O Antigo Testamento e sua administração

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Breve comentário acerca de 2 Coríntios 3.4-11 (nota do editor)

Neste capítulo, o Antigo Testamento e sua administração, de acordo com a instituição de Deus, não é contrastada com o Novo Testamento e sua administração. Tornar-se evidente que todo o conteúdo deste capítulo irá contradizer esta noção; e os assuntos que são contrastados [de fato] contradizem isso também. Quem se atreveria a dizer que o Antigo Testamento e a administração das cerimônias, o culto cerimonial, como instituído por Deus, era um ministério de morte e condenação? Poderia o bom e santo Deus criar um ligamento entre o homem e tal ministério? Longe disso! Tal coisa não pode ser associada ao Todo-Poderoso! Quando o culto cerimonial foi realizado de acordo com a instituição de Deus, isto é, pela fé, guiando o tipo para o protótipo, e unindo o protótipo, Cristo, com os tipos, os crentes serviram ao Senhor em um sentido espiritual, e esse ministério era de vida para eles. Pelo contrário, para os do Novo Testamento, que se agarram aos assuntos externos, não progredindo para o exercício de uma verdadeira fé em Cristo, o ministério do Novo Testamento é um ministério de morte e condenação, sendo um cheiro de morte para a morte (2 Co 2:16). A administração Antiga poderia ser realizada de um modo espiritual, e a Nova administração pode ser efetuada de uma forma externa. Assim, o contraste aqui não é entre o Antigo e o Novo Testamento, mas entre a letra e o espírito. O ministério do Espírito é exaltado acima do ministério da letra.

 

 

Autor: Wilhelmus à Brakel

Fonte: The Christian’s Reasonable Service, vol. 4

Tradução: Lucas Macedo

Revisão: Edu Marques

Divulgação: Reformados 21

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