A pessoa na sua totalidade (2/2)

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TERMOS DO ANTIGO TESTAMENTO

Começamos com a palavra hebraica nephesh, geralmente traduzida como “alma”. O léxico hebraico de Brown, Driver e Briggs25 traz dez significados para essa palavra, dos quais são importantes para o nosso propósito os que seguem: “a existência interior do homem”, “o ser vivo” (empregado igual­mente para homens e animais),26 “o próprio homem” (frequentemente usado como um pronome pessoal: eu mesmo, ele mesmo, etc.; nesse sentido pode significar o homem como um todo), “sede dos apetites”, “sede das emoções”. O termo pode, algumas vezes, se referir a uma pessoa falecida, com ou sem meth (“morta”). Diz-se até mesmo que a nephesh morre.

Está claro, portanto, que a palavra nephesh pode significar a pessoa inteira. Edmond Jacob diz o seguinte: “Nephesh é o termo comum para a natureza indivisa do homem, para o que ele é e não apenas para o que tem… Por conseguinte, a melhor tradução em muitos casos é pessoa”.27

A próxima palavra hebraica é ruach, geralmente traduzida por “espírito”. O significado semântico desse termo é “ar em movimento”; e é frequentemente empregado para descrever o vento. O Brown-Driver-Briggs lista nove significados, incluindo os seguintes: “espírito”, “animação”, “disposição”, “fôlego dos seres vivos, que respiram, presente na carne de ho­mens e animais” (somente um exemplo desse último: Ec 3.21), “sede das emoções”, “órgão dos atos mentais”, “órgão da vontade”. O significado de ruach, portanto, sobrepõe-se ao de nephesh. W. D. Stacey diz:

Quando se faz referência ao homem em sua relação com Deus, ruach é o termo que, mais provavelmente, será usado…, mas quando se faz referência ao homem em rela­ção a outros homens, ou o homem vivendo a vida comum dos homens, então nephesh é mais provável, se um termo psíquico é exigido. Tanto um como outro caso envolve o homem todo.28

Segue-se, portanto, que não se deve considerar ruach como um aspecto separado do homem, mas como a pessoa toda vista de uma determinada perspectiva.

Olhamos a seguir para as palavras do Antigo Testamento geralmente traduzidas como “coração”: lebh e lebhabh. Brown-Driver-Briggs dá dez significados para estas duas palavras, dentre os quais, os seguintes: “o homem interior ou a alma”, “mente”, “resoluções da vontade”, “consciência”, “caráter moral”, “o próprio homem”, “a sede dos apetites”, “a sede das emoções”, “a sede da coragem”. F. H. Von Meyenfeldt, em seu estudo definitivo do termo, conclui que lebh ou lebhabh representa de modo geral a pessoa toda e tem um significado predominantemente religioso.29

O termo coração é empregado no Antigo Testamento não só para des­crever a sede do pensamento, do sentimento e da vontade; é também a sede do pecado (Gn 6.5; Sl 95.8, 10; Jr 17.9), a sede da renovação espiritual (Dt 30.6; Sl 51.10; Jr 31.33; Ez 36.26), e a sede da fé (Sl 28.7; 112.7; Pv 3.5).

Mais do que qualquer outro termo do Antigo Testamento, a palavra coração significa o homem no centro mais secreto de sua existência, e como ele é nas profundezas do seu ser. Herman Dooyeweerd, o filósofo holandês, descobriu que, na Escritura, coração é “a origem religiosa da existência in­teira do homem”;30 a filosofia por ele elaborada enfatiza que o coração é o centro e a fonte de toda atividade religiosa, filosófica e moral do homem. Ray Anderson chama o coração de “o centro da personalidade subjetiva”; e é “a unidade do corpo e da alma em sua ordem verdadeira, é a pessoa”.31

Todos os três termos do Antigo Testamento examinados até aqui, por­tanto, descrevem o homem em sua unidade e totalidade, embora vendo-o de perspectivas ligeiramente diferentes. H. Wheeler Robinson  comenta: “Não é possível fazer uma diferenciação exata dos campos de ação defini­dos por coração, nephesh e ruach, pela simples razão de que nunca se fez uma diferenciação precisa assim”.32

