O Pluralismo do Pós-Modernismo (2/3)

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  1. As Pressuposições Gerais do Pluralismo Pós-Modernista

O pluralismo tem várias grandes pressuposições que controlam todo um conjunto de ideias inclusivistas:

a. O Abandono da Arrogância Cultural e Teológica

A primeira grande pressuposição é que, segundo a abordagem pluralista, todas as religiões têm que abandonar a sua arrogância teológica. Nenhum grupo religioso pode jactar-se de ser superior ao outro em termos de verdade, porque a religião está associada à cultura. E não existe uma cultura superior à outra. Todas são igualmente boas.

Segundo posso perceber, o cristianismo é altamente relevante na sociedade contemporânea, não para levantar novamente a bandeira do intelectualismo, mas para mostrar a racionalidade da fé cristã, para trazer de volta os fundamentos da sociedade e da moralidade, e para responder a questões que só o cristianismo pode responder. Contudo, convicções como a minha têm sido continuamente questionadas hoje. Num contexto pluralista em que vivemos, ninguém pode dizer uma coisa dessas da sua própria religião. Tudo é relativizado. A crença básica do pluralismo está expressa nestas palavras de McGrath:

Todos os sistemas de crença devem ser considerados como igualmente plausíveis. Alguma coisa é verdadeira se ela é verdadeira para mim. O cristianismo tem se tornado aceitável porque é crido ser verdadeiro por alguns, não porque ele é verdadeiro.20

A grande dificuldade que a fé cristã enfrenta é na área da apologética, que é o departamento da teologia que reivindica a verdade do cristianismo. O cristianismo certamente reconhece que é a única religião verdadeira, pois crê numa religião revelada pelo único Deus. Mas num mundo de pós-modernismo, não há lugar para a apologética. McGrath faz algumas observações cruciais:

Como podem as reivindicações de verdade do cristianismo ser tomadas seriamente, quando há muitas alternativas rivais e quando a “verdade” em si mesma tem se tornado uma noção esvaziada? Ninguém pode reivindicar a posse da verdade. É tudo uma questão de perspectiva. Todas as reivindicações da verdade são igualmente válidas. Não há nenhum ponto de vantagem privilegiado que permita alguém decidir o que é certo e o que é errado.21

Segundo o princípio pluralista, a fé cristã tem que se contentar em ser apenas mais uma entre as muitas alternativas religiosas neste mundo pós-modernista. A fé cristã não pode jactar-se de ser a única detentora da verdade. O orgulho teológico do cristianismo deve ser combatido.

b. A Ausência da Verdade Absoluta

A segunda grande pressuposição do pluralismo religioso é a ausência da verdade absoluta. Não existe a verdade, mas verdades. A verdade é alguma coisa subjetiva, na mente de quem interpreta um texto, mas não no texto propriamente. A verdade está na forma como eu a vejo, mas não objetivamente. O que é verdade para mim pode não ser verdade para outra pessoa. Por essa razão, ninguém pode reivindicar estar com a verdade objetivamente. Ela não está em nenhum lugar que não seja na mente do indivíduo. O pós-modernismo tem sido caracterizado por “uma aversão endêmica pelas questões da verdade.”22

A verdade pode estar em dois sistemas políticos e econômicos totalmente opostos. Algumas pessoas podem aceitar a democracia e outros o totalitarismo. Ambos podem estar com a verdade porque a verdade é reconhecida quando ela é aceita por um grupo, mas não existe verdade absoluta ou objetiva. O fato é que estamos convivendo nesta nossa geração com “verdades” antitéticas; convivendo com concepções opostas igualmente “verdadeiras.”

Assim, na concepção pluralista, nenhuma religião, inclusive o cristianismo, é a depositária da verdade. Não existe a ideia de definição: este versus aquele. Não deve haver, em hipótese alguma, a definição de estar num lado ou no outro, como se somente um dos lados estivesse com a verdade. A verdade está com todas as religiões, e não é propriedade de uma só. Há uma relativização histórica das verdades do cristianismo.

