80 razões porque o cristão não pode perder a salvação (2/4)

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21) Hebreus 12.2 – Jesus é o Autor da fé, e por isso o crente não pode perdê-la (Filipenses 1.29; 1 Coríntios 3.5; Atos 18.27; Gálatas 5.22; 2 Tessalonicenses 3.2).

22) Romanos 16.25 – O crente é guardado pelo poder de Deus (2 Timóteo 1.12; Judas 24).

NOTA:

Desta maneira, a carta aos romanos chega a um final com doxologia, que é também um resumo do evangelho. Aqui ressoam as notas do evangelho que Paulo pregou e amou. (1) É um evangelho que faz os homens capazes de manter-se firmes. Deus disse a Ezequiel: “Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo” (Ezequiel 2.1). O Evangelho é aquele poder que faz os homens capazes de erguer-se solidamente contra os embates do mundo e os assaltos da tentação.

A doxologia centraliza-se na capacidade ou poder de Deus de fortalecer os eleitos. O fortalecimento divino é segundo o evangelho de Paulo e a pregação de Jesus Cristo. Essa pregação tem sido levada avante conforme a revelação do mistério ou segredo. Três coisas são declaradas sobre o mistério ou segredo: 1) guardado em silêncio nos tempos eternos ou há muito tempo atrás (v.25); 2) agora se tornou manifesto, e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas (isto é, o A.T.), segundo o mandamento do Deus eterno (v.26); 3) para a obediência por fé, entre todas as nações (v.26).

23) Hebreus 6.17 – A salvação do crente se fundamenta em duas coisas imutáveis: a) a promessa (Josué 21.45; Atos 13.32; 2 Coríntios 1.20; Efésios 3.6; Hebreus 9.14,15; 10.23; 1 João 2.25); b) o juramento (Hebreus 6.16). Só a promessa, sem o juramento, já era em si mesma suficiente; mas Deus, querendo mostrar a imutabilidade daquilo que Ele decretou, foi além da promessa, fazendo juramento. E Deus foi ainda mais além quando jurou pelo Seu próprio nome, porque não havia outro nome superior ao Seu (Hebreus 6.13,16; Jeremias 44.26; Números 23.19).

24) Salmos 37.32,33 – O crente jamais será condenado (Salmos 89.30 – 35; 1 Coríntios 11.32).

“O ímpio fica à espreita do justo, querendo matá-lo; mas o Senhor não o deixará cair em suas mãos, nem permitirá que o condenem quando julgado” – Salmos 37.32,33.

25) Salmos 37.23,24 – Se o crente cair, não ficará prostrado (Salmos 145.14; Provérbios 24.16; Jó 4.4; Romanos 14.4; Miquéias 7.8).

26) Salmos 121.3 – O crente pode se desviar temporariamente da “graça” [pecar] (Gálatas 5.4), mas jamais cair finalmente da graça [apostatando] (Salmos 17.5; 66.9).

“Meus passos seguem firmes nas tuas veredas; os meus pés não escorregaram” (Salmos 17.5).

27) Isaías 46.3, 4 – O crente é conduzido por Deus até o fim (Salmos 121.8).

28) 1 Coríntios 10.13 – A tentação não pode condenar o crente (Romanos 6.14,18; 2 Pedro 2.9).

NOTA: (v.13) Não vos sobreveio tentação que não fosse humana. Quem quiser pode contentar-se com suas interpretações pessoais. Quanto a mim, penso que isto foi escrito para encorajar os coríntios, para que, após ouvirem acerca desses terríveis exemplos da ira divina, mencionados por Paulo, não ficassem perturbados, assombrados e sucumbidos. Consequentemente, a fim de que sua exortação tivesse algum efeito, ele acrescenta que há oportunidade para arrependimento. Ele poderia ter posto nestes termos: “Não há necessidade de desespero, e eu mesmo não tive a intenção de deixar-vos desanimados. Naturalmente, o que vos sobreveio não vai além do que usualmente sucede aos homens.” Outros são mais inclinados a crer que aqui ele está recriminando a pusilanimidade dos coríntios em ceder quando uma tentação leve os atingia; e não há dúvida de que o termo “humanus”, traduzido por humana, às vezes significa moderado. Portanto, o significado, segundo eles, é o seguinte: “É correto que vos deixeis sucumbir diante de uma leve tentação?”. Visto, porém, ser mais adequado ao contexto olharmos este versículo em termos de consolação, então sinto-me mais inclinado a adotar este ponto de vista.

