. Isso é ensinado pela palavra de Deus. Sem dúvida foi de acordo com o conselho determinado de Deus que Cristo foi cravado na cruz e que Pilatos e Herodes, com os gentios e Israel, reuniram-se contra o santo Jesus (Atos 2:23; 4:24-28). Portanto, é muito melhor falar que o Senhor em seu conselho, não somente odeia o pecado, mas também determinou que aquilo que ele odeia, aconteceria para revelar seu ódio e servir a causa do seu pacto.

 

 

Autor: Herman Hoeksema

Fonte: Reformed Dogmatics, volume 1, pág 226-227.

Tradução: Felipe Sabino

Via: Monergismo

 

 

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