O Mundo e o Diabo como Tentadores

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O mundo

O mundo instiga tanto convertidos como não convertidos a cometerem pecado. Ele coloca diante deles todos os tipos de entretenimento, na esperança de se beneficiarem de alguma forma, bem como amizade, amor, apreço e fama. Se isso não lograr êxito, ele irá ameaçar com o mal, infortúnio, opróbrio, perseguição, etc.

Ainda que uma pessoa mundana tente outra pessoa mundana ao pecado, a igreja em geral, e cada crente individualmente, é o seu foco principal. Os últimos são como ovelhas entre os lobos. Portanto, eles não devem confiar em ninguém, mas devem estar sempre vigilantes quando estiverem entre as pessoas do mundo.

O Senhor Jesus predisse que não temos que esperar nada do mundo, senão o mal das pessoas mundanas. No mundo tereis aflições (Jo 16.33). O Senhor Jesus também ensina que devemos estar em guarda com os homens (Mt 10.17). Ademais, lemos ainda:

Prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza (2Pe 3.17).

Para finalizar, o Senhor Jesus aduziu este precioso conselho:

Eis que vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas (Mt 10.16).

 

O diabo

Satanás também tenta o homem. Os não convertidos estão em seu poder. O diabo governa sobre eles, que são prisioneiros de sua vontade. Ele exerce todo o seu poder para fazer com que os crentes venham a cair em tentações. Outrossim, ele leva o nome de tentador (Mt 4.3), inimigo (Mt 13.39), adversário (1 Pe 5.8 ) e diabo (Tg 4.7). Destarte, suas tentações mais sutis são referidas como ciladas (Ef 6.11).

Ele procura descobrir aonde o crente é vulnerável; e, baseado nisso, apresenta suas tentações. Não seria razoável ele fomentar suas tentações com todos, uma vez que não seria muito eficaz. Ele conhece a estrutura do homem, bem como a sua vulnerabilidade; ele sabe qual é o pecado mais suscetível de ser cometido, sabe as circunstâncias e a ocasião em que iremos cometê-lo. Juntamente com isso, ele lança pensamentos e imagens em nossa mente, na tentativa de nos fazer cogitar tais pensamentos, estimulando nossos desejos pecaminosos através destas reflexões.

No momento oportuno, ele irá criar situações que sabe que temos caído frequentemente. Então, quando a alma estiver desesperada, prestes a ruir em pecado, ele tentará seduzi-la para um próximo pecado. Ele sabe como disfarçar bem o pecado de maneira sutil, apresentando-o de maneira tão desejável que a nossa vontade é completamente excitada. No início, o pecado estimula o homem, instando-o de tal modo para que não tenha tempo de direcionar um pensamento sequer com respeito a Deus. Uma vez que o pecado foi cometido, ele tenta levar a pessoa ao desespero, ao sugerir:

“Uma vida assim não pode coexistir com a graça. Você não é nascido de novo. Você não tem a fé verdadeira. Não há graça para você. Seu pecado é muito grande. Você deve ter cometido o pecado contra o Espírito Santo. Após isso, ele vai aterrorizá-lo de várias maneiras”.

Contudo, nós temos que saber isto: o diabo não pode coagir o homem a pecar. Tudo o que ele pode fazer é imbuir, seduzir, criar situações. Logo, o próprio homem é responsável pelos pecados que comete, não podendo, assim, culpar o diabo. Ademais, nem sempre o diabo é o tentador; antes, é o próprio homem que geralmente inicia o pecado.

 

 

Autor: Wilhelmus à Brakel

Trecho extraído de The Christian’s Reasonable Service, volume 3, pág 576-578.

Tradução: Leonardo Dâmaso

Divulgação: Reformados 21

 

 

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