Deus, porem, é fiel. Assim como lhes disse que tivessem bom ânimo com relação ao passado, com o fim de movê-los ao arrependimento, também os encoraja com uma esperança definida para o futuro, pois Deus não permitirá que fossem tentados além de suas forças. Contudo os adverte a que se atentassem bem para o Senhor, porque se pusermos nosso coração em nossos próprios recursos, a tentação, não importa quão suave seja, levará a melhor sobre nós e nos subjugará. Ele denomina o Senhor de fiel. Sua intenção vai além da ideia de Deus ser verdadeiro em suas promessas. Ele poderia ter posto nestes termos: “O Senhor é o Protetor comprovado de seu povo, e em sua proteção estais seguros, porque jamais deixa os seus entregues à sua própria sorte. Por isso, tendo-vos uma vez tomado sob sua fidedignidade pessoal [in suam fidem], não tendes necessidade alguma de temer, desde que dependais inteiramente dele. Pois, indubitavelmente, estaria procedendo falsamente em relação a vós caso viesse a revogar seu apoio no momento em que necessitássemos dele; ou, ao nos ver lutando em meio às fraquezas, arqueados sob pesado fardo, permitisse se prolongassem nossas lutas (tentações) por tempo indefinido.

29) João 4.14 – O crente jamais terá sede (Lucas 16.24).

NOTA:

A água do poço tinha de ser consumida ininterruptamente, mas a água que Cristo fornece satisfaz de modo que a pessoa nunca mais terá sede. É assim que a vida eterna refrigera. Pode-se estabelecer um paralelo com os repetidos sacrifícios da antiga aliança e o sacrifício do Cordeiro de Deus oferecido uma vez para sempre. Ainda não compreendendo, mas já receptiva, a mulher pediu essa água, para que a sua vida ficasse mais fácil (4.15). [Comentário Bíblico Moody – João].

30) João 5.24 – O crente já passou da morte para a vida.

Esse versículo, introduzido pela fórmula solene: Eu lhes asseguro, desenvolve um tema introduzido nos versículos precedentes. O Filho, João nos disse, “dá vida a quem Ele quer” (v.21). Agora, apresenta-se quem são essas pessoas em outros termos: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou (a construção grega apresenta uma descrição singular e coordenada) tem a vida eterna e não será condenado. O Filho curou o inválido junto ao tanque de Betesda com Sua palavra, e Sua palavra é também que traz vida eterna (cf. 6.63, 68) e purificação (15.3), ou julgamento (12.47). Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz (8.47). Ouvir a palavra de Jesus é idêntico a ouvir a palavra de Deus, já que o Filho fala somente o que o Pai lhe concede dizer. Ouvir, nesse contexto, como acontece com frequência em outras passagens, inclui crença e obediência. A crença é declarada, e seu objeto é aquele que enviou Jesus – não porque seria inapropriado especificar Jesus como o objeto de fé (3.16; 14.1), mas porque o contexto imediato está preocupado em mostrar como o Filho, em tudo que Ele diz e faz, media o Pai para nós. Como as palavras e os feitos do Filho são as palavras e os feitos do Pai, então a fé colocada no Filho é colocada no Pai que o enviou. Aquele que ouve e crê dessa forma tem a vida eterna e não será condenado (“κέκριται – kekritai”, aqui significando “julgado desfavoravelmente”, como em 3.18 κρινω – krino). A ideia é praticamente indistinguível do componente negativo da doutrina da justificação de Paulo: o crente não vai ao julgamento final, mas deixa a corte já absolvido. Nem é necessário para o crente esperar até o último dia para experimentar um pouco da vida da ressurreição: o crente tem a vida eterna e passou da morte para a vida (cf. Colossenses 1.13). Essa é talvez a mais forte afirmação no quarto evangelho da escatologia inaugurada. Todavia, isso não significa que o evangelista adotou o erro de Himeneu e Fileto (2 Timóteo 2.17, 18), que afirmavam que a ressurreição já havia acontecido. Os versículos seguintes (especialmente os v.28,29) demonstram que João ainda antecipa uma ressurreição final. Mas a ênfase sobre a escatologia realizada é tipicamente joanina.