Para os pluralistas, são altamente criticáveis aqueles que postulam um só padrão de verdade. Todos aqueles que se insurgem contra a crença pós-modernista de que “não há absolutos” ficam fora dos cânones da tolerância. O erro dos cristãos, por exemplo, segundo os pós-modernistas neste mundo pluralista, é crer na verdade absoluta.

c. A Autoridade da Experiência Religiosa

A terceira grande pressuposição embutida no pluralismo pós-modernista é a de que a experiência religiosa de todas as tradições deve ser fonte de autoridade.

O pós-modernismo tem sido caracterizado pela ausência da verdade objetiva, como já foi mencionado acima, e isto leva a um paradigma altamente subjetivo. O pós-modernista Steven Connor, diz que “desde a música ao turismo, à TV e mesmo à educação, todas estas coisas são imperativos da propaganda, e que o consumidor não quer mais aquilo que é bom, mas ele quer experiências.”23  Essa força da experiência como algo de suprema importância tem atravessado as barreiras do mundo chamado “secular.” Ela tem entrado no terreno da teologia prática. Muitos segmentos do cristianismo pós-moderno têm mudado o paradigma básico da busca da verdade objetiva da Palavra de Deus para a “verdade” da experiência. Se o paradigma da verdade de Deus não é levado em conta, e aceitamos o paradigma da experiência, não poderemos negar as experiências de outros grupos religiosos não cristãos como válidas e como fonte autoritativa.

O cristianismo moderno tem enfatizado a experiência com Cristo Jesus como base de sua fé. Se a experiência dos cristãos é fundamento para a sua fé, não se pode negar às outras tradições o mesmo critério. Uma das coisas mais profundas nas religiões não cristãs é a experiência religiosa como um fenômeno indiscutível. As experiências de outras religiões também deveria ser permitido o mesmo status pelos pluralistas cristãos, para poderem ser coerentes. Muitíssimos religiosos muçulmanos e budistas têm reivindicado experiências salvadoras, confortadoras e que lhes têm trazido paz, e estas experiências deveriam ser levadas em conta pelos “experiencialistas” evangélicos, ao mesmo nível das experiências cristãs.

O pluralismo pós-modernista apoia totalmente esta mega mudança nos círculos cristãos. O objetivo do pós-modernismo tem sido alcançado, porque essa mudança anula o princípio básico da verdade ensinada objetivamente.

d. A Presença de uma Nova Teoria Missiológica

A quarta grande pressuposição do pluralismo religioso é a necessidade de uma nova forma de “missão.”

A missiologia do pluralismo rompe totalmente com o conceito missiológico vigente, até então, dentro da esfera do cristianismo. Ninguém pode tentar convencer outras pessoas a se tornarem cristãs, porque o caminho para a salvação pode ser encontrado dentro de todas elas. Os missiólogos do pluralismo parecem aceitar a tese de Ghandi, que disse:

Na esfera da política, do social e da economia, podemos estar suficientemente certos de converter pessoas, mas no reino da religião não há certeza suficiente de se converter ninguém e, portanto, não pode haver conversão nas religiões.24

A ênfase não é mais à obra perdoadora singular de Jesus Cristo, porque temos que respeitar as tradições religiosas em nossa obra missionária, sem tocar nos pontos onde diferimos. Todas as tradições religiosas culturais têm os seus valores salvíficos. Portanto, não há mais necessidade de conversões!

A nova forma missionária é uma espécie de colaboração internacional de um povo para com outro, na esfera social, econômica e educacional, mas sem interferir nos costumes, hábitos e moral dos povos onde se faz a obra missionária. Não se deve alterar as crenças dos povos. Esse pressuposição missiológica do pluralismo é, de certa forma, relacionada com a pressuposição que vem a seguir.

e. A Religião é determinada pelo lugar de nascimento

A quinta grande pressuposição do pluralismo religioso é que a religião de uma pessoa deverá ser a religião dominante do lugar onde ela nasceu. Em outras palavras, se alguém nasce em terras onde o islamismo prevalece, essa pessoa tem que ser muçulmana. Gavin D’Costa relaciona essa ideia com o que ele chama de “paroquialismo cultural.”25  É a cultura religiosa de um lugar que determina a religião dos que ali nascem. A consequência de se aceitar esse pressuposto é a noção de que a verdade é uma matéria simplesmente de nascimento.26  Essa pressuposição também esvazia o conceito de missão em terras estrangeiras ou transculturais.

  1. Os Perigos do Pluralismo Pós-Modernista

a. Perigo da Inconsistência de Princípios

A tentativa dos pós-modernistas é de desmantelar todos os sistemas construídos anteriormente. Todos os paradigmas do passado têm que ser destruídos. Aquilo que era central tem que ir para a periferia e as coisas periféricas do passado têm que estar no centro. No pós-modernismo as minorias têm tido a prioridade. Agora é o tempo dos direitos de todos os marginalizados pelo pré-modernismo teológico e ético. Agora é a vez daqueles que têm sido vítimas da opressão, isto é, os terceiro-mundistas, os negros, os “gays,” as feministas, etc. Agora é a vez deles mostrarem o seu poder, que até agora esteve nas mãos daqueles que controlaram a ética e a moral. Em outras palavras, os cristãos da ortodoxia estão sendo questionados na sua verdade. Agora, outras “verdades” do “cristianismo marginalizado” anteriormente (oprimidos, negros, mulheres e outras minorias) estão aparecendo.

As coisas que os pós-modernistas criticam no pré-modernismo e no modernismo eles acabam fazendo. Aqueles que construíram a sociedade ocidental, são chamados de “Eurocentristas.” A civilização ocidental está sendo destroçada pelos pós-modernistas. Mas o que eles estão construindo? Agora, a atenção é para um “Afrocentrismo,” que tem exaltado a África como sendo o pináculo da civilização.27 Se o Eurocentrismo é condenável, o Afrocentrismo, também. A fim de descrever a inconsistência crítica do pós-modernismo, uso aqui um linguajar mais popular: É como desvestir um santo para vestir outro, ou sair do mato para entrar na capoeira. Acabam fazendo aquilo que criticam.

A mesma inconsistência ocorre na teologia. O feminismo tem lutado contra a sociedade masculinamente orientada, e a tem substituído por uma sociedade feministicamente orientada. As religiões patriarcais como judaísmo e cristianismo têm sido questionadas, e a tendência é substitui-las por religiões matriarcais. Ao invés de adorarem Ele, estão adorando Ela. Não é Deus, mas deusa. Se o sistema patriarcal é errôneo, porque o matriarcal seria certo? É apenas uma troca de poder, nada mais.

Dá para perceber que não é simplesmente a verdade que está em jogo, mas também o poder. Esses novos modelos apenas dão poder aos que foram marginalizados pelo sistema anterior. Os pós-modernistas acabam tropeçando naquilo que criticam.

b. Perigo da Inconsistência Teológica

Há muitos pastores evangélicos que não estão percebendo o grande perigo da inconsistência teológica, que é produto direto do pluralismo em que vivemos. Como não podemos dizer que existe uma verdade absoluta, temos que conviver com várias “verdades” na mesma comunidade. Cada um se adapta àquela que lhe convém. Não é difícil encontrar pastores e membros de igrejas em geral que aceitam princípios contraditórios em sua teologia. Eu já encontrei pessoas que afirmavam crer na inerrância da Escritura, em algumas doutrinas eminentemente reformadas e, ao mesmo tempo, tinham simpatia pela doutrina da reencarnação. Pessoas assim não conseguem perceber a inconsistência desse tipo de crença.

Não é difícil encontrar pastores que ensinam a doutrina calvinista em suas igrejas e, ao mesmo tempo, ensinam ou não fazem nenhuma objeção que se ensine nas mesmas igrejas os princípios do arminianismo. Eles não veem nenhum problema com isso. É uma inconsistência produzida pelo pluralismo vigente em nossos dias. Não existe uma verdade absoluta. Tudo pode ser relativizado. Na presente geração de pastores, muitos não possuem solidez e consistência teológica.

Alguns pastores mostram essa mesma inconsistência inclusive nas suas crenças cúlticas. Eu conheço pastores que, para satisfazer os mais variados gostos, dirigem cultos em horários diferentes com os mais diversos sabores para as diferentes faixas etárias e teológicas. Eles são os protagonistas das duas posições extremadas, sem que isso os perturbe. Eles dirigem ambos os cultos com a mesma naturalidade. Amoldam-se aos mais variados gostos teológicos e cúlticos, sem ver qualquer inconsistência em seu comportamento. A minha finalidade não é condenar esta ou aquela forma, mas mostrar a inconsistência desses pastores. São capazes de fazer coisas diametralmente opostas sem qualquer noção de inconsistência.

Uma parte da nova geração de pastores que está sendo formada em muitos seminários vem sendo atacada pelo pós-modernismo, e ela não percebe isto. Esses ministros não conseguem mais pensar sistematicamente. Eles perderam a capacidade de ser consistentes nos seus pensamentos. Eles gostam da Bíblia, mas ao mesmo tempo são capazes de ter simpatia pelos pensamentos de Paulo Coelho.

Temos que evitar o perigo da inconsistência teológica. Temos que assumir a nossa identidade doutrinária com as devidas cores. Não podemos ser camaleões, assumindo a cor do ambiente onde estamos. Temos que lutar contra as inconsistências teológicas em nosso mundo pluralista.

c. Perigo da Inconsistência Ética

Esta é o resultado da primeira. Alguns pós-modernistas mais honestos conseguem perceber uma inconsistência ética no seu comportamento. É comum vermos pós-modernistas negando a verdade absoluta e, ao mesmo tempo, lutando pelos “direitos humanos” ou pelo estabelecimento da “justiça,” especialmente nos países do terceiro mundo.

Os pós-modernistas acabam caindo na inconsistência de aceitar verdades universais para resolver situações específicas. Eles aceitam regras gerais de coletividade ética, mas afirmam não existir padrão de verdades. No fundo, o ser humano não consegue negar as verdades fundamentais da vida, porque elas estão impressas em seu coração, mesmo naquele que ainda não é regenerado. Essa talvez seja uma explicação para a sua inconsistência ética.

d. Perigo do Pragmatismo

Quando os pós-modernistas se insurgem contra os modelos existentes, eles os derrubam e tentam construir outros, mesmo que inconsistentemente. Por que eles fazem assim? Seria simplesmente pelo poder que as classes anteriormente marginalizadas vem a possuir? Não. Um pesquisador pós-modernista muito conceituado reconheceu que o alvo da erudição pós-modernista é:

Não mais verdade, mas realização — não mais aquela pesquisa que conduz à descoberta de fatos verificáveis, mas aquela espécie de pesquisa que funciona melhor, onde o funcionamento melhor significa produzir mais… A universidade ou a instituição de ensino não pode, nestas circunstâncias, estar preocupada em transmitir conhecimento em si mesmo, mas ela deve estar presa sempre mais estreitamente ao princípio da realização — de forma que a questão levantada pelo professor, pelo estudante ou pelo governo, não deva ser mais esta: Isto é verdadeiro?, mas Funciona? ou Qual é o proveito disso?28

Enquanto que nas academias do pré-modernismo e do modernismo buscou-se a verdade objetiva através da pesquisa, nas academias do pós-modernismo procura-se “o que funciona.” Enquanto o mundo acadêmico tradicional primava pela busca da verdade através da pesquisa, a academia pós-modernista procura fazer o que é politicamente correto, não se importando se o politicamente correto tem a ver com a verdade.

Este pragmatismo do pós-modernismo ensinado nas universidades é refletido nas questões teológicas e práticas da Igreja. As pessoas não estão preocupadas com a verdade na Igreja, mas se os resultados aparecem; muitos ministros têm sacrificado a verdade em nome da performance, em benefício dos resultados. Funciona? Então, o método é aplicado.

O pragmatismo vem estreitamente ligado à experiência que funciona. O perigo do pragmatismo é que a experiência funciona para os outros também. Geralmente, em jantares de homens de negócios ou em chás promovidos por mulheres cristãs, sempre alguém é convidado para testificar de como Jesus funciona para nós e como tem sido muito gostoso ter uma experiência com Jesus. A testemunha diz: “Jesus foi uma experiência muito boa para mim. Funcionou para mim.” Uma pessoa não cristã presente no auditório, pode perfeitamente afirmar: “As experiências da Nova Era para mim foram extraordinárias. Funcionaram para mim.” Quando isto acontece, ninguém poderá contestar, porque o paradigma é a experiência que funciona. Nenhum cristão pode convencer alguém de que a experiência com Cristo é melhor do que a da Nova Era, ou de outra religião qualquer. É esse perigo que podemos enfrentar quando revertemos o paradigma do conhecimento da verdade objetivamente revelada para o da experiência que funciona. Se você tentar explicar que a sua experiência que funciona está baseada na Bíblia, as pessoas retrucarão que não creem num paradigma objetivo. Este é o grande perigo que o pós-modernismo traz.

A igreja que evangeliza deve ter os olhos abertos para esse perigo. Os que testificam de Cristo têm que encontrar um ponto comum de referência, a fim de que as pessoas de mentalidade pós-modernista possam ouvi-lo. É muito difícil testificar para pessoas que creem que a verdade é relativa, pois o que funciona para uns, não funciona para outros e vice-versa.

Um outro grande perigo do pragmatismo é que ele só vê os resultados. É uma espécie de marketing cristão. Neste barco, muitos ministros e igrejas cristãs têm entrado. Por essa razão, o planejamento deles é o de resultados, não o de trabalho. Esse é um perigo do pós-modernismo para o qual precisamos estar atentos. Na perspectiva cristã, a primeira coisa a ser levantada é a verdade, é o parâmetro objetivo. Depois, os resultados aparecem. E os resultados não têm muito a ver conosco, mas com a obra do Espírito. Deus mandou que trabalhássemos plantando, regando e colhendo, mas o fruto do crescimento vem dele.29

e. Perigo do “Sentimentismo”

A mudança do modernismo para o pós-modernismo trouxe uma mudança de ênfase na faculdade da alma que controla o ser humano. No modernismo, houve grande ênfase na supremacia da razão. Aliás, em vários períodos da história humana, houve uma oscilação do pêndulo entre a razão e a vontade como elementos dominantes na personalidade humana. Curiosamente, neste período pós-modernista, a ênfase tem caído no sentimento. Como a razão foi a medida de todas as coisas no modernismo, o sentimento tem sido a medida neste nosso tempo pós-moderno. O sentimento das pessoas tem sido o parâmetro para as resoluções a serem tomadas. Não há mais a ênfase no juízo da razão. O “sentir” é a força que tem impulsionado a tomada de decisões na vida.

Com o abandono das verdades absolutas, não há parâmetros objetivos a serem seguidos. Contudo, o ser humano tem sempre que possuir um paradigma, porque ele é dependente de algo a que seguir. O parâmetro passa a ser o sentimento. Daí começou a surgir a teologia do “sentir-se bem.” Então, oferece-se aquilo com que as pessoas sentem-se bem e gostam. Este espírito é evidenciado na frase comum ouvida de muitas pessoas: “Eu não gostei daquele tipo de culto,” ou “eu não me senti bem naquela igreja.” As pessoas são governadas pelo “sentir” antes do que pela orientação de uma verdade objetiva. Este sentimentismo gera outro perigo: o do consumismo teológico e litúrgico.

 

O Pluralismo do Pós-Modernismo (1/2)

O Pluralismo do Pós-Modernismo (3/3)

 

NOTAS:

  1. McGrath, “The Challenge of Pluralism,” 366.
  2. Ibid., 365.
  3. Ibid., 366.
  4. Steven Connor, Postmodernist Culture: An Introduction to Theories of the Contemporary (Oxford: Basil Blackwell, 1989) 154 (citado por Veith, Postmodern Times, 58).
  5. Citado em H. A. Evan Hopkins, “Christianity — Supreme and Unique,” em H. A. Evan Hopkins, ed., The Inadequacy of Non-Christian Religion: A Symposium (London: Inter-Varsity Fellowship of Evangelical Unions, 1944) 67.
  6. Gavin D’Costa, “The Pluralism Paradigm in the Christian Theology of Religions,” em Scottish Journal of Theology, 39 (1986) 220.
  7. Ibid.
  8. Veith, Postmodern Times, 57.
  9. Connor, Postmodernist Culture, 32-33 (grifos meus).
  10. Ver o penetrante artigo de F. Solano Portela sobre a influência do pragmatismo no moderno movimento de crescimento de igrejas, intitulado “Planejando os Rumos da Igreja: Pontos Positivos e Crítica de Posições Contemporâneas,” em Fides Reformata 1/2 (1996) 79-98.

 

Autor: Heber Carlos de Campos

Fonte: Mackenzie

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