Vemos, agora, a próxima palavra, basar, que é geralmente traduzida por “carne”. Brown-Driver-Briggs lista seis significados, incluindo os se­guintes: “carne” (o corpo), “parentes consanguíneos”, “homem, em con­traposição a Deus”, “raça humana”. N. P. Bratsiotis diz que basar é mais frequentemente usado no Antigo Testamento para “o aspecto exterior e carnal  da natureza  humana”.33  Ele diz ainda que, mesmo quando basar significa o aspecto exterior do homem, em distinção a nephesh como o aspecto interior, jamais devemos interpretar essas palavras no sentido de um dualismo entre alma e corpo no sentido platônico.

Ao contrário, basar e nephesh devem ser entendidos como aspectos diferentes da existência do homem como uma entidade dual. É precisamente esta totalidade antropológica enfática que é determinante para a natureza dual do ser humano. Ela exclui qual­quer noção de uma dicotomia entre basar e nephesh como irreconciliavelmente opostas uma à outra, e revela o mútuo relacionamento psicossomático vital entre elas.34

A palavra basar é frequentemente usada para descrever o homem em sua fraqueza. H. W. Wolff observa que frequentemente basar descreve a vida humana como débil e fraca, indicando Jeremias 17.5 como exemplo desse emprego do termo: “Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço”.35

Algumas vezes, basar pode denotar a pessoa inteira, não apenas o aspecto físico.36 Mas pode também aparecer com nephesh referindo-se ao homem todo. Clarence B. Bass, comentando as palavras do Antigo Testamento para “corpo”, afirma:

Corpo e alma são usados quase que intercambiavelmente; alma para indicar o homem como um ser vivo, e corpo (carne) para defini-lo como uma criatura corporalmente visível. Essa unidade de corpo e alma [tem] conduzido alguns escritores a concluir que o Antigo  Testamento carece de uma ideia do corpo físico como uma entidade discreta. Mais propriamente, contudo, o Antigo Testamento vê o corpo e a alma como coordenadas que se interpenetram em funções para formar um único todo.37

Portanto, basar é frequentemente usado no Antigo Testamento também para denotar a pessoa toda, embora com ênfase no lado exterior.

Assim, o mundo conceitual do Antigo Testamento exclui completa­mente qualquer tipo de dicotomia ou dualismo segundo que o homem seria formado de duas substâncias distintas. Como H. Wheeler Robinson diz, “a ênfase final deve recair sobre o fato de que os quatro termos [nephesh, ruach, lebh e basar] simplesmente apresentam aspectos diferentes da unidade da personalidade”.38

PALAVRAS DO NOVO TESTAMENTO

A primeira palavra do Novo Testamento que examinaremos é psyche, equivalente grega para nephesh, na maioria das vezes traduzida como “alma”. O léxico do Novo Testamento Grego de Arndt Gingrich lista um número de significados para esta palavra, dentre os quais estes: “princípio de vida”, “a vida terrena”, “sede da vida interior do homem” (abrangendo sentimentos e emoções), “a sede e o centro da vida que transcende o que é terreno”, “o que tem vida: uma criatura viva” (no plural, pessoas).39

Eduard Schweizer afirma que psyche é um termo muito usado nos Evan­gelhos para descrever o homem todo,40 para representar a vida verdadeira em distinção à vida meramente física,41 e para indicar a existência dada por Deus que sobrevive à morte.42 Paulo, diz ainda Schweizer, usa psyche quando se refere à vida natural e à vida verdadeira; usa, muitas vezes, a palavra para descrever a pessoa.43 No Livro do Apocalipse, psyche pode ser usada para denotar a vida após a morte (como em 6.9).44 Está claro, portanto, que psyche, como nephesh, frequentemente significa a pessoa toda.