31) Romanos 6.8, 9 – O crente já morreu com Cristo (2 Timóteo 2.11).

32) 1 Pedro 1.3, 4 – O crente foi regenerado para uma viva esperança.

33) 1 Pedro 1.23 – O crente foi regenerado pela Palavra de Deus.

34) 1 João 3.9 – O crente foi regenerado pelo Espirito Santo (João 3.5; Tito 3.5).

35) João 6.37 – 40 – O crente jamais será lançado fora.

36) João 6.47 – O crente já possui a vida eterna (1 João 5.11 – 13; 1 Timóteo 6.12).

37) João 10:28 – O crente não pode ser arrancado da mão do Filho.

Cristo oferecia a vida eterna como um presente (10.28). Ao dizer que jamais perecerão se pertencessem ao seu rebanho, Jesus usou a mais forte expressão conhecida na língua. Essa certeza era possível porque a vida oferecida fundamentava-se no Seu dom (Romanos 11.29) e não em consecuções (execuções, conquistas, realizações, obtenção, ou conseguimentos) humanas. Suas ovelhas também estavam a salvo de influências estranhas – ninguém as arrebatará da minha mão. As ovelhas pertenciam a Cristo porque eram presentes do Pai para Ele (10.29). Naturalmente o Pai tinha interesse na sua preservação. Considerando que Ele é supremo – maior do que tudo – não se pode imaginar que algum poder seja capaz de arrancá-las de Sua protetora mão (Romanos 8.38, 39). A conclusão do assunto é que nenhuma separação pode ser feita entre o Pai e o Filho. Eles são mais do que colaboradores, são um na essência (a palavra um não está no masculino – um indivíduo – mas no neutro, um ser).

38) João 10.29 – O crente não pode ser arrancado da mão do Pai.

39) Lucas 15.3–10 – Há alegria no céu por um pecador (ovelha perdida resgatada pelo poder de Jesus, transmitido pelo Evangelho) que se arrepende.

40) João 10.27 – O crente é conhecido do Senhor (João 10.14; 2 Timóteo 2.19; 1 Coríntios 8.3; Gálatas 4.9; Mateus 7.21 – 23).

O que, então, poderia explicar a obtusidade (a insensibilidade e a estupidez) de tantos ouvintes? É que eles não pertencem às ovelhas de Jesus! Não é só que suas próprias ovelhas ouçam a sua voz, que Ele as conheça e que elas o sigam (afirmações dos v.1 – 18 e repetidas aqui), mas que aqueles que não são suas ovelhas não ouvem sua voz, que Ele não as conhece, e que, portanto, eles não o seguem. Nem Jesus nem João querem reduzir a responsabilidade moral dos oponentes de forma alguma. O fato de não serem ovelhas de Jesus não os desculpa, isso os condena. A afirmação de predestinacionismo (Eleição e Predestinação – Calvinismo) garante que mesmo sua incredulidade massiva não é uma surpresa, ela deve ser esperada, e cai sob a cobertura da soberania de Deus (6.44; 12.37). Deus salvará os que foram predestinados para salvação. (cf. Efésios 1.4 – 23).

 

80 razões porque o cristão não pode perder a salvação (1/4)

80 razões porque o cristão não pode perder a salvação (3/4)

80 razões porque o cristão não pode perder a salvação (4/4)

 

Autor: Plínio Sousa

Divulgação: Reformados 21

 

Plinio Sousa
Plinio Sousa

Soteropolitano. Fundador do Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE. Atuo como Diretor e Professor do mesmo. Pastor Reformado, Bacharel em Teologia, Mestre em Teologia do Novo Testamento. Psicólogo Cristão, Juiz de Paz Eclesiástico, Capelão Cristão, Missionário, Palestrante e Escritor.