A pessoa na sua totalidade (1/2)

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Um dos aspectos mais importantes do conceito cristão do homem é o de que devemos vê-lo em sua unidade, como uma pessoa integral. Imagina-se os seres humanos, muitas vezes, como se fossem constituídos de “partes” distintas ou, algumas vezes, até mesmo, separadas, as quais são, então, abstraídas do todo. Assim, em círculos cristãos, tem se imaginado o homem como consistindo ou de “corpo” e “alma” ou de “corpo”, “alma” e “espírito”. Tanto cientistas seculares como teólogos cristãos, contudo, estão cada vez mais reconhecendo que esse entendimento dos seres humanos está errado, e que o homem deve ser visto como uma unidade. Uma vez que nossa preocupação é com a doutrina cristã do homem, revisamos agora o ensino bíblico sobre os seres humanos, para ver se de fato é assim.

O que devemos observar, primeiro de tudo, é que a Bíblia não descreve o homem cientificamente; na verdade, o julgamento geral [dos teólogos] é que a Bíblia não nos dá qualquer ensino científico sobre o homem, nenhuma “antropologia” que devesse ou pudesse disputar com uma investigação científica do homem nos vários aspectos de sua existência ou com a antropologia filosófica.1

Além disso, a Bíblia não usa uma linguagem científica precisa. Termos como alma, espírito e coração são usados mais ou menos intercambiavelmente. Isso ocorre porque

as partes do corpo são entendidas fundamentalmente, não da perspectiva das suas diferenças frente a, ou das interrelações com outras partes, mas como significando ou enfatizando os diferentes aspectos do homem todo em relação a Deus. Do ponto de vista da psicologia analítica e da fisiologia, o uso do vocabulário no Antigo Testamento é caótico: ele é o pesadelo do anatomista quando qualquer parte pode, a qualquer momento, representar o todo.2

Não é, pois, possível construir uma psicologia bíblica precisa, científica. Houve quem tentasse; dentre os quais o mais notável foi Franz Delitzsch, cujo livro, System of Biblical Psychology, foi originalmente publica­do em 1855. Mesmo assim Delitzsch precisou admitir que “a Escritura não é um livro escolástico [ou didático] de ciência”, e que “é verdade que tanto em assuntos psicológicos, quanto em dogmáticos ou éticos, a Escritura não compreende [ou contém] qualquer sistema proposto na linguagem das escolas”.3

Em 1920, o teólogo holandês Herman Bavinck escreveu um livro intitulado Biblical and Religious Psychology [Psicologia Bíblica e Religiosa].

Mas, assim como Delitzsch, admitiu que

[a Bíblia] não nos fornece uma psicologia popular ou científica como também não nos oferece um relato [schets] científico de História, Geografia, Astronomia ou Agricultura… Ainda que alguém quisesse tentar, seria impossível extrair da Bíblia uma psicologia que satisfizesse nossa necessidade. Não só porque uma pessoa não conseguiria fazer um relato completo, que reunisse todos os diferentes dados, mas também porque as palavras que a Bíblia usa, tais como espírito, alma, coração e mente, foram emprestadas da linguagem popular dos judeus daqueles dias e possuem, via de regra, um conteúdo diferente daquele que associamos com esses termos, além de que nem sempre foram empregadas com o mesmo sentido. As Escrituras nunca usam conceitos abstratos, filosóficos, mas falam sempre a rica linguagem da vida cotidiana.4

Embora não possamos elaborar uma Antropologia ou Psicologia científica precisa, a partir da Bíblia podemos aprender muitas verdades importantes a respeito do homem. De fato, viemos fazendo isso nos capítulos precedentes deste livro. Devemos, sobretudo, nos lembrar novamente que a coisa mais importante que a Bíblia diz a respeito do homem é que ele está inescapavelmente relacionado a Deus. Berkouwer diz sobre isso o seguinte:

Podemos dizer, sem medo de contradição, que o que mais impressiona na descrição bíblica do homem repousa no fato de que nunca chama a atenção para o homem em si mesmo, mas requer a nossa máxima atenção para o homem em sua relação com Deus.5

Podemos acrescentar que a Bíblia também dirige nossa atenção para o homem em sua relação com os outros seres humanos e com a criação.6 Em outras palavras, as Escrituras não estão primariamente interessadas nas “partes” constituintes do homem ou na sua estrutura psicológica, mas nos relacionamentos em que se encontra.