Voltamo-nos, agora, para a palavra pneuma, o equivalente neotestamentário a ruach que, quando se refere ao homem, é geralmente traduzido como “espírito”. O léxico de Arndt Gingrich  dá oito significados, dentre os quais os seguintes: “o espírito como parte da personalidade  humana”, “o eu ou ego de uma pessoa”, “uma disposição ou estado de mente”. Schweizer diz que Paulo usa pneuma para as funções físicas do homem, que muitas vezes é análogo apsyche e que pode denotar o homem como um todo, com uma ênfase maior sobre sua natureza psíquica do que sobre a física.45

George Ladd, numa discussão da psicologia paulina, diz que, no pensamento de Paulo, o homem serve a Deus com o espírito e experimenta renovação no espírito. Paulo algumas vezes contrasta pneuma com o corpo como a dimensão interior em contraste com o exterior do homem (2Co 7.1; Rm 8.10). Pneuma pode descrever o autoconhecimento ou autoconsciência do homem (1 Co 2.11).46 W. D. Stacey argumenta que Paulo não vê o pneuma como algo que somente pessoas regeneradas têm: “Todos os homens têm pneuma desde o nascimento, mas o pneuma cristão, na comu­nhão com o Espírito de Deus, assume um novo caráter e uma nova dignidade” (Rm 8.10).47

É interessante observar que pneuma também pode indicar a vida após a morte. Como já vimos, Hebreus 12.23 descreve santos mortos como “os espíritos dos justos aperfeiçoados”; também Cristo (Lc 23.46) e Estevão (At 7.59), ao morrer, encomendaram seus espíritos a Deus o Pai ou a Deus o Filho, respectivamente. Também se afirma de Cristo que ele pregou aos “espíritos em prisão”, numa referência óbvia a pessoas falecidas (1 Pe 3.19).

Pneuma é, portanto, empregada em grande parte como sinônimo de psyche, sendo muitas vezes usadas indistintamente no Novo Testamento. Ladd faz, contudo, uma distinção entre elas: “Espírito é frequentemente usado em referência a Deus; alma nunca é usada dessa forma. Isso indica que pneuma representa o homem em seu aspecto de ser orientado para Deus, enquanto que psyche representa o homem em seu aspecto humano”.48 Em geral, estou de acordo, mas há exceções. Por exemplo, a psyche é descrita algumas vezes como louvando e magnificando o Senhor (Lc 1.46), e Tiago diz que a palavra implantada em nós é capaz de salvar as nossas almas (psychas, Tg 1.21). Pneuma, está claro, pode ser usado para designar a pessoa toda; assim como psyche, descreve um aspecto do homem em sua totalidade.

A próxima palavra que analisaremos é kardia, termo do Novo Testamento equivalente a lebh e lebhabh, traduzida geralmente como “coração”. Arndt Gingrich indica como o sentido principal da palavra o seguinte: “a sede da vida física, espiritual e mental”. Ele é também descrito como o centro e a fonte de toda a vida interior do homem, com seu pensamento, sentimento e volição. O coração também é descrito como o lugar da habitação do Espírito Santo.

Johannes Behm igualmente descreve o coração no Novo Testamento como o principal órgão da vida psíquica e espiritual, o lugar no ser humano no qual Deus dá testemunho de si mesmo. O coração é o centro da vida interior de uma pessoa: de seus sentimentos, entendimento e vontade. O coração significa todo o ser interior do homem, a sua parte mais secreta; indica o ego, a pessoa. Kardia é, acima de tudo, o centro, no homem, ao qual Deus se dirige, no qual a vida religiosa está arraigada e que determina a conduta moral.49

Já observamos acima que lebh, no Antigo Testamento, também é empregado para indicar o coração corno a sede do pecado, a sede da renovação espiritual e a sede da fé. Isso também é verdade de kardia. Além disso, podemos observar que outras virtudes cristãs são descritas corno kardia. O amor é associado com o coração em 2 Tessalonicenses 3.5 e 1 Pedro 1.22. A obediência é associada ao coração em Romanos 6.17 e em Colossen­ses 3.22. O perdão é associado ao coração em Mateus 18.35. O coração é associado à humildade em Mateus  11.29 e é descrito corno a sede da pureza em Mateus 5.8 e Tiago 4.8. A gratidão é associada ao coração em Colossenses 3.16 e lemos, em Filipenses 4.7, que a paz guarda o coração.

