Posso ouvir “música do mundo”?

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Muitos perguntam isto. Temos que começar definindo o que é música do mundo. Música feita por um não crente? Então, para sermos coerentes, não devemos usar nada que foi feito por um descrente: roupas, sapatos, óculos, carro, ônibus. Não podemos comer em restaurantes nem comprar um cachorro quente na esquina, se o dono do come-em-pé não for crente. Pois é tudo do mundo.

Mas, se música do mundo é aquela que tem uma letra que vai contra os valores de Deus, letras que falam de traição, adultério, ciúmes, ódio, desejo de vingança, etc., então temos que considerar também como do mundo muita música “gospel” que tem letras com erros doutrinários graves, que pecam contra Deus do mesmo jeito. Heresia é pecado tanto quanto adultério.

Se música do mundo se referir ao ritmo – tipo rock, samba, hip hop, funk – aí temos outros problema, pois não existe como definir um ritmo que seja santo e outro que seja mundano.

Eu escuto músicas feitas por artistas descrentes que tenham conteúdo bom. E sei que tudo o que é bom vem de Deus. Luiz Gonzaga tem muita música que fala das coisas do Nordeste, sem malícia ou maldade alguma. Por exemplo, “Asa Branca”. Mais modernamente, para dar um exemplo, John Mayer compôs “Daughters”, que tem valores muitos próximos dos cristãos. Roberto Carlos em algumas músicas é romântico sem ser malicioso.

Escolha bem. Na sua graça, nosso Deus deu dons e talentos até mesmo aos descrentes.

 

 

Autor: Augustus Nicodemus Lopes

Artigo extraído do Facebook do autor

Reformados 21
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