 

TRICOTOMIA OU DICOTOMIA?

Vez por outra, entretanto, é proposta a interpretação de que o homem consiste de certas “partes” especificamente distinguíveis. Uma dessas interpretações é geralmente conhecida como tricotomia, a ideia de que, segundo a Bíblia, o homem consiste de corpo, alma e espírito. Um dos mais antigos proponentes da tricotomia, como vimos, foi Irineu, que ensinava que, enquanto os incrédulos têm apenas alma e corpo, os crentes possuem também espírito, criado pelo Espírito Santo.7 Um outro teólogo geralmente associado à tricotomia é Apolinário de Laodicéa, que viveu entre 310 a.C. 390. A maioria dos intérpretes atribui a ele a ideia de que o homem consiste de corpo, alma e espírito ou mente (pneuma ou nous), e que o Logos ou a natureza divina de Cristo tomou o lugar do espírito humano na natureza humana que Cristo assumiu.8 Berkouwer, contudo, assinala que Apolinário desenvolveu a sua cristologia errônea primeiramente em relação à dicotomia.9 Mas J. N. D. Kelly diz que é uma questão de importância secundária se Apolinário era um dicotomista ou tricotomista.10

A tricotomia foi, no século XIX, ensinada por Franz Delitzsch,11 J. B. Heard,12 J. T. Beck13 e G. F. Oehler.14 Mais recentemente, foi defendida por escritores como Watchman Nee,15 Charles R. Solomon (que afirma que, por meio do seu corpo, o homem relaciona-se com o ambiente, por meio de sua alma com os outros e do seu espírito com Deus)16 e Bill Gothard.17

É interessante observar que a tricotomia também é defendida igualmente na antiga e na nova Scofield Reference Bible.18 A despeito desse apoio, é necessário que rejeitemos a visão tricotomista da natureza humana.

Primeiro, ela deve ser rejeitada porque ela parece fazer violência à unidade do homem. A palavra em si mesma sugere que o homem pode ser separado em três “partes”: tricotomia, de duas palavras gregas, tricha, “tríplice” ou “em três” e temnein, “cortar”. Alguns tricotomistas, Irineu inclusive, sugerem até que certas pessoas têm espírito enquanto outras não.

Segundo, devemos rejeitá-la porque ela frequentemente pressupõe uma antítese irreconciliável entre espírito e corpo. De fato, a tricotomia originou-se na filosofia grega, particularmente na concepção de Platão, que também tinha um entendimento tríplice da natureza humana. Herman Bavinck traz uma proveitosa análise deste assunto no seu livro, Biblical Psychology. Ele assinala que, em Platão e em outros filósofos gregos, colocava-se uma radical antítese entre as coisas visíveis e as invisíveis. O mundo como substância material não havia sido criado por Deus, diziam os gregos, mas estava sempre em contraposição a ele. Era necessário um poder mediador que pudesse unir o mundo e Deus e, assim, trazê-los à comunhão – assim chamada – alma universal. O conceito do homem no pensamento grego, continua Bavinck, é semelhante: o homem é um ser racional que possui razão (naus), mas ele é também um ser material que tem um corpo. Entre essas duas realidades deve haver necessariamente uma terceira que age como uma mediadora: a alma, que é capaz de dirigir o corpo em nome da razão.19

A Bíblia, contudo, não ensina uma distinção aguda entre espírito (ou mente) e corpo. Segundo as Escrituras, a matéria não é má, mas foi criada por Deus. A Bíblia jamais denigre o corpo humano como uma fonte necessária do mal, mas o descreve como um aspecto da boa criação de Deus, que precisa ser usado no serviço de Deus. Para os gregos, o corpo era considerado “uma sepultura para a alma” (soma sema) que o homem alegremente abandonava na morte, mas essa concepção é completamente estranha às Escrituras.

Devemos rejeitar também a tricotomia porque ela faz uma aguda distinção entre o espírito e a alma que absolutamente não encontra suporte nas Escrituras. Podemos ver isso mais claramente quando observamos que as palavras hebraica e grega traduzidas como alma e espírito são em­pregadas muitas vezes indistintamente nas Escrituras.

  1. O homem é descrito na Bíblia tanto como alguém que é corpo e alma como alguém que é corpo e espírito: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt 10.28); “Também a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito” (1 Co 7.34); “Assim como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé sem as obras é morta” (Tg 2.26).
  1. A tristeza é atribuída tanto à alma como ao espírito: “levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundante­mente” (1Sm 1.10). “Porque o SENHOR te chamou como a mulher desamparada e de espírito abatido; como a mulher da mocidade, que fora repudiada, diz o teu Deus” (Is 54.6). “Agora, está angustiada a minha alma” (Jo 12.27); “Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito” (Jo 13.21). “Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade” (At 17.16); “porque este justo [Ló], pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles” (2Pe 2.8).
  1. O louvor e o amor a Deus são atribuídos tanto à alma como ao espírito: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” (Lc 1 .46-47). “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Mc 12.30).
  1. A salvação é associada tanto à alma como ao espírito: “Acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma” (Tg 1.21); “que o autor de tal infâmia seja… entregue a Satanás, para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor”  (1 Co  5.3,5).
  1. Morrer é descrito igualmente como a partida da alma ou do espírito: “Ao sair-lhe a alma (porque morreu), deu-lhe o nome de Benoni” (Gn 35.18). “E, estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao SENHOR e disse: Ó SENHOR, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele” (1Rs 17.21). “Não temais os que matam o corpo e não podem matar alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10.28). “Nas tuas mãos, entrego o meu espírito” (Sl 31.5). “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito” (Mt 27.50). “Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou” (Lc 8.55). “Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!”(Lc 23.46). “E apedrejavam Estevão, que invocava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito!” (At 7.59).
  1. Refere aos que já morreram como almas, algumas vezes, e como espíritos, outras vezes: Mt 10.28 (citado acima); “Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam” (Ap 6.9). “E a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.23). “Pois também Cristo morreu … para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé” (1 Pe 3.18-20).

Os tricotomistas frequentemente apelam para duas passagens do Novo Testamento, Hebreus 4.12 e 1 Tessalonicenses 5.23, como prova de sua opinião, o que nenhuma dessas passagens faz.

Hebreus 4.12 diz o seguinte:

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.

Estas palavras descrevem o poder penetrante da palavra de Deus. O autor de Hebreus não pretende dizer que a palavra de Deus causa uma divisão entre uma “parte” da natureza humana chamada alma e outra “parte” chamada espírito, como também não pretende dizer que a palavra causa uma divisão entre as juntas do corpo e a medula que está nos ossos. A linguagem é figurativa. A oração seguinte revela a intenção do autor: ele deseja dizer que a palavra de Deus discerne os pensamentos e propósitos do coração. A palavra de Deus (que pode significar aqui a Escritura ou Jesus Cristo) penetra nos recônditos mais interiores de nosso ser, trazendo à luz as razões secretas de nossas ações. Essa passagem, na verdade, corresponde em vários aspectos a um texto de Paulo: “o Senhor… não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações” (1Co 4.5). Não há, portanto, nenhuma razão para se supor que Hebreus 4.12 ensine uma distinção psicológica entre alma e espírito como duas partes constituintes do homem.

A outra passagem é 1 Tessalonicenses 5.23, onde se lê:

O mesmo Deus da paz voz santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Devemos observar, primeiramente, que essa passagem não é uma afirmação doutrinária, mas uma oração. Paulo roga que seus leitores tessalonicenses possam ser plenamente santificados e completamente preserva­dos ou guardados por Deus até que Cristo venha outra vez. A plenitude da santificação, pela qual Paulo ora, é expressa no texto por duas palavras gregas. A primeira, holoteleis, é derivada de halos, que significa “todo”, e de telas, que significa “fim” ou “alvo”; o termo, por sua vez, significa “todo de um tal modo que se alcance o alvo”. A segunda palavra, holokleron, derivada de halos e kleros, porção ou parte, significa “completa em todas as suas partes”. É interessante observar que na segunda metade da passagem, tanto o adjetivo holokeron como o verbo teretheie (“possa ser guardado ou preservado”) estão no singular, indicando que a ênfase do texto está sobre a pessoa toda. Quando Paulo ora pelos tessalonicenses para que o espírito, alma e corpo de cada um deles possam ser guardados, ele obviamente não está tentando dividir o homem em três partes, assim como Jesus não pretendia dividir o homem em quatro partes quando disse: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento” (Lc 10.27). Essa passagem, portanto, também não proporciona qualquer base para a concepção tricotômica da constituição do homem.20

A outra opinião comumente sustentada a respeito da constituição do homem é a chamada dicotomia, a ideia de que o homem consiste de corpo e alma. Essa ideia tem sido muito mais amplamente sustentada do que a tricotomia. Acaso o fato de termos rejeitado a tricotomia significa que de­vemos optar pela dicotomia? Muitos teólogos são dessa convicção. Louis Berkhof, por exemplo, crê que “a representação dominante da natureza do homem na Escritura é claramente dicotômica”.21

É minha convicção, no entanto, que devemos rejeitar tanto a dicotomia como a tricotomia. Como cristãos, certamente temos de repudiar a dicotomia no sentido em que os antigos gregos a ensinaram. Platão, por exemplo, defendeu a ideia de que se deve considerar o corpo e a alma como duas substâncias distintas: a alma racional, que é divina, e o corpo. Dado que o corpo é composto da substância inferior chamada matéria, seu valor é inferior ao da alma. Na morte, o corpo simplesmente se desintegra, mas a alma racional (ou naus) retorna “aos céus”, se seu curso de ação foi justo e honrado, e continua a existir para sempre. A alma é considerada uma substância superior, intrinsicamente indestrutível, enquanto o corpo é inferior à alma, mortal, e fadado ao aniquilamento. No pensamento grego, portanto, absolutamente não há lugar para a ressurreição do corpo.22

Mas mesmo à parte do entendimento grego da dicotomia, que é clara­mente contrário à Escritura, é necessário rejeitarmos o termo dicotomia como tal, já que ele não é uma descrição precisa da concepção bíblica do homem. A palavra em si mesma é questionável. Ela vem de duas raízes gregas: diche, que significa “dupla” ou “em duas”; e temnein, significando “cortar”. Ela, portanto, sugere que a pessoa humana pode ser cortada em duas “partes”. Mas o homem, nesta vida presente, não pode ser separado dessa maneira. Como veremos, a Bíblia descreve a pessoa humana como uma totalidade, um todo, um ser unitário.

O melhor modo de determinar a concepção bíblica do homem como uma pessoa integral é examinar os termos usados para descrever os vários aspectos do homem. Antes de fazermos isso, contudo, cabem duas observações: (1) Como foi dito, a preocupação primária da Bíblia não é a constituição psicológica ou antropológica do homem, mas a sua inescapável relação com Deus; e (2) devemos ter sempre em mente o que J. A. T. Robinson diz a respeito do uso desses termos no Antigo Testamento: “Qual­quer parte, em qualquer momento, pode significar o todo”,23 e o que G. E. Ladd afirma a respeito do seu uso no Novo Testamento: “A pesquisa moderna tem reconhecido que termos tais como corpo, alma e espírito não são separáveis ou diferentes do homem, mas diferentes modos de considerar o homem  todo”.24

Com isso em mente, veremos primeiro os termos do Antigo Testamento e, depois, os do Novo Testamento.

 

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NOTAS:

  1. G. C. Berkouwer, De Mens het Beeld Gods (Kampen: Kok, 1957), p. 211 (citado pelo autor em tradução própria para o inglês). Cf. Ray S. Anderson, On Being Human (Grand Rapids: Eerdmans, 1982), p. 213.
  2. John A. T. Robinson, The Body (London: SCM Press, 1952), p. 16.
  3. A System of Biblical Psychology, 2ª ed., trad. de Robert E. Wallis (Edinburgh: T & T Clark, 1867), p. 16.
  4. Bijbelsche en Religíeuze Psychologie (Kampen: Kok, 1920), p. 13 (citado pelo autor em tradução própria para o inglês). Man, p. 195.
  5. Ver, acima, pp. 90-98.
  6. Ver, acima, pp. 47, 48.
  7. Por exemplo, Louis Berkhof, History of Christian Doctrines (Grand Rapids: Eerdmans, 1937), p. 106-107.
  8. J. L. Neve, A History of Christian Thought (Philadelphia: United Lutheran Publication House, 1943), p. 126; Anderson, On Being Human, pp. 207-208.
  9. Man, p. 209. Ver também o comentário de A. Grillmeier citado na nota n. 20. Dichotomy é a ideia segundo a qual o homem consiste de duas “partes”, corpo e alma.
  10. J. N. D. Kelly, Early Christian Doctrines (London: Black, 1958), p. 292.
  11. System of Biblical Psychology, pp. vii, 247-66.
  12. The Tripartite Nature of Man (Edinburgh: T & T Clark, 1866).
  13. Outlines of Biblical Psychology, (Edinburgh: T & T Clark, 1877), p. 38.
  14. Theology of the Old Testament, org. por G. E. Day (1873; Grand Rapids: Zondervan, s./d.), pp. 149-51.
  15. The Release of the Spirit (lndianapolis: Sure Foundation, 1956), p. 6.
  16. The Handbook of Happiness (Denver: Heritage House Publications, 1971), p. 28; ver também pp. 27-58. 17 Wilfred Brockelman, Gothard, The Man and his Ministry: An Evaluation (Santa Barbara: Quill Publications, 1976), pp. 85-96.
  17. The Scofield Reference Bible (New York: Oxford University Press, 1909), nota (n. 1) a 1Ts 5.23; The New Scofield Reference Bible (New York: Oxford University Press, 1967) nota (n. 2) a l Ts 5.23.
  18. Bijbelsche en Religieuze Psychologie, 53. Cf. TDNT, 6:395.
  19. Sobre a interpretação de Hb 4.12 e 1Ts 5.23, ver tabém Bavinck, Bijbelsche P.iychologie, pp. 58-59; Louis Berkhof, Sy.itematic Theology, ed. rev. e aumentada; Berkouwer, Man, p. 210; Sobre Hb 4.12, ver, ainda, F. F. Bruce, The Epistle to lhe Hebrews, série New lnternational Commentary on the New Testament, (Grand Rapids: Eerdmans, 1964), pp. 80-83. Em defesa da tricotomia, ver F. Delitzsch, The Epistle to the Hebrews, (Edinburgh: T. & T. Clark, 1882), pp. 202-14, especialmente pp. 212-14.
  20. Systematic Theology, p. 192. Cf. A. H. Strong, Systematic Theology, vol. 2 (Philadelphia: Griffith and Rowland, 1907), pp. 483-88; J. T. Mueller, Christian Dogmatics, (St. Louis: Concordia, 1934), p. 184; H. C. Thiessen, lntroductory Lectures in Systematic Theology (Grand Rapids: Eerdmans, 1949), pp. 225-26; Gordon H. Clark, The Biblical Doctrine of Man (Jefferson, MD: The Trinity Foundation, 1984), pp. 33-45.
  21. Cf., do autor, A Bíblia e o Futuro (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1989), cap. 7. Sobre essa questão, ver também Berkouwer, Man, pp. 212-22.
  22. The Body, p. 16.
  23. G. E. Ladd, A Theology of the New Testament (Grand Rapids: Eerdmans, 1974), p. 457.

 

 

Autor: Anthony Hoekema

Trecho extraído do livro Criados à Imagem de Deus, pág 225-232. Editora: Cultura Cristã

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