Em parte de sua Dogmatics em que trata de “O Homem como Alma e Corpo”, Karl Barth diz sobre o coração no Novo e no Antigo Testamentos:

Se somos fiéis aos textos bíblicos, devemos dizer que o coração é in nuce, o homem todo, ele mesmo, e, portanto, não somente o lugar de sua atividade, mas sua essência… Assim, o coração não é meramente uma, mas a realidade do homem, ao mesmo tempo inteiramente alma e inteiramente corpo.50

De maneira que aqui, de novo, vemos a ênfase bíblica na totalidade do homem. Kardia significa a pessoa toda em sua essência interior. No coração, determina-se a atitude básica do homem para com Deus, seja de fé ou de incredulidade, de obediência ou de rebelião.

Embora não tenha, estritamente falando, uma palavra para corpo, o Antigo Testamento emprega basar para descrever o aspecto físico do ho­mem, sua carne. No Novo Testamento, há duas palavras para corpo: sarx e soma. Arndt Gringrich lista oito significados para sarx, termo geralmente traduzido como “carne”; dentre outros significados, estão: “corpo”, “um ser humano”, “natureza humana”, “limitação física”, “o aspecto exterior da vida”, e “o instrumento condescendente do pecado” (particularmente nos escritos de Paulo).

Portanto, no Novo Testamento, sarx possui dois significados principais: (1) o aspecto exterior, físico da existência do homem – neste sentido, pode ser empregada para o homem corno um todo; e (2) carne como a tendência dentro do homem decaído para desobedecer a Deus em todas as áreas da vida.51 Neste segundo sentido, encontrado principalmente nas epístolas de Paulo, é preciso não restringir o sentido de sarx como se se referis­se apenas ao que geralmente chamamos de “pecados da carne” (pecados do corpo); ao contrário, temos de entendê-lo como referência aos pecados cometidos pela pessoa toda. Na lista das “obras da carne”, encontrada em Gálatas 5.19-21, apenas cinco dentre quinze são pecados do corpo; os demais são os que chamamos de “pecados do espírito” – corno ódio, discórdia, ciúme, etc.. De maneira que, mesmo quando a palavra sarks é usada no segundo sentido, ela abrange a pessoa toda e não apenas a uma parte dela.

Passamos, agora, ao termo soma, traduzido geralmente como “corpo”. Arndt-Gingrich dá cinco significados, dentre os quais, os seguintes: “o corpo vivo”, “o corpo da ressurreição”, e “a comunidade cristã ou igreja”. Clarence B. Bass, em um artigo sobre o corpo na Escritura, também relaciona cinco definições da palavra soma: “a pessoa inteira como uma entidade diante de Deus”, “a sede do espiritual no homem”, “o homem na qualidade de destinado à filiação no reino de Deus”, “o veículo para a ressurreição”, e “o lugar do teste espiritual em cujos termos o julgamento acontecerá”.52 Ele chega a seguinte conclusão:

Assim, é evidente que o corpo é empregado para representar a totalidade do homem, e milita contra qualquer ideia do conceito bíblico do homem como existindo à parte da manifestação corporal, exceto durante o estado intermediário [isto é, o estado entre a morte e a ressurreição].53

Podemos resumir nossa análise das palavras bíblicas usadas para descrever os vários aspectos do homem da seguinte forma: deve-se entender o homem como um ser unitário. Ele tem um aspecto físico e um aspecto mental ou espiritual, mas não devemos separar esses dois. Deve-se entender a pessoa humana como uma alma corporalizada ou um corpo “almatizado”.54 A pessoa humana deve ser vista em sua totalidade, não como um combinação de diferentes “partes”. Esse é o ensino claro tanto do Antigo como do Novo Testamento.55

UNIDADE PSICOSSOMÁTICA

Embora a Bíblia veja o homem como um todo, ela também reconhece que o ser humano tem dois aspectos: o físico e o não físico. Ele possui um corpo físico, mas ele é também uma personalidade. Ele tem uma mente com a qual pensa, mas tem também um cérebro que é parte do seu corpo, sem o qual não pode pensar. Quando as coisas não vão bem com ele, pode precisar de uma cirurgia, em alguns casos, ou de aconselhamento, em outros. O homem é uma pessoa que pode, contudo, ser vista por dois aspectos.

Como daremos, então, expressão a esse duplo aspecto [two-sidedness] do homem? Já observamos as dificuldades com relação ao termo dicoto­mia. Alguns a tem descrito como dualismo,56 enquanto outros preferem o termo dualidade, que faria mais justiça à unidade do homem. Berkouwer, por exemplo, explica que “a dualidade e o dualismo de forma nenhuma são idênticos, e uma referência a uma força dual na realidade cósmica não implica necessariamente em dualismo.”57 Do mesmo modo, Anderson diz que “temos de fazer uma distinção entre uma “dualidade” do ser no qual uma modalidade de diferenciação é constituída como uma unidade fundamental, e um  “dualismo” que opera contra essa unidade”.58

Minha preferência, contudo, é definir o homem como uma unidade psicossomática. A vantagem dessa expressão é que ela faz plena justiça aos dois aspectos do homem, ao mesmo tempo que enfatiza a unidade do homem.59

Podemos ilustrar verificando o relacionamento entre a mente e o cérebro. Reconhecendo que se deve entender o homem como uma unidade com muitos aspectos que constituem um todo indivisível, Donald M. MacKay faz estes comentários significativos a respeito da relação entre mente e cérebro:

Nós não precisamos imaginar a “mente” e o “cérebro” como duas espécies de “substâncias” interativas. Não precisamos conceber os eventos mentais e os eventos cerebrais como dois conjuntos distintos de eventos. Parece-me suficiente, ao invés disso, descrever os eventos mentais e seus eventos cerebrais correlatos como os aspectos “interiores” e “exteriores” de uma única sequência de eventos, que em sua plena natureza são mais ricos – há mais neles – do que pode ser expresso em uma só categoria, mental ou física.60

Nós estamos considerando ambos [minha experiência consciente e o funcionamento de meu cérebro] como dois aspectos igualmente reais de uma só unidade misteriosa. O observador externo vê um aspecto, o de um padrão físico de atividade cerebral. O próprio agente conhece um outro aspecto, o de sua experiência consciente. O que estamos dizendo é que esses aspectos são complementares.61

O homem, neste caso, existe em um estado de unidade psicossomática. Assim fomos criados, assim somos agora e assim seremos após a ressurreição do corpo. Pois redenção plena necessariamente inclui a redenção do corpo (Rm 8.23; 1 Co 15.12-57), visto que o homem não é completo sem o corpo. O futuro glorioso dos seres humanos em Cristo inclui igualmente a ressurreição do corpo e uma nova terra purificada, aperfeiçoada.62

 

A pessoa na sua totalidade (1/2)

 

NOTAS:

  1. Francis Brown, S. R. Driver e Charle Briggs, Hebrew and English Lexicon of the Old Testament (New York: Houghton Mifflin, 1907).
  2. Provavelmente o exemplo mais conhecido do uso dessa palavra em referência ao homem seja Gn 2.7 – “Então formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente ( nephesh chayyah)”.
  3. “Psyche”, TDNT, 9:620.
  4. The Pauline View of Man (London: Macmillan, 1956), p. 90.
  5. F. H. Von Meyenfeldt, Het Hart (Leb, Lebab) in het Oude Testament (Leiden: E. J. Brill, 1950), pp. 218-19.10  Wijsbegeerte der Wetsidee, vol.  1 (Amsterdam: H. J. Paris, 1935), p. 30.
  6. On Being Human, p. 211.
  7. The Christian Doctrine of Man (Edinburgh: T. & T. Clark, 1911), p. 26.

33 “Rasar”, em G. Johannes Botterweck e Helmer Ringgren (org.), Theological Dictionary of the Old Testament, trad. de John T. Willis, vol. 2, ed. rev. (Grand Rapids: Eerdmans, 1977), p. 325.

  1. Ibid., p. 326.
  2. Anthropologie des Alten Testaments (Munich: Chr. Kaiser, 1973), p. 55.
  3. F. B. Knutson, “Flesh”, JSBE, 2.314.
  4. “Corpo”, ibid., 1:528-29. Observe também o comentário de J. Pedersen: “Alma e corpo [na terminologia do Antigo Testamento] são tão intimamente unidos que não se consegue fazer distinção entre eles. Eles são mais do que ‘unidos’; o corpo é a alma em sua forma exterior” (Israel: lts Life and Culture, vol. 1 [London: Oxford University Press, 1926], p. 171).
  5. The Christian Doctrine of Man, p. 27.
  6. William F. Arndt e F. Wilbur Gingrich, A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature (Chicago: University of Chicago Press, 1957).

40.”Psyche”, TDNT, 9, p. 639.

  1. Ibid., p. 642.
  2. Ibid., p. 644.
  3. Ibid., p. 648.
  4. Ibid., p. 654.

45.”Pneuma”, TDNT, 6:435.

  1. Ladd, A Theology of the New Testament, pp. 461-63.
  2. The Pauline View of Man, p. 135.
  3. New Testament Theology, p. 459.
  4. “Kardia”, TDNT, 3, pp. 611-12.
  5. Church Dogmatics (Edinburgh: T. & T. Clark, 1960), IIl/2, p. 436.
  6. Um estudo idôneo, embora mais antigo, a respeito do significado de sarxnos escritos de Paulo é Wm. P. Díckson, St. Paul. The Terms Flesh and Spirit (Glasgow: Maclehose, 1883). Um estudo mais recente é J. A. Robinson, The Body(1952).
  7. “Body”, ISBE,  1, p. 529.
  8. lbid.
  9. Barth, Church Dogmatics, lll/2, p. 350.
  10. Além dos estudos do conceito bíblico da pessoa em sua totalidade referidos acima, podemos enumerar os seguintes: G. C. Berkouwer, The Whole Man, em Man, pp. 194-233; C. A. Van Peursen, Body, Soul, Spirit: A Survey of the Body-Mind Problem, trad. de H.H.Hoskins (London: Oxford University Press, 1966); H. Ridderbos, Paul: An Outline of His Theology (Grand Rapids: Eerdmans, 1975), pp. 64-68, 114-126; Rudolf Bultmann, Theology of the New Testament, trad. de K. Grobel, vol. 1 (New York: Scribner, 1951), pp. 190-227; Werner G. Kummel, Man in the New Testament (London: Epworth, 1963); Robert Jewett, Anthropologica/ Terms (Leiden: E. J. Brill, 1971).
  11. John Cooper, Dualism and the Biblical View of Human Beings, Reformed Journal 32, nº’. 9 e 10 (Setembro e Outubro de 1982).
  12. Man, p. 211.
  13. On Being Human, p. 209. Ver também Robert H. Gundry, Soma in Biblica/ Theology(Cambridge: Cambridge University Press, 1976), p. 83. De acordo com Gundry, tanto o Antigo como o Novo testamento ensinam “dualidade”, não “dualismo” .
  14. Esse termo também é usado por John Murray, Thrichotomy, em Collected Writings of John Murray, vol. 2 (Edinburgh: Banner of Truth Trust, 1977), p. 33 (“o homem é um ser psicossomático” ); e por G. W. Bromiley, “Anthropology”, lSBE, 1, p. 134 (“o homem tem um aspecto físico e um aspecto espiritual… ambos pertencem a uma unidade psicossomática”). Ver também Henry Stob, Ethical Rejlections(Grand Rapids: Eerdmans,  1978), p. 226.
  15. Donald M. MacKay, Brains, Machines and Persons (Grand Rapids: Eerdmans, 1980), p. 14.
  16. lbid., 83. Mais tarde, nesse livro (p. 101), MacKay descreve a vida futura do cristão de um modo que parece deixar lugar somente para a ressurreição do corpo e não para uma existência do crente durante o estado intermediário (ver, abaixo, pp. 241-245). Se esta é a posição de MacKay, eu não concordaria com ele. Podemos ainda aceitar as afirmações feitas nas citações acima como descrições corretas da unidade da mente com o cérebro durante esta presente vida.
  17. Ver, do autor, The Bible and the Future, cap. 17 e cap. 20.

 

 

Autor: Anthony Hoekema

Trecho extraído do livro Criados à Imagem de Deus, pág 233-241. Editora: Cultura Cristã

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