A letra mata, mas o Espirito vivifica?

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O titulo da postagem alude a mais um velho jargão, aplicado indevidamente nos púlpitos das congregações, por alguns lideres e membros de ministério, que sem quaisquer base e contexto bíblico, empregam-na com o objetivo de verberar contra aqueles que prezam pelas Sagradas Escrituras, estudando-na de forma sistemática e diligente, para aprender do Senhor a sua vontade registrada na Bíblia Sagrada, a fim de manejar bem a Palavra da verdade, não tendo do que se envergonhar. (2 Timóteo 2.15)

Como certa vez afirmou Augustus Nicodemus Lopes:

Quem usa “a letra mata mas o Espírito vivifica” para condenar os teólogos de gabinete, esquece que foram alguns deles que ralaram atrás dos livros e gramáticas para que estes desavisados pudessem entender το γαρ γραμμα αποκτεννει, το δε πνευμα ζωοποιει.

É preciso ler o contexto de 2 Corintios 3.6 para entender esta expressão usada por Paulo.

No seu contexto, esta linha de 2 Coríntios 3.6 expressa um contraste importante entre a impropriedade do sistema do Velho Testamento e a suficiência de Cristo para nos salvar do pecado. A “letra” representa o “ministério da morte, gravado com letras em pedras” que foi dado aos israelitas através de Moisés (3.7). O “Espírito” representa a nova aliança de Cristo, revelada através do Espírito Santo e escrita em nossos corações (3.3-4,6,8).

A letra que mata era justamento isto: a antiga aliança, o código penal mosaico utilizado pela nação de Israel, durante o advento da Lei.

A passagem em questão nada tem haver com o estudo Bíblico e a Teologia.

Quem procede desta forma, ou seja, utilizando a expressão a letra mata, mas o espirito vivifica,a fim de justificar algum ensino doutrinário humano e antibíblico, ou para verberar contra os servos de Deus que anseiam por sua Palavra, estudando-a diligentemente, meditando nela dia e noite (Josué 1.8), demostra total negligência para com as coisas de Deus e apresenta uma bela desculpa para não estudar as Escrituras e assim crescer na graça e no conhecimento de Deus. (2 Pedro 3.18)

Muitos religiosos e “igrejólatras” de plantão que estão presos a dogmas e costumes doutrinários, de fato, matam verdadeiramente as pessoas, quando usam a palavra de Deus, para condenar aqueles que outrora caíram em pecado, privando-a de toda a esperança de perdão e salvação que Cristo concede, e que poderia conduzir o filho arrependido de volta à casa do Pai.

Conforme pontuou muito bem o nobre irmão Alceu Figueiredo, quando argumentou que os tais que assim procedem fazem:

sem perceber que o Espírito com que ela foi escrita (a Bíblia Sagrada), apontava a necessidade de um Salvador, que é Cristo, o Senhor.

Portanto, leia a Bíblia, medite na Bíblia, estude a Bíblia, pois:

Este livro afastará você do pecado, ou o pecado afastara você deste livro. (Dwight L. Moody, 1837 – 1899)

 

 

Autor: Douglas Pereira da Silva

Fonte: Teologando

Reformados